domingo, 17 de junho de 2012

“Dança dos Famosos”: Bárbara Paz quase vai para a repescagem, mas se mantém no posto de uma das candidatas mais fortes do quadro do "Domingão do Faustão"

Bárbara Paz vem acertando cada vez mais o passo, dominando a pista no “Dança dos Famosos”, desde a estreia do quadro do “Domingão do Faustão”, e, talvez por isso, incomodando. Depois de se esbaldar nos ritmos Baladão e Forró nas provas anteriores, a atriz mais uma vez se destacou nesse domingo (17), dançando bolero com seu coreógrafo, Marcelo Chocolate. Mas quase caiu na repescagem graças aos votos de Humberto Martins e da professora e dançarina Carlota Portela. Estranho foi o ator, depois de ter elogiado Bárbara, fazer questão de lembrar o aniversário de Sthefany Britto essa semana. Ficou no ar uma certa bajulação explícita e tentativa de influenciar os outros pela data. O voto dele foi dado após a atriz Mayana Neiva ter votado em Sthefany, que também foi a escolhida do coreógrafo Ivan Bertazzo, do júri técnico. Felizmente, após um empate entre as duas, o que pesou foi o voto popular da plateia.

Sthefany, que escapou da repescagem por pouco dançando forró, dessa vez não teve a mesma sorte e juntou-se à modelo Fernanda Motta e à cantora Gabi Amarantos, conhecida como a Beyonce do Pará. Fernanda chorou no programa em que foi para a repescagem dançando Baladão e depois disse ter se sentido injustiçada. Gaby, justo a cantora de tecnobrega, saiu do time no forró, mas não perdeu o bom humor e até ignorou ter sido chamada de “gordinha” por uma jurada técnica que esqueceu seu nome. Ah, sim, a tal jurada se chama Maria Pia.  

A questão é: um júri, formado por dois profissionais em dança e três artistas, no qual todos se conhecem e há claramente afinidade e aproximação maior entre uns e outros, a votação não fica tendenciosa? É claro que Humberto Martins não iria votar contra Sthefany na semana do aniversário dela, sendo amigo da atriz. Mas fez questão de ter votado em Bárbara, que é visivelmente uma das candidatas mais fortes, após o primeiro voto, de Mayana Neiva, ter sido em Sthefany. Já Claudia Ohana, que também mostrou um bonito trabalho de coreografia, quase passou despercebida nos comentários dos jurados. E Monique ainda levou um voto do estilista Carlos Miéle, que preferiu não se meter no empate e deixar a decisão para o público. Realmente, fica difícil entender os critérios. Ficou claro também que os jurados artistas não são bem orientados antes, já que Humberto Martins achou que estava ali apenas para elogiar e não para eliminar alguém, mesmo que provisoriamente. Uma pena!
  

sábado, 16 de junho de 2012

“Globo Mar”: O jornalístico que mergulha na rotina e mistérios da vida marítima encerra mais uma temporada mantendo a mesma qualidade de produção e de imagens mostrada desde a sua estreia, em 2010

Em uma semana em que alguns programas encerraram a temporada deste ano na Globo, como o humorístico “Casseta e Planeta Vai Fundo” e o seriado “Loucos Por Ela”, o que realmente fará falta é o jornalístico “Globo Mar”. Não por fazer parte de um gênero mais sério, diferentemente dos outros dois, voltados para o humor, mas por realmente ser um programa que corresponde ao padrão de qualidade que a emissora tanto gosta de exaltar, com pautas voltadas ao mar, à pesca e tudo que tenha relação com o oceano.

A volta do “Casseta e Planeta” se mostrou totalmente desnecessária. A trupe formada por Hélio de La Peña, Claudio Manuel, Sérgio Madureira, Reinaldo, Hubert, Beto Silva, agora reforçada no texto por Fabito Rychter, Alessandro Goldbach, Ricardo VR, Fernando Aragão, Fábio Porchart, Allan Sieber, Arnaldo Branco, Mederihjon Corumbá e Guemin, nada acrescentou de novo ao humor. Foi muito do mesmo nas atuações e as mudanças de quadros deixaram a desejar. É esperar que na próxima temporada, já garantida no fim do ano, os veteranos humoristas voltem mais criativos.

Já a primeira temporada de “Loucos Por Ela”, que também já tem uma segunda prevista, deixou muito a desejar. As histórias na maioria dos episódios eram tão fracas que nem um roteiro bem costurado salvava. Du Moscovis não parecia confortável no papel do galã que virou comediante. Deborah Secco mudou do vinho da Natalie Lamour de “Insensato Coração” para a aguada Giovana do seriado. O único ponto alto do programa foi contar com Glória Menezes no elenco. Não foi de surpreender que ela tenha roubado não uma mas várias cenas no papel da esperta vovó Violeta.

Ainda sem uma quarta temporada confirmada, “Globo Mar” se despediu da terceira nessa quinta-feira (14), mostrando uma das riquezas do litoral norte de São Paulo: a produção de vieiras por populações caiçaras em fazendas isoladas em ilhas isoladas na região. E ainda trouxe belas imagens submarinas ao contar sobre os naufrágios que aconteceram na Ilha Bela, como o do navio Príncipe das Astúrias, o maior da história registrado em águas brasileiras.

O programa, sem dúvida, é resultado do esforço de toda uma equipe que, fica claro nas reportagens, trabalha unida e manifestando prazer no que faz, até mesmo nas situações de dificuldades. Sem falar no jeito simples e familiar com que o repórter Ernesto Paglia conduz as matérias, deixando de lado qualquer tom didático mesmo nos casos em que é preciso destacar a necessidade de cuidados para a preservação do meio ambiente. A repórter Poliana Britta também se saiu muito bem nas matérias conduzidas por ela.

Entre os muitos temas abordados neste ano estão o projeto que preserva tubarões em Pernambuco, a pesca de cerco e da lula em Arraial do Cabo (RJ), o refúgio das baleias baluarte em Abrolhos, as belezas da Ilha do Mel no litoral do Paraná e a pesca artesanal em Caiçara, no Rio Grande do Norte. Em tempos de Rio+20, programas preocupados com o planeta e com excelentes trabalhos de pesquisa, roteirização, edição, registro de imagens, disposição e prazer na execução como esse, devem ser valorizados e não terem apenas temporadas, mas espaço fixo na grade das emissoras. E, de preferência, em um horário mais nobre.

.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

“Mais Você”: Quadro de culinária reúne cozinheiros amadores e faz a diferença pela ausência de regras rigorosas e por mostrar a intimidade dos participantes na cozinha

Ana Maria Braga acertou a mão na receita do quadro “Jogo de Panelas”, que foi ao ar essa semana no “Mais Você”. Diferentemente de outras disputas culinárias realizadas no programa, essa teve vários ingredientes que deram um toque de descontração, informalidade e até intimidade não apenas dos concorrentes entre si como também do telespectador com eles. Baseado no “Come Dine With Me” (Venha Jantar Comigo) do canal britânico ITV Studios, o reality mostra cinco cozinheiros amadores disputando um prêmio de R$ 10 mil reais. 
 
Participaram desse primeiro “Jogos da Panelas” cinco moradores de São Paulo, a artista plástica Alice, o diretor de arte Fred, a instrumentador cirúrgica Gláucia, o consultor de marketing André e a advogada Veridiana. Cada um teve que oferecer em sua própria casa um jantar, com entrada, prato principal e uma sobremesa, aos outros participantes, fazendo também uma decoração temática para o encontro. Para comprar todos os ingredientes do evento, cada um recebeu R$ 700. E ao fim de cada noite, os convidados deram suas notas ao anfitrião.

A falta de regras mais firmes inicialmente pareceu que seria um ponto negativo, mas não chegou a favorecer nem prejudicar ninguém. Como o fato de os R$ 700 não serem um limite para o gasto de todos. Alice, por exemplo, que ofereceu o primeiro jantar, foi a única que ultrapassou esse valor e gastou mais de R$ 1 mil em suas compras. Ou seja, colocou mais de R$ 300 de seu próprio bolso. Ou mais, já que o próprio Louro José chamou a atenção para o fato de o valor declarado por ela para o programa ser diferente do que constava na nota. De qualquer forma, não se deu muito bem, já que o tema indiano escolhido por ela não agradou muito. Assim como o cardápio. Aliás, a comida não precisava, necessariamente, estar ligada ao tema. O que parece não ter ficado bem claro para os participantes antes, já que alguns deram notas inferiores usando esse argumento.

Fred, que fez um jantar Tropicalzin, fez às vezes daquele convidado que não pode faltar em nenhuma festa, pois faz a linha bem-informado, simpático e carismático. Gláucia, que escolheu os anos 80 como tema, caprichou nas caras de enjoada para as câmeras enquanto degustava os pratos preparados pelos outros.  Já o baiano André, foi o que mais espalhou críticas em todos os jantares. “Olha como eles mentem”, comentou Ana Maria Braga entre um bloco e outro do quadro, ao ver como todos teciam elogios à mesa e na hora do voto, gravado individualmente, achavam mil defeitos nos pratos.

Mas, apesar de posar de entendido em gastronomia, André promoveu o encontro mais micado. Escolheu o tema Brasil e fez uma decoração repleta de estatuetas de São Jorge. Sem música, sem nada que distraísse os convidados e servindo uma “Moqueca Desconstruída” decepcionante, acabou com as notas mais baixas da disputa. Ficou tão estressado que, após o seu jantar, teve uma crise de pressão alta e não pode comparecer ao último, oferecido por Veridiana, vencedora do quadro.

A vitória da advogada foi merecida, já que ela soube avaliar seus adversários com certa imparcialidade e ainda deu uma verdadeira aula enquanto preparava seus pratos, ensinando detalhes da receita de cada um. Seu tema foi Baile de Gala, com direito a máscaras e show de mágica. A entrada foi tomates recheados com queijo de cabra, salada verde e molho de mostarda e mel; o prato principal, um risoto de rúcula com champignon e medalhão de filé mignon, e de sobremesa um gelado de limão siciliano coberto por farelos de biscoito champanhe.

Tomara que nos próximos, se houver outras temporadas do “Jogo de Panelas”, os participantes se inspirem no estilo de Veridiana, já que não é preciso ser um chef renomado para mostrar desenvoltura em uma cozinha. Não adianta devorar trezentos livros de gastronomia, é preciso, acima de tudo, sentir prazer em cozinhar, ser curioso, ficar atento e receptivo às dicas dos profissionais da área e não ter medo em arriscar. É provando que se aprende.  

quinta-feira, 14 de junho de 2012

“Avenida Brasil”: Heloísa Périssé supera estigma de fazer apenas humor e se entrega em cenas de drama e romance

Heloísa Périssé sempre passeou com desenvoltura pelo universo do humor. Sua trajetória é recheada por trabalhos cômicos. Até quando se aventurava na dramaturgia suas personagens eram invariavelmente atrapalhadas e engraçadas. Mesmo quando interpretou Dercy Gonçalves em sua fase jovem na minissérie “Dercy de Verdade”, exibida em janeiro deste ano na Globo, estava envolvida com uma história dramática, mas permeada pelo escracho e irreverência da protagonista, inspirada na vida real. Já como Monalisa de “Avenida Brasil”, novela das 21h da mesma emissora, Heloísa vem conseguindo mostrar seu amadurecimento também para interpretar cenas nas quais romance e drama se mesclam, deixando de vez para trás o risco de ficar presa ao estigma da atriz que só faz comédia.

Nos capítulos que foram ao ar essa semana, Monalisa passou por dois momentos que permitiram à sua intérprete se sobressair em cena. O primeiro foi aquele em que, depois de descobrir que foi enganada por Silas (Ailton Graça) sobre a doença no coração, inventada por ele apenas para se casar com ela, a cabeleireira o abandona em plena lua-de-mel, volta para casa buscando apoio do filho e da melhor amiga e percebe que teve sua confiança traída por todos. O segundo momento foi o reencontro com Tufão (Murilo Benício), seu grande amor e de quem era noiva no começo da história. O clima de romance entre os dois ainda foi embalado por “Estória de Nós Dois”, música do cantor e compositor José Augusto, figura tarimbada em temas de abertura e trilhas sonoras de novelas nos anos 80 e 90.

Por enquanto, Monalisa ainda terá que vencer alguns obstáculos para ficar com Tufão. Rita/Nina (Débora Falabella) entrará no páreo, mesmo sendo apenas para levar adiante seu plano de vingança. E Carminha, vivida por Adriana Esteves não aceitará tão facilmente se separar do marido. No quesito interpretação, Heloísa tem um grande desafio pela frente, já que Adriana tem brilhado como a estrela maior na trama de João Emanuel Carneiro. Mas a cabeleireira tem a seu favor o fato de sua rival ser tão maquiavélica que dificilmente terá torcida para que Tufão volte para ela.

Agora é esperar também que Heloísa mantenha o tom conquistado nessa altura da novela e não permita que o despertar da paixão que estava adormecida de Monalisa pelo jogador de futebol a faça retroceder ao que a personagem era no começo da história. Nos primeiros capítulos, mesmo Monalisa sendo uma mulher guerreira e irreverente, ela não tinha a densidade que mostra atualmente. O tom anasalado na voz da atriz também fazia lembrar suas personagens cômicas anteriores, principalmente Tati, a adolescente da peça “Cócegas” que já teve até quadro no “Fantástico”. Se o desejo de Heloísa é ainda fazer uma vilã, como já revelou em entrevistas, está na hora de ela mostrar que é capaz de vencer uma tarefa muito mais difícil: superar a vilã, sem precisar para isso usar das mesmas armas da rival, nem tampouco ser a mocinha boazinha da história. A faca e o queijo o autor já colocou em suas mãos.


sábado, 9 de junho de 2012

“Perdidos na Tribo”: Programa da Band se aproxima do fim mostrando apenas como pessoas civilizadas se rendem a seus instintos primitivos, aceitando até torturar e sacrificar animais, por alguns mil reais


Após assistir aos dois primeiros episódios de “Perdidos na Tribo”, programa que a Band chama de docu-reality, mas que na verdade trata-se de um show de horrores, e que estreou no dia 13 de abril, decidi não continuar acompanhando. Nessa sexta-feira (8), no entanto, resolvi conferir se alguma coisa havia mudado, já que seria o nono dos dez episódios gravados. Grande decepção. O que pude constatar foi que, movidos pela ambição de ganhar o prêmio de R$ 250 mil, os participantes se transformaram em verdadeiros canibais. Alguns até tentam disfarçar, mostrando-se chocados com a crueldade feita por eles próprios com animais, sacrificados ainda vivos. Mas nem por isso deixam de participar ativamente dos rituais. 
 
O programa consiste em três famílias brasileiras, os Oliva, os Sackiewicz e os Menendes terem que conviver por três semanas com tribos: os Himba, nômades africanos da Namíbia; os Hamer, africanos do sudoeste da Etiópia, e os Mentawai, indígenas que vivem em ilhas da Indonésia. No fim, o chefe de cada tribo avalia se cada membro cumpriu suas tarefas, agindo exatamente conforme os costumes de cada povo, incluindo aí matanças e torturas de animais em seus rituais.

É preciso muito frieza para ouvir os gritos desesperados dos animais e assistir a imagens banhadas em sangue sem se horrorizar. Respeito que tais atos façam parte da cultura de cada tribo, por isso são chamados de primitivos, o que me espanta é ver pessoas ditas civilizadas se sujeitarem a tal comportamento. Será que, após voltarem para casa, suas consciências deixarão que elas coloquem suas cabeças no travesseiro e durmam um sono tranquilo? Caso as três famílias sejam aprovadas por suas respectivas tribos, o prêmio será dividido entre elas, o que dará pouco mais de R$80 mil para cada. 

É, com certeza vai dar para pagar as sessões de terapia que muitos vão precisar fazer após terem participado, por livre e espontânea vontade, de experiência tão degradante.

Mais sobre o programa na crítica da estreia, aqui:

.
 

sexta-feira, 8 de junho de 2012

“Avenida Brasil”: Após vários capítulos se sobressaindo, Cauã Reymond atinge seu ápice de interpretação em cena crucial na trama de João Emanuel Carneiro

Cauã Reymond, definitivamente, assinou sua rubrica como mais um grande ator de sua geração no capítulo dessa quinta-feira (7) de “Avenida Brasil”, em que Jorginho, seu personagem na novela das nove da Globo, anuncia em público ter descoberto ser filho biológico de Carminha, a mulher que o abandonou quando criança no lixão, interpretada por Adriana Esteves. Cauã já vinha ensaiando esse ápice em capítulos anteriores em cenas extremamente fortes que claramente exigiam do ator um mergulho psicológico profundo em um personagem conturbado e emocionalmente frágil. Seu crescimento e sua evolução em cena aconteceram de forma tão escancaradamente arrebatadora que não teve como não ter a sensação de se estar dividindo com Jorginho toda aquela dor e emoção que ele estava sentindo.

Cauã, sem a menor dúvida, provou ter atingido uma maturidade que poucos artistas de sua idade revelam com seu tempo de carreira. Mas é preciso lembrar também que cenas tão fortes e arrebatadoras como as que ele acaba de protagonizar só acontecem graças a um somatório de fatores. A começar pelo brilhante texto do autor, João Emanuel Carneiro, passando pela atenta direção e cuidadoso trabalho da equipe de produção, até chegar à interpretação do elenco.

Carioca, depois de ter começado uma carreira como modelo e feito cursos de interpretação no exterior, Cauã estreou como ator na televisão em “Malhação”, em 2002, e logo se destacou como o Mau-Mau da trama. Três anos depois, no horário nobre, foi o garoto de programa que participava de uma das cenas cruciais do final de “Belíssima”, ao lado de Fernanda Montenegro. A partir daí passou a fazer parte da linha de frente do elenco global.

Inicialmente, o menino problemático saído do lixão corria o risco de cair na armadilha de repetir o perfil de Danilo Gouveia, o jovem drogado de “Passione”, mas Cauã soube transpor com agilidade as fronteiras entre um e outro personagem. E o seu Jorginho está sendo, sem dúvida, uma grata surpresa, digno de orgulho, inclusive, para atores já consagrados como Murilo Benício e Adriana Esteves, respectivamente Tufão e Carminha, seus pais na ficção. E tornando-se quase um protagonista independente, sem precisar mais de Nina, ou Rita, personagem de Débora Falabella, que há muito deixou de ser a mocinha para dividir com Carminha o papel de vilã. 


“A Fazenda 5”: Eliminação de Lui Mendes era previsível, como é a saída de Sylvinho do pacto da “panela” formada no celeiro

Lui Mendes conseguiu, em menos de dez dias de confinamento na “Fazenda 5”, atrair para si a antipatia não só de grande parte do público como também da maioria dos outros participantes do reality show da Record. Dos 13 peões que votaram em quem deveria ir direto para a roça no programa de terça-feira (5), apenas 4 não indicaram o ator. E sua eliminação nessa quinta-feira (7) não foi nenhuma surpresa. Desde o anúncio de que sua concorrente na disputa seria a modelo Viviane Araújo, todas as enquetes na internet já indicavam uma vitória da modelo com larga vantagem de votos. 

Se o oponente fosse o cantor Sylvinho Blau Blau o resultado seria o mesmo? Numa disputa em que a maior dificuldade é saber quem é o menos pior num elenco tão equilibrado, fica difícil fazer qualquer avaliação.

Talvez Lui tivesse conseguido prorrogar por mais tempo sua estada no programa, não fosse a péssima ideia de tentar ludibriar seus colegas de celeiro ao vencer uma prova em que todos estavam vendados e ele, por acaso ou não, conseguiu, após mexer várias vezes nos óculos, privilegiar-se de alguns momentos de visão e ficar calado. Ao subir para a sede e, depois de ser desclassificado na prova, voltar para o celeiro, o ator mostrou ter duas caras. Lá em cima, exagerou na ânsia de se sobressair. E os primeiros “donos” do terreno não gostaram do tom. De volta ao celeiro, falou mal de quem estava na sede.

Foi quando Lui, Sylvinho, Gretchen e Viviane selaram o pacto de formarem sua própria “panela”. Pacto que Lui e Sylvinho quebraram quando todos se reuniram na sede, um dia antes da eliminação. No embate entre Nicole Bahls e Viviane, Lui, sorrateiramente, foi apoiar a ex-Panicat. Sylvinho, estrategicamente, foi recomendar a Viviane que as duas saíssem no tapa. Já, com Nicole, o cantor foi só abraços e beijos. Esperta mesmo foi Gretchen, “macaca velha”, sem trocadilho, que ficou do lado de quem ela sacou que tinha mais chance de continuar no jogo. Afinal, enquanto Nicole tenta chamar a atenção acordando e dormindo de maquiagem, usando figurinos de periguete e comprando briga com todo mundo, Viviane fica na dela, ao natural, com roupas mais ou menos apropriadas ao ambiente e muito mais ouvindo do que falando. E vai acumulando pontos a seu favor. 

Pelo menos por enquanto...

quinta-feira, 7 de junho de 2012

“Reviva Especial”: Canal Viva faz um delicioso mergulho na história da telenovela e Maitê Proença garante que bate-papo não vire um debate puramente didático


Maitê Proença deixou muito mais descontraído o bate-papo do “Reviva Especial Novelas” que foi ao na segunda-feira (4), no canal Viva, sob o comando da jornalista Glória Maria. O programa fez uma retrospectiva desde os primeiros folhetins e toda sua evolução até os tempos modernos, com imagens de arquivo e depoimentos gravados de profissionais que fizeram e fazem parte dessa história intercalando o debate em estúdio. Os outros três convidados eram o autor Whalter Negrão, o ator Mateus Solano e o doutorado em teledramaturgia Mauro Alencar. Mas foi a atriz que, acostumada a debates mais informais e acalorados como quando fazia parte do “Saia Justa”, do GNT, mostrou-se mais solta e à vontade para falar sobre sua experiência profissional.

Ao apontar “O Salvador da Pátria”, novela de Lauro César Muniz, de 1989, como a mais marcante que fez, Maitê comparou o momento político da ficção com o da vida real mais recente. Na trama, ela era a professora Clotilde, que alfabetizava o matuto Sassá Mutema (Lima Duarte) e com quem viveu um romance. “Tinha temas políticos, era a história de um boia-fria que virava presidente. Olha que atual (risos). Ela alfabetizava aquela pessoa, que acabou virando um monstro. Se quiser saber como a sociedade se comporta hoje, vê melhor na novela do que nos jornais”, afirmou a atriz.

Quando o assunto foi a estratégia de usar o horário das 18h para abordar temas mais leves, Maitê deu uma alfinetada, de leve, em alguns colegas. “Grandes atores não queriam fazer novela das seis porque pegava mal, queria dizer que estavam botando eles na geladeira. Aí chamaram eu e o Tony Ramos para fazer ‘Felicidade’ (1991), meio que para tentar recuperar o negócio (audiência) que não ia bem, e a gente subiu uns 10 pontos no Ibope. Mas também era um texto magistral do Manoel Carlos, na sua fase mais porreta”, insinuou ela.

“Uma boa história a gente ouve a qualquer hora”, tentou amenizar Mateus Solano, discretamente. Whalter Negrão aproveitou para fazer um pouco de graça: “Estou há 30 anos tentando fazer esse bom texto. Estou na minha trigésima sétima novela. Espero um dia chegar lá”, brincou o autor, cuja última trama foi “Araguaia”, em 2010.

No bloco sobre remakes, Mateus Solano, que fará Mundinho na nova versão de “Gabriela”, papel que foi de José Wilker no original em 1975, explicou que não gosta de ir pela imitação: “Gosto de criar, porque os tempos e o público são outros”. Maitê, que será Sinhazinha, personagem interpretada antes por Maria Fernanda, preferiu falar sobre a releitura que será feita agora de “Guerra dos Sexos”, trama de Silvio de Abreu da qual ela participou, em 1983. “Acho corajoso fazer de novo, porque foi tão incrível". Já Mauro Alencar admitiu que sempre faz comparações entre o original e o remake: “Tem um lado da minha mente onde fica a primeira versão. Mas essa expectativa faz o público ligar na nova versão”.

“E acontece mesmo essa história de o ator levar o personagem para casa?”, pergunta Glória Maria. É claro que Maitê foi a primeira a se manifestar. “O Tony (Ramos), diz que não, mas é mentirinha dele. Mas o Tony está acima de todos nós, já vive lá num lugar superior. Ele é uma entidade”, falou a atriz, rindo. E continuou: “Mas para as outras pessoas que vivem aqui embaixo como eu, levam. Você vive o dia inteiro carregando aquela energia, fica mais horas lidando com aquilo do que com a sua vida real. Fica impregnado”. Mateus Solano mais uma vez tentou fazer a linha politicamente correto e teve resposta. “Impregnado fica. Mas tem que conseguir (sair do personagem). Senão pode acabar sendo fatal, sim”, citou o trecho da música de Lulu Santos. E Maitê, em cima, retrucou: “Marcelo Serrado diz que está desmunhecando até agora como Tunico Bastos, que é um macho. E ele saiu daquele personagem (Crô, de ‘Fina Estampa’) pra ganhar o Oscar”, lembrou ela, referindo-se ao atual trabalho de Marcelo Serrado, o personagem que foi de Fúlvio Stefanini na primeira “Gabriela”.

Maitê, no entanto, teve plena aprovação ao tecer elogios ao autor de “Avenida Brasil”, atual novela das nove da Globo: “João Emanuel Carneiro está bebendo na realidade para levar para a ficção”. Mesmo sem falar, mas acompanhando com gestos afirmativos de cabeça, concordando plenamente com a atriz, Whalter Negrão mostrou que não só tem a grandeza de reconhecer o trabalho de outros autores como também que não os encara como concorrentes. O que não é raro acontecer, mesmo dentro de uma mesma emissora.

Fora o debate, que não caiu no tom puramente didático graças aos pitacos de Maitê, é sempre bom entrar nesse túnel do tempo e rever cenas antológicas, ouvir trilhas inesquecíveis, comparar o antes e o depois dos avanços tecnológicos. E aí cada um tirar suas próprias conclusões, a partir de suas lembranças ou de suas novas descobertas.


domingo, 3 de junho de 2012

“Legendários”: Marcos Mion escracha do elenco de famosos desconhecidos de “A Fazenda 5” no “Vale A Pena Ver Direito”


Marcos Mion mostrou no “Legendários” que foi ao ar nesse sábado (2), na Record, que está ainda mais escrachado no “Vale A Pena Ver Direito”, em que satiriza “A Fazenda”, o reality show da própria emissora. Dessa vez, o elenco de peões selecionados foi um prato cheio para o apresentador deitar e rolar na zombaria. A primeira imagem mostrada é da estreia, quando Britto Júnior diz para os 16 participantes, sentados à sua frente: “Deixa ver se eu consegui marcar bem os nomes de vocês”. Pausa! Grita Mion, ao lado de seu assistente, Mionzinho: “Se o apresentador não sabe quem são essas pessoas, como é que nós vamos saber?”. Realmente não foi um bom começo. Mas, com certeza, muitos dos peões deveriam estar usando até hoje um crachá para serem identificados pelo público.

Em seguida, Mion anuncia: “Vamos conhecer os peões que nem o Britto conhece!”. E um por um vai sendo xoxado ao desembarcar em um ponto da estrada que leva até a fazenda e onde todos embarcaram em um pau de arara. Entre os zoados estava a ex-Panicat Nicole Balhs, por estar usando um figurino à la Conan, personagem do filme “Conan, o Bárbaro”. Quando Ângela Bismarck apareceu Mion vibrou: “Finalmente uma celebridade”. Mas não perdoou ela ter sido apresentada como “personalidade da mídia”. “É a segunda pessoa a ter essa profissão. A primeira foi Renata Banhara (na ‘Fazenda 4’)”. A “referência” dada a Shayene Cesário como sendo musa de carnaval, também mereceu uma alfinetada: “E lá isso é profissão? Trabalha quatro dias por ano. É que nem Papai Noel de shopping”.

Mas o apresentador caprichou mesmo quando apareceram aqueles que estão longe de serem considerados celebridades, que dirá famoso. Quando Diego Pombo apareceu, Mion mostrou um vídeo no qual o árbitro de futebol aparece abaixando a cueca para a câmera. “Botou a anaconda na internet e foi para ‘A Fazenda’. Eu nunca vi esse cara apitar nenhum jogo! Cadê o Arnaldo César Coelho, então?”, protestou o apresentador. Sobre Simone Sampaio, além de afirmar nunca ter visto, ele ainda fez piada sobre a aparência da assistente de palco: “É a Bombom (Adriana, dançarina) que casou com um predador e deu nisso”.

Algumas frases ditas pelos participantes mereceram ser relembradas. Como quando a drag queen, apresentada como performer, Léo Áquila, diz “Ai, que cheiro bom de vaca, sentado entre mulheres como Ângela Bismarck e Viviane Araújo. E o diálogo: “Tomara que mantenha esse solzinho”, diz Ângela tentando puxar assunto. “De dia, né?”, responde Nicole. “Vai ser de noite?”, indigna-se Mion.

O apresentador pega mais pesado quando mostra Léo Áquila festejando a chegada do ator Felipe Folgosi e do modelo Gustavo Salyer. “Eu não estou falando nada. Alguém vai ter que explicar!”, despistou Mion, tirando o corpo fora. O despertar de Gretchen, coçando o umbigo, também não foi poupado. “A maior prova para a Gretchen vai ser ficar três meses sem casar! E a Bismarck sem fazer plástica?”, zombou Mion.
A choradeira de Penélope, Sylvinho e Viviane no celeiro foi o alvo no segundo dia do programa. “Vai pra acampamento, fica um mês longe de pai e de mãe e no segundo dia já estão chorando?”, disse o apresentador, em seguida emendando: “O problema é o Lui (Mendes). Aonde ele chega a pessoa chora. Tem bafo de cebola”, brincou Mion, referindo-se ao ator, que estava sempre próximo nos momentos diferentes em que cada um desatou no choro.

Apesar do escracho total, o lado mais divertido do “Vale A Pena Ver Direito” é ver que a emissora dá liberdade ao “Legendários” de fazer uma crítica pesada, mas bem humorada, de um programa da própria casa. Só faltou mostrar o próprio Lui chorando na sede após ser desclassificado da prova em que tentou trapacear seus colegas, no terceiro dia do programa, quinta-feira (31).



sábado, 2 de junho de 2012

“A Fazenda 5”: Quinta edição do reality show da Record tem elenco igualmente de quinta e tenta atrair mais audiência com polêmica que põe em dúvida trabalho dos próprios envolvidos no programa


Lui Mendes (quem diria?) foi o responsável pela maior repercussão que “A Fazenda 5” teve até agora na internet desde sua estreia, na terça-feira (29), na Record. Não que o ator, que já fez novelas na Globo, SBT e na própria Record, tenha se destacado por ter uma personalidade forte e marcante. Na verdade o programa foi o assunto mais comentado no Twitter na noite de quinta-feira (31), quando os internautas questionaram a vitória de Lui em uma prova em que todos os participantes, com os olhos vendados, tinham que superar obstáculos e montar um quebra-cabeça. O ator, após mexer várias vezes nos óculos usados para que ninguém enxergasse nada, correu, pulou obstáculos e venceu a prova. No programa dessa sexta-feira (1), foi anunciada a desclassificação de Lui da prova e a vitória de Penélope Nova, a ex-VJ da MTV, que tinha ficado em segundo lugar na disputa.

Estranho é que foi preciso os telespectadores se manifestarem para que a direção do programa resolvesse se reunir, apenas na tarde do dia seguinte, para analisar melhor as imagens. Como assim? O jornalista e apresentador do reality, Britto Júnior, que estava ali, em cima, não foi capaz de perceber que Lui era o único que mexia o tempo todo nos óculos, diferentemente de seus companheiros na disputa? E ninguém da equipe que fica no switcher, sala onde são monitoradas e controladas as imagens das 50 câmeras do programa, percebeu a desenvoltura exagerada mostrada pelo ator ao pular os obstáculos para quem não está vendo nada?

A impressão que dá é de que deixaram a polêmica esquentar na internet para garantir audiência, já que o elenco do programa tem frustrado a expectativa de que seria o mais quente das últimas edições. A ex-Panicat Nicole Bahls tem sido a única a causar. As outras candidatas a “novas Joanas Machado” estão decepcionando. Viviane Araújo está apagada desde a estreia, quando foi direto para o celeiro (espécie de Roça antecipada para onde foram seis dos 16 participantes que entraram na estreia. Os outros dez foram para as mordomias da sede). Gretchen, que no celeiro tinha voz ativa, ao ir para a sede e tentar provocar Nicole insinuando que suas roupas eram vulgares, acabou metendo a viola no saco quando a outra reagiu lembrando que a “Rainha do bumbum” tinha construído sua carreira rebolando nos palcos.

No mais, são pífias as presenças dos outros peões, todos ex-famosos ou candidatos a celebridade: a “personalidade da mídia” Ângela Bismarck; o ator Felipe Folgosi; a drag queen Léo Áquila; os modelos Gustavo Salyer e Viviane Araújo; a ex-dançarina do “Domingão do Faustão Robertha Portella; o humorista Rodrigo Capella; a sambista Shayene Cesário; a ex-assistente de palco de Raul Gil Simone Sampaio; os cantores Sylvinho Blau Blau e Vavá, e o árbitro Diego Pombo.

A Record comemora o fato de a audiência ter aumentado no horário do programa.  É preciso destacar, no entanto, que antes do reality os índices estavam baixíssimos, deixando a emissora em terceiro lugar, algumas noites até dividindo a colocação com a Band, perdendo para a Globo e SBT. Se alguém não fizer a diferença e “colocar fogo na caixa d´água”, tudo indica que “o bicho não vai pegar”. Pelo contrário, é a vaca que vai para o brejo.


“As Brasileiras”: Eva Todor foi a “cereja do bolo” no episódio “A Vidente de Diamantina”, protagonizado por Bruna Linzmeyer


Situações engraçadas, sem exagerar na bizarrice, e diálogos bem-humorados, sem cair na comédia escrachada – como já aconteceu em episódios anteriores - marcaram “A Vidente de Diamantina”, da série “As Brasileiras”, que foi ao ar nessa quinta-feira (31), na Globo. Bruna Linzmeyer interpretou Clara, a vidente do título que ao beijar qualquer homem tem visões de como será seu futuro ao lado dele. Lançada na minissérie “Afinal, O Que Querem As Mulheres”, dirigida por Luiz Fernando Carvalho em 2010, mas conhecida do grande público após interpretar a Leila da novela “Insensato Coração”, em 2011, a atriz não conseguiu disfarçar a tensão por estar vivendo sua primeira protagonista absoluta. Mas os atores Gregório Duvivier (que também assina o texto com Clarice Falcão) e Mateus Solano se encarregaram de dar equilíbrio ao trio que formaram com Bruna. Gregório soube dar o tom discreto e contido de seu personagem, Júlio, melhor amigo de Clara, que a ama em segredo. E Mateus caprichou nas caras e bocas fazendo o professor psicopata Heitor, que tenta conquistar a aluna, mas tem atitudes estranhas.

O tom de humor simples fez a diferença. Como na cena em que Clara chega ao restaurante para jantar com o professor desculpando-se pelo atraso e ele diz: “Eu que cheguei adiantado. Vim de moto costurando no trânsito”. “Você costura e anda de moto ao mesmo tempo?”, pergunta ela, assustada. A piada pode não ser um primor de criatividade, mas ficou engraçada graças às expressões dos atores. 

No geral, no entanto, a participação de Eva Todor é que foi a “cereja do bolo” no episódio. A atriz fez a simpática Dona Conchita, a “amiga madura” com quem Júlio desabafa seu amor não correspondido por Clara, enquanto a acompanha no carteado. No clima de “vidência”, ela quase engana o jovem dizendo que adivinha seus pensamentos e as cartas que ele tem nas mãos. Por isso ganha todos os jogos. Mas no fim acaba revelando, divertindo-se, que vê os naipes dele através do espelho. "Mas, infelizmente, na vida nem sempre temos um espelho para saber se o parceiro está blefando", diz Dona Conchita, sabiamente. A presença de Eva, ou “a Juliana Paes da terceira idade” como Daniel Filho a chamou em sua narração, é sempre bem-vinda em qualquer programa.  
 

quinta-feira, 31 de maio de 2012

"Muito+": Rita Cadillac cria factóide dizendo em programa na Band que foi proibida de entrar em "A Fazenda 5", mas não confirma ter sido convidada para o reality da Record


Rita Cadillac não entrou em “A Fazenda 5”, que estreou na Record na terça-feira (29), mas arrumou seu jeitinho de pegar carona no “momento dos famosos sem fama” para se fazer presente na mídia. E não havia lugar melhor do que o “Muito+”, programa da Band, comandado por Adriane Galisteu, auxiliada por outros até então desconhecidos. A presença da dançarina, conhecida por ter sido umas das principais chacretes nos programas de Abelardo Barbosa, o Chacrinha, nos anos 80, foi justificada por ela ter sido “a proibidona da Fazenda”, como chamou Galisteu. Ou seja, Rita teria sido barrada no reality show da concorrente. Mas nada ficou provado. “Alguém disse que eu iria, e depois disse que eu nunca teria entrado no programa”.

Deixando de lado a questão “não entrou por quê?”, é hora de Rita comentar sobre alguns nomes propostos pelo “Muito+”. Sobre Gretchen, uma das peoas da nova edição, ela garante que não são inimigas. “O que aconteceu é que namorei o Christian (cantor da antiga dupla Crhistian e Ralf) depois de ele ter sido casado com a Gretchen”.  Com a drag queen Léo Áquila, ela é direta: “Não só queria saber o que ele está fazendo lá. Que animal está representando? (...) O programa é para mostrar você 24 horas, ele não pode viver com plumas o tempo todo”, afirmou. 

Sobre nomes de fora de “A Fazenda 5” Rita também não aliviou. Ao falar sobre o estilista Ronaldo Ésper ela lembrou que o atrito com ele aconteceu quando os dois participaram de um quadro do programa “Eliana” no qual o tema era moda e ela venceu. “Eu estudei sobre o assunto, me dediquei, e ele fala que foi roubalheira? Ah, aí abro o livro, o verbo e desço o morro”, contou a ex-chacrete. Já sobre Alexandre Frota, após ela ter dito: “Eu gosto da pessoa, não do personagem Alexandre Frota”, Galisteu anuncia que ele entrará ao vivo, por telefone, e, em seguida, após alguma enrolação e sem qualquer explicação, diz que não terão mais a ligação dele. Pegou mal.

Pior mesmo é ver os anônimos colaboradores de Adriane debocharem e chamarem de anônimos as “celebridades tiradas do ostracismo” de “A Fazenda”. Como se eles fossem muito conhecidos. “Acho que vou me inscrever para o ‘Big Brother’”, afirmou Rita Cadillac, numa irônica tirada que nem os apresentadores do “Muito +”, candidatos à fama fácil, perceberam. Tudo farinha do mesmo saco.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

“GCB”: Série do Sony traz um delicioso deboche da sociedade que se autoproclama cristã, mas comete os maiores pecados


Para quem gosta de séries que usam o humor para fazer uma crítica sútilao excesso de moralismo e hipocrisia que se criam em muitas sociedades, “Good Christian Belles”, ou simplesmente “GCB”, que estreou nessa terça-feira (29) no canal Sony, é mais uma boa e despretensiosa pedida no gênero. É preciso, porém, estar aberto a não levar muito a sério estereótipos que envolvem fanatismo religioso. A falta de tolerância dos americanos para tiradas cômicas desse tipo foi responsável para que a série não tivesse ganhado uma segunda temporada nos Estados Unidos, onde já foram exibidos seus dez episódios pela ABC. Puro exagero.

Baseada na série de livros “Good Christian Bitches”, de autoria de Kim Gatlin, “GCB” conta a história de Amanda Vaughn (Leslie Bibb), uma aluna malvada do interior do Texas que, após se casar, foi embora com ele para a Califórnia e teve dois filhos. Só que, passado o tempo, seu marido, um golpista, morre quando seu carro cai em um precipício no momento em que ele perde a direção enquanto sua amante fazia sexo oral nele. Humilhada, Amanda resolve voltar para a casa da mãe em Dallas, sua cidade natal. O que a viúva não esperava é que lá encontrará as antigas companheiras de colégio que eram vítimas de suas maldades, agora cristãs fervorosas, rancorosas e sedentas por vingança.

A série tem ritmo, timing de comédia e um elenco afinado. Destaque para o trabalho de Annie Potts no papel de Gigi, a socialite espalhafatosa mãe de Amanda. A atriz, que já participou de “Law & Order: SVU” como a advogada Sophie Devere, agora aparece com visual bem menos sóbrio do que em seu personagem na outra série. Em “GCB” Annie está simplesmente impagável esbanjando um estilo de perua texana em um universo que mostra bem, através dos cenários e figurinos, um modo de vida característico de uma sociedade tradicional interiorana, com suas vaidades, falsidades e gostos duvidosos.

Leslie Bibb, conhecida dos serie maníacos por ter protagonizado “Popular”, exibida de 2009 a 2011, que misturava drama pesado e comédia non-sense, ainda mantém um ar de adolescente, o que não chega a prejudicá-la na hora de convencer de que Amanda é uma mulher madura e com garra para enfrentar suas antigas desafetas. Até porque, Annie tem sido uma boa escada para ela. Gigi se supera quando, ao saber que a filha evita beber há 18 meses, ela recomenda, irônica, com uma taça de vinho na mão: “Se precisar ir a uma reunião de alcóolatras não vá às da Igreja Batista. Cadeiras dobráveis! Cheesy Boldon disse que é melhor na episcopal. Estofadas e tem canapés!”. Quando dá um cheque-compras para Amanda, não titubeia em avisar que se a filha não aceitar ela usará para comprar um casaco novo. "Deus fala comigo por meio de Christian Dior",diverte-se Gigi.

Kristin Chenoweth, a vilã Carlene, é a antagonista que supera a protagonista em várias cenas. Ela é a que mais sofreu nas mãos de Amanda na infância e agora lidera o grupo da pseudo-boas-samaritanas que fingem viver sob os preceitos da Bíblia. As outras cristãs são Cricket (Miriam Shor), de quem Amanda roubou o namorado, com o qual se casou; Sharon (Jennifer Aspen), a aluna mais linda da escola na época que perdeu um concurso de Miss Teen de Dallas porque Amanda espalhou que ela não era mais virgem, e Heather (Marisol Nichols), que acredita na regeneração da viúva, apesar de ter sofrido na adolescência quando a outra espalhou que ela tinha herpes, mas é pressionada pelas outras a ajudar na vingança do grupo. Principalmente porque Amanda já chegou chamando a atenção dos maridos das quatro. Juntas, elas prometem protagonizar divertidas situações. E ninguém vai violar nenhum "mandamento divino" apenas por se divertir assistindo à série. Na dúvida, é só consultar o Google, como faz Carlene.



terça-feira, 29 de maio de 2012

“Roberto Justus+”: Val Marchiori e Joana Machado desqualificam programa que até então vinha apresentando debates sérios com convidados interessantes e de nível

O que esperar de um programa que reúne a deslumbrada socialite Val Marchiori, ex-participante do “Mulheres Ricas”, da Band, e Joana Machado, conhecida pelo conturbado namoro que teve com o jogador de futebol Adriano e vencedora do “A Fazenda 4”, da Record? No mínimo uma saia justíssima com cruzar de pernas "deselegantes", como diria Sandra Annenberg! E foi o que aconteceu no “Roberto Justus+” que foi ao ar nessa segunda-feira (28), na Record, no qual o foi tema “Reality Show”. 

Britto Jr. também participou, falando sobre a estreia de “A Fazenda 5” nessa terça-feira (29). Mas foram as duas que roubaram a cena durante a gravação do programa, que aconteceu na terça-feira (22), enquanto o debate gerava em torno de assuntos como privacidade e polêmicas.  

O clima de animosidade prevaleceu desde o começo, no momento emque Justus perguntou a Val se ela participaria de “A “Fazenda”. “Deus perdoe. Não tem champanhe, cabelereiro”, respondeu a socialite. Mas o estopim da discussão foi aceso quando Val afirmou que não concordava com a superexposição, principalmente do corpo, com as mulheres tomando banho de biquíni. “Acho grotesco. Não tenho coragem”, esnobou ela. Indignada, Joana perguntou como ela diz não gostar de se expor se fez um programa do gênero. “Não tem coragem talvez porque não possa vestir um biquíni”, rebateu a ex-peoa.

Enquanto Val fazia suas tradicionais caras e bocas elogiando o “Mulheres Ricas”, Joana não conseguia disfarçar que estava se segurando para não explodir. “Estou adorando suas caras, Joana”, brincou Roberto Justus. “É que isso é muito fora do meu mundo. Eu vi o programa (“Mulheres Ricas”), é muita futilidade”, respondeu ela. “Vou ficar no salto senão daqui a pouco eu desço do salto...”, avisou pouco depois. Britto tentou amenizar, entrando em defesa da vencedora de “A Fazenda 4” lembrando que muitos ricos também criticaram do programa, que exagerou ao mostrar a vida deles.

Sem poder demitir nenhuma das duas como fazia em “O Aprendiz”, Justus encerrou o programa com uma questão para cada uma. A Val, perguntou se ela se arrependia de alguma coisa que tenha feito. “De nada”, garantiu ela, De Joana, quis saber se era verdade que ela tinha feito um barraco em um hospital como foi divulgado na mídia. “Não foi barraco. Eu estava com a pressão muito baixa e reclamei para ter atendimento. É que não sou como a Val que tem esse jeitinho de falar, sou mais firme, dura. Mas sei ser carinhosa quando tem que ser. Só não pode ser burra”, insinuou Joana.

O barraco, no entanto, extrapolou as paredes do estúdio após a gravação. Nos bastidores, Joana teria esbravejado contra a socialite. “Acho a Val Marchiori uó. Ninguém gosta dela, muito menos o amante dela”, teria dito a ex-peoa, que participa atualmente do programa “Legendários”, na mesma emissora. Quem se encarregou de espalhar a declaração e colocar mais lenha na fogueira foi a própria assessoria de Joana.

Val, por sua vez, usou a coluna “Hello!” que tem na revista “Veja São Paulo” para dar sua versão dos fatos no dia em que a atração foi ao ar.  Escreveu que não era sua intenção atacar a ex-peoa e que, inclusive, uma pessoa da produção de Justus teria a convidado para participar de outra gravação e teria dito que quase havia entrado no palco para segurar Joana, com medo do que ela pudesse fazer. “Eu realmente não sabia quem era Joana Machado, me disseram que ela era a ‘imperatriz’. Eu só conhecia a Leopoldina. Achei pelo que vi naquele dia, que nossa dinastia estava indo ladeira abaixo ou, como ela prefere, segundo alguns, subindo morro acima”, ironizou Val.

Infelizmente, o “Roberto Justus +” dessa semana perdeu bastante da qualidade que vinha mostrando em edições anteriores com temas tratados com seriedade e convidados de nível bem superior.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

“Dança dos Famosos”: Kadu Moliterno se destaca na estreia dos homens no quadro do “Domingão do Faustão” e Carlinhos de Jesus condena preconceito de quem associa dança com sexualidade masculina



No primeiro dia de apresentação dos homens no “Dança dos Famosos”, quadro do “Domingão do Faustão”, nesse domingo (27), Kadu Moliterno foi a maior sensação da noite que teve como ritmo o Baladão. Ao som de Wando, o ator se superou e até rebolou para a plateia, completamente à vontade. Seu excelente desempenho também se deu graças à sua professora, Daniele de Lova, que criou uma coreografia para seu partner brilhar soberano.

Diferente da dançarina Carol Vieira, que criou passos nos quais ela se sobressaiu mais que seu aluno, Victor Pegoraro, o que prejudicou bastante a atuação do participante. O resultado final foi o ator ter sido o escolhido pelo júri para ser o primeiro a ir para a repescagem. Ele recebeu os votos da atriz Nathalia Dill e do júri técnico Carlinhos de Jesus, Fernanda Chamma e Massimo Ferrari. O ator Raphael Viana foi o único a dar um voto para Júlio Rocha, que fez na hora uma expressão de desagrado. Com razão, já que se saiu muito bem, com Carol Vieira, em uma dança cujos movimentos traduziam bem a letra da música “Vou Deixar”, de Skank.

O mais novo do grupo e capoeirista, era de se esperar que Rodrigo Simas tivesse mais facilidade e desenvoltura. Mas arrancou mais gritos das meninas da plateia por ser um jovem galã que acaba de ter tido seu momento de destaque na novela “Fina Estampa”. Já o lutador Rodrigo Minotauro teve seu melhor momento nas cenas dos ensaios. “Pular de perna junto eu não pulo. É muito ninja”, brincou ele na aula. No ao vivo, ficou engraçado dançando o “Tche tchererê” como se estivesse no octógono. E Péricles, vocalista do grupo Exaltasamba, está seguindo muito bem os mesmos passos de Sergião Loroza, que, apesar dos muitos quilos acima do peso, fez brilhantes apresentações na quarta edição do “Dança dos Famosos”. Com Luiza Módolo, Péricles fez bonito ao som de “Chocolate”, de Tim Maia.

Carlinhos de Jesus aproveitou o momento de dar seu voto para manifestar-se contra o preconceito que leva muitos a associarem dança com sexualidade. Indiretamente foi uma resposta a Fausto Silva que no começo do quadro, levantou a questão enquanto perguntava a Nathalia Dill sobre o que ela achava de ver homens dançando em países machistas como os latinos. Na hora também achei a observação sem sentido. Tem cena mais sensual e viril do que ver um latino dançando um tango ou um europeu numa dança flamenca? A manifestação do coreógrafo foi perfeita. Afinal, está já é a nona edição do quadro. Não cabe mais o apresentador fazer esse tipo de pergunta.


“Saturday Night Live”: O humor sarcástico de Rafael Bastos em seu novo programa na Rede TV! não conquista o grande público e atinge menos de um ponto de audiência


Rafael Bastos repetiu em várias entrevistas antes da estreia do seu “Saturday Night Live”, que aconteceu nesse domingo (27) na Rede TV!, que não estava preocupado com audiência nem com o fato de o programa representar sua volta à TV após a demissão da Band, mas sim em apresentar um produto diferente. Diferente? Se ele realmente queria fazer a diferença, por que não criou um projeto novo ao invés de copiar o formato de um humorístico americano criado há 37 anos pelo canal NBC e exibido no Brasil pelo Sony, nas noites de sábado (é claro!)?  Será que o grande diferencial é um programa que se chama “Saturday” ser exibido agora aqui em canal aberto em um...  Domingo?  O apresentador-comediante até tentou fazer gracinha dizendo que o programa não vai ao ar aos sábados para não concorrer com o “Zorra Total”, da Globo. Pelo jeito a ideia estapafúrdia não deu certo, pois, concorrendo com o “Fantástico” e com o “Pânico”, agora ba Band, amargou índices pífios de audiência, com variações entre 0.3 a 0.9 no Ibope.

A atração já começou tentando criar polêmica em sua abertura, com uma sátira ao depoimento que Xuxa Meneghel deu ao “Fantástico”, na semana anterior, no quadro “O Que Vi Da Vida”. Em um dos depoimentos, a imitadora da apresentadora diz ter orgulho de ter sido a primeira Maria Chuteira da história: “Queria pegar o Garrincha, mas ele era mais velho. Então, peguei o Pelé.” Para evitar motivo para encarar seu primeiro processo, não foi feita qualquer alusão à revelação de Xuxa de ter sofrido abuso na infância. 

Não faltaram alfinetadas à Globo, assim como também sobrou para a Rede TV!. “Estou aqui. Prova de que não é preciso dar para os donos da emissora. Só dei para o diretor comercial”, afirmou Rafinha, com aquela sua tradicional entonação de quem leva muito a sério a própria piada. E na comparação com o “Saturday Night Live” americano, o comediante debochou: “Lá é em Nova York. Aqui é em Osasco”. E antes de chamar a cantora Marina como atração musical, fez outro deboche pela falta de outros convidados famosos: “No programa americano, esta semana foi o Mick Jagger. Aqui, até o Frank Aguiar recusou”.

O grande problema da noite foram os quadros de humor gravados pelos atores do elenco do programa, formado por Marcela Leal, Renata Gaspar, Anderson Bizzocchi, Carla Candiotto, Carol Zoccoli, Cláudio Carneiro, Fernando Muylaert, Marco Gonçalves e Rudy Landucci. Mal produzidos, com problemas de iluminação e áudio e quase nenhum naturalidade nas interpretações. Para piorar, foram totalmente dispensáveis cenas escatológicas, como a de duas mulheres cobertas de sangue e espirrando leite pelos mamilos. Em outro, um homem só descobre que está se casando com outro homem depois de lambê-lo. Não tiveram a menor graça. O menos agressivo e com um pouco de humor foi o quadro “Domingo Show”, programa em que artistas que nunca quiseram ir quando faziam sucesso, agora que estão em baixa e precisam de divulgação resolvem se oferecer para participar.

Após a estreia, Rafinha admitiu, indiretamente, que o programa ainda precisa de muitos ajustes: “Temos muito o que aprender, mas estamos muito felizes com o primeiro SNL”, escreveu ele no Twitter. Com patrocinadores de peso - Skol, Guaraná Antarctica, Nestlé, Sadia, Sedex e Suzuki Motos – o que não faltará é verba para custear as despesas. Mas é preciso saber administrar não apenas as finanças como também a qualidade do produto oferecido. Só espero que entre as mudanças que serão feitas não esteja a ideia de colocar claquetes, como no “Saturday Night Live” original. Aquelas risadas gravadas de fundo são o que há de pior na versão americana.


sábado, 26 de maio de 2012

“Amor Eterno Amor”: Gabriel Braga Nunes se firma no primeiro escalão ao fazer sucesso como galã romântico logo após brilhar como vilão em sua volta à Globo

Gabriel Braga Nunes é a maior prova de que quando um ator tem talento não há motivo para temer ficar marcado por um único personagem. Depois de ter interpretado brilhantemente o vilão psicopata Léo de “Insensato Coração”, novela das nove de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, exibida em 2011 e que marcou sua volta à Rede Globo, o ator vem se superando como Rodrigo, o romântico e místico protagonista de “Amor Eterno Amor”, trama das seis de autoria de Elizabeth Jhin.

No capítulo desse sábado (26), o personagem viveu mais um de seus muitos momentos marcantes quando, ajoelhado no rio que banha sua fazenda, finalmente assumiu para si mesmo seu amor por Miriam (Letícia Persiles): “Aceito as forças da natureza que guiam o meu caminho. (...) Eu quero você Miriam. Eu preciso viver isso”. Além do texto profundo, o cenário bucólico contribuiu para que as imagens ficassem plasticamente irretocáveis.

Curioso é que depois de fazer diversos vilões, que não necessariamente estavam na linha de frente do elenco, durante sete anos na Globo, em 2005 Gabriel foi para a Record, onde logo se tornou o galã da casa protagonizando o folhetim de época “Essas Mulheres”. Depois de fazer importantes papéis em outras novelas na mesma emissora, veio o destaque maior como Tony Castellamare em “Poder Paralelo”, exibida de 2009 a 2010. No ano, seguinte, Gabriel foi convidado a voltar à Globo e não fez por menos, roubou todas as cenas e, por competência própria, transformou seu personagem, o vilão Léo, no dono da história. Agora, reafirma sua versatilidade voltando à cena como um homem sensível, com poder de domar animais apenas com o olhar e preso a um amor de infância.

O personagem de Gabriel também tem seu carisma reforçado pela expectativa do público de que ele concretize logo um par romântico com a jornalista Miriam, interpretada por Letícia Persiles. A atriz, morena e com expressivos olhos verdes, está estreando como protagonista de novela. Seu único trabalho em TV tinha sido na minissérie “Capitu”, em 2008, em que fez a personagem-título jovem, vivida depois na fase adulta por Maria Fernanda Cândido. O programa, dirigido por Luiz Fernando Carvalho, que Letícia conheceu durante as gravações e com quem é casada e tem um filho, contou com algumas músicas da banda Manacá, da qual ela era vocalista. O grupo, que durou de 2002 a 2010, misturava rock a ritmos regionais. Sem entrar na questão mérito ou privilégio, a atriz está sabendo aproveitar muito bem a oportunidade que lhe caiu nas mãos. É o que conta.


sexta-feira, 25 de maio de 2012

“As Brasileiras”: O episódio “A De Menor do Amazonas”, com Maria Flor, mostra que o formato da série está ficando saturado


Maria Flor pode ter um jeitinho moleque e descolado, como bem mostrou na série “Aline”, exibida em 2009 e 2011 na Globo, em que vivia a personagem-título, mas não foi convincente vê-la, aos 28 anos, se passar por uma garotinha de 12 no episódio de “As Brasileiras”, “A De Menor do Amazonas”, exibido nessa quinta-feira (24). Que a série não tem compromisso com a realidade, mas sim com o deboche, já é sabido. Mas, após mais de três meses no ar, a repetição do mesmo tom cômico-sarcástico, e a mesma entonação na narração de Daniel Filho em quase todos os episódios já estão cansando.

Em “A De Menor do Amazonas”, Maria interpreta Shirley, funcionária de uma loja em Manaus, que vive levando cantadas do patrão, Loureiro (Otávio Augusto), que um dia exagera no assédio. Ela escapa e ele mente para a polícia que a jovem roubou sua loja. Ao fugir, ela vê Fernando (Marcos Palmeira), um turista carioca que está embarcando com sua enteada Suzana (Jeniffer Andrade) em um barco com uma excursão cheia de crianças. Para ser aceita no grupo e não pagar passagem, Shirley veste um uniforme igual ao das crianças, fica amiga de Suzana e começa a seduzir Fernando, que por sua vez já está encantado pela ninfeta.  No fim, ele deixa à namorada, Astrid (Rita Guedes), mãe de Suzana, e se casa com Shirley, vestida de noiva e usando maria-chiquinha...

Mesmo com boas atuações, a aparição dos mesmos atores interpretando diferentes personagens em mais de um programa numa mesma noite prejudica a verossimilhança de cada produto. O Loureiro de Otávio Augusto lembrou muito o Diógenes, personagem do ator em “Avenida Brasil” que também cai de amores pela piruete Suelen (Isis Valverde). E Marcos Palmeira, mesmo engravatado, não tinha como não remeter ao folgado Sandro da novela “Cheias de Charme”. Sem falar que o ator também já tinha protagonizado o episódio de estreia da mesma série, “A Justiceira de Olinda”, ao lado de Juliana Paes. A crítica daquela história está aqui:  http://tvindependentebyelenacorrea.blogspot.com.br/2012/02/as-brasileiras-nao-basta-ter-um-bom.html


quinta-feira, 24 de maio de 2012

“Reviva”: Primeira das cinco edições de especiais da única atração produzida pelo Viva, canal de reprises, trouxe um delicioso mergulho na história da evolução da música




Zeca Camargo foi uma escolha acertada do canal Viva para apresentar o primeiro “Reviva Especial”, de uma série de cinco edições, voltado para a música na TV, que foi ao ar na segunda-feira (21). Além de apaixonado pelo tema, o jornalista tem a descontração necessária para um bate-papo informal com os convidados Nelson Motta, Fernanda Abreu, Mu Chebabi e Léo Jaime. O mote foi fazer um mergulho na evolução da música na televisão, desde quando Lolita Rodrigues cantou o hino da TV na inauguração da Tupi. As imagens tiradas do fundo do baú e as histórias buscadas lá no túnel do tempo saciaram aos nostálgicos e foram uma aula para os que não viveram aquela época dos grandes festivais, criação das primeiras trilhas sonoras de novelas e surgimento dos videoclipes. 

Nelson Motta, que produziu as primeiras seis trilhas sonoras de novelas, lembrou a importância dos musicais, que, no começo da televisão, ocupavam horário nobre. “Eram a novela da época. As pessoas comentavam nas ruas sobre eles”. Fernanda Abreu ressaltou a importância estética da linguagem dos clipes. Mu Chebabi falou sobre as trilhas sonoras, destacando a da novela “Irmãos Coragem”, de 1970. E Nelson aproveitou a deixa para dizer que foi a primeira vez que Elis Regina e Tim Maia tiveram músicas numa telenovela. “O Tim Maia tinha uma música escrita para o Padre Cícero e precisávamos de uma música para o João Coragem (personagem de Tarcísio Meira). Ele topou e na hora mudou a letra, onde era o nome do Padre virou o do João”, contou o produtor, dando risadas. Léo Jaime, por sua vez, salientou como os festivais tiveram importância política na TV.

Deixando o saudosismo de lado, o programa debateu um fato comprovado pelo sucesso que a reprise do “Globo de Ouro” no mesmo canal vem fazendo: existe, sim, audiência para programas feitos exclusivamente para apresentação de atores consagrados. Além dos convidados em estúdio, depoimentos gravados por outros artistas intercalavam o bate-papo. Hebe Camargo foi uma a cobrar que a TV está devendo espaço para os cantores, já que antigamente os musicais tinham mais presença nas emissoras. Boni, por sua vez, considerou que houve um excesso de exposição desses artistas nos horários nobres. 

Apesar da opinião do ex-vice-presidente de operações da Globo, os convidados do “Reviva Especial Música” foram unânimes em defender que há público, sim, para programas do gênero, desde que sejam feitos em cima de boas ideias, adaptando para os tempos atuais. Já Roberto Talma, que dirigiu o “Especial Chico e Caetano”, em 1989, reunindo Chico Buarque e Caetano Veloso e convidados, deu uma alfinetada ao falar sobre a possibilidade de se voltar a produzir musicais: “Esse tipo de invenção só com gente muito inteligente. Não sei quantos inteligentes há hoje na música popular brasileira. Com o maior respeito que eu tenho por todos”, afirmou o diretor. De volta ao estúdio, Zeca Camargo botou panos quentes e não incluiu a questão “inteligência na MPB” na discussão.

Em um cenário simples, com os quatro convidados sentados de frente para o apresentador, ficou legal o clima de bastidores mostrando o pessoal da equipe do programa, no fundo do estúdio, o cameraman em movimento, holofotes e até o teleprompter com o texto dito por Zeca na hora de chamar os VTs.
Esse foi o primeiro de cinco edições especiais “Reviva”, única atração produzida pelo Viva, que tradicionalmente só exibe reprises, e serão apresentadas sempre às segundas-feiras. O projeto faz parte das comemorações pelos dois anos do canal. O próximo, “Reviva Especial Programas de Variedades”, será apresentado por Marília Gabriela. Glória Maria comandará duas outras edições, uma sobre novelas e outra sobre seriados e minisséries. E Zeca Camargo voltará no quinto e último, falando sobre o humor na televisão.