terça-feira, 6 de dezembro de 2016

“The Voice Brasil”: Competição perde seriedade e comprometimento em fase que mostra técnicos brincando de duelar


A “Batalha dos Técnicos” do “The Voice Brasil”, da Rede Globo, estreou na quinta-feira (1) marcou também a fase ao vivo, mas estava tudo tão bem ensaiado que parecia até ter sido gravado previamente. O que não confirma essa suspeita é o fato de que agora quem decide quem continua na competição é o público através de votação pela internet ou via SMS. A novidade, aliás, desconcertou até Tiago Leifert, deixou o palco que após anunciar a primeira dupla de candidatas e voltou correndo dizenque tinha esquecido de dar os números para votação. “Ao vivo”, afirmou no ato Lulu Santos, mas com um certo tom de ironia na voz. Ficou estranho também quando o apresentador chamou a assistente de palco com o primeiro resultado da votação, e o cantor, do nada, falou: “Vê se ela tropeça agora”. E Claudia Leitte acrescentou: “Vai devagar dessa vez, por favor”. Como assim “tropeça agora” e “devagar dessa vez”, se era a primeira dupla a se apresentar na noite e ninguém apareceu tropeçando no ar? Afinal, é ao vivo mesmo ou foram falhas ocorridas no ensaio?

Na “Batalha dos Técnicos”, uma novidade criada nessa quinta temporada, Lulu, Claudia, Carlinhos Brown e Michel Teló se enfrentam através do duelo entre um candidato de cada time. O primeiro time é decidido através de sorteio, o técnico sorteado escolhe a voz de um outro time para o desafio e o técnico do outro time, por sua vez, escolhe uma outra voz do time adverso sorteado para duelar com alguém do seu time. E o primeiro sorteio já aconteceu com jeito de armação, quando Tiago Leifert pega uma urna e tira de lá o cubo com a cara de Claudia Leitte, sem mostrar os demais cubos. Ninguém sabe se não era apenas ela que estava na tal urna. Aí imediatamente os dois técnicos escolhem quem vai cantar. E em poucos minutos os dois candidatos já estão no palco com a banda devidamente preparada para tocar a música escolhida por cada um. E após se apresentarem, os votos são computados e a porcentagem do vitorioso aparece na tela numa velocidade espantosa.

Com tanta eficiência, a competição deveria acontecer desde o início ao vivo. Afinal, nem Ivete Sangalo, a “supertécnica”, fez muita diferença ao sair de cena sem qualquer despedida após uma participação relâmpago enquanto o programa era assumidamente gravado. Assim como Mariana Rios continua queimando seu filme de atriz ao assumir uma função que tem menos destaque até mesmo que o das assistentes de palco do “Domingão do Faustão”.




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sábado, 3 de dezembro de 2016

“Cozinha Sob Pressão”: Dahoui volta a tratar cozinheiros como crianças no jardim de infância e não deixa Maílson se defender


A direção do “Hell’s Kitchen – Cozinha Sob Pressão” do SBT estava tão preocupa em inovar colocando uma mulher no comando da competição que acabou deixando a desejar na seleção dos participantes. Enquanto a chef Daniella Dahoui oscila entre momentos que parece estar se superando como apresentadora e outros que volta a não mostrar segurança na função, os cozinheiros que ela comanda vão de mal a pior. Já na reta final da quarta temporada os cozinheiros finalistas têm mostrado um desempenho totalmente aquém do esperado.

No programa de sábado (26), a cozinha do restaurante foi até fechada sem que os clientes fossem devidamente atendidos por conta de erros absurdos, como servir peixe com espinha e arroz de lula com casca de nozes. E aí a culpa é de quem selecionou candidatos tão despreparados, da chef que não sabe se impor ou da direção do programa que está direcionando a competição de forma amadora? Mais uma vez, nesse mesmo episódio, os concorrentes foram tratados como crianças, tendo que se vestir de bailarinas e fazer um tipo de paródia do balé Quebra Nozes. Uma cena constrangedora para eles e para quem assistiu.

Curiosamente, o serviço foi ladeira abaixo justamente após a eliminação de Flora, no episódio anterior, que era considerada a competidora que mais desestabilizava a todos na cozinha. Inclusive a própria Dahoui. Ora, se a gaúcha era quem prejudicava o bom desempenho de todos por ser hiperativa, falar muito e acirrar o clima competitivo, então por que o serviço não fluiu melhor sem a sua presença?

E por que agora a chef fica o tempo todo acompanhando de perto o grupo cozinhar, coisa que antes não acontecia? Será que é porque está faltando a presença de alguém que movimente a disputa? Aí quando Maílson, o único a ter coragem de se defender quando Dahoui colocou todos na eliminação, a chef o condenou por estar tentando livrar a própria pele. Ora, se ele tinha consciência de que tinha feito a parte dele, não era justo se defender? Ele apenas queria saber onde tinha falhado no seu comprometimento. E ela deu uma resposta evasiva, generalizando e distribuindo a culpa entre todos sem assumir a própria responsabilidade. Ou seja, mais uma vez ela adotou a postura professoral que tinha nos primeiros episódios, tratando todos como se fossem crianças no jardim de infância.

Realmente, essa está sendo uma temporada de cozinha para iniciantes. Tanto para os participantes quanto para a chef apresentadora, que com sua inexperiência diante das câmeras vem eliminando os cozinheiros com um pouco mais de competência do que a média dos selecionados em prol dos que “se comportam” de forma que “não coloque o dela na reta”. Como a própria gosta de repetir. Parece que a experiência Hell’s Kitchen está sendo mesmo para a própria Dahoui na televisão.


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