domingo, 4 de junho de 2017

“Power Couple Brasil”: Reality perde dois casais, Rafael Ilha briga com Ana e conta bastidores de gravações após ser eliminado


Com o elenco cada vez mais enfraquecido, o “Power Couple Brasil”, da Record, essa semana acabou tendo uma baixa de dois casais: Marcelo Ié Ié, que passou mal e precisou ser hospitalizado, e sua mulher, Júlia, além de Rafael Ilha e Aline, que foram eliminados na DR. Antes de ir embora o ex-Polegar ainda protagonizou mais confusões, culminando com seu enfrentamento direto com Ana Paula, mulher de Sylvinho Blau Blau, que tomou as dores da companheira de frente. Mas o que realmente rendeu assunto nas redes sociais foram declarações dadas por Rafael em entrevistas para sites e portais da emissora, não poupando nem mesmo as confusões que acontecem nos bastidores das gravações do reality.

O ponto alto da semana aconteceu no episódio de terça-feira (30), durante a prova das mulheres em que a cada resposta certa uma poderia dificultar a vida da outra colocando mais peso na barra que elas deveriam levantar no final.  Ao ver Ana Paula fazer um gesto obsceno com o dedo médio quando recebeu em sua barra mais um peso de Aline, Rafael, que estava sentado na bancada com os homens, levantou-se e foi tirar satisfação, apontando o dedo indicador na cara dela. Sylvinho imediatamente saiu em defesa de sua mulher e o bate-boca entre os dois maridos só parou após a intervenção do apresentador Roberto Justus.

Já na quinta-feira (1), após mais um almoço festivo para apaziguar os ânimos, o clima pesou novamente quando Marcelo Ié Ié passou mal e precisou ser levado para o hospital. Constatado um problema de arritmia cardíaca, o comediante foi submetido a uma microcirurgia e teve que se afastar do programa juntamente com sua mulher, Júlia. Mas a competição voltou a esquentar com o enfrentamento na D.R. dos dois casais inimigos: Rafael e Aline, que tiveram o pior resultado na prova de casais, e Sylvinho e Ana Paula, que não puderam participar do desafio por terem sido escolhidos por Maurício e Suyane para ficarem de fora, segundo o Poder Especial que tiveram na semana passada. E na hora da votação, o ex-Polegar e sua mulher acabaram sendo eliminados por unanimidade. Os outros cinco casais decidiram salvar Sylvinho e Ana Paula, usando como argumento terem achado desrespeitosa a forma como Rafael tratou a mulher do adversário na Prova das Mulheres.  

Mas a metralhadora giratória de Rafael continuou disparando até mesmo fora da casa. Nessa sexta-feira (2), no “Power Couple Online”, em que Junno Andrade entrevista os últimos eliminados, Rafael acabou revelando o que aconteceu momentos antes da D.R., envolvendo até o apresentador. Segundo ele, Roberto Justus deu a maior bronca em Thayde e sua mulher, porque eles estavam atrasando a gravação trocando bilhetes nos quartos dos outros casais, armando quem todos deveriam salvar. Aproveitou para deixar escapar que a produção teve problema com um casal que estava alcoolizado e insistiu na teoria de que Diego e Lorena são um casal fake, que ela é apenas “parceira de programa”. “Não é um casal real”, reafirmou Rafael. No programa “Hoje Em Dia”, também falou sobre os papos de camarim que não são mostrados na edição que vai ao ar, como quando ouviu Ana Paula diminuir o próprio marido, chamando Sylvinho até de afeminado.

Faltou, no entanto, na web, Junno ou algum internauta perguntar o que Rafael estava fazendo isolado em uma espécie de fosso da casa durante o mesmo almoço festivo, quando Sylvinho foi atrás dele para falar sobre as desavenças entre eles. Já que a situação foi ao ar, apesar de muito estranha e até suspeita, o ex-Polegar deveria ter alguma explicação publicável sobre o que estava fazendo lá...


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sábado, 3 de junho de 2017

“Fecha A Conta”: Respeito a cozinheiros no quadro do “Mais Você” vira sutil recado a jurados do “MasterChef Brasil”, da Band


Ana Maria Braga deu uma lição “de leve”, intencionalmente ou não, nos jurados do “MasterChef Brasil”, da Band, essa semana no “Fecha a Conta”, quadro do seu “Mais Você”, na Rede Globo. A segunda temporada da disputa de culinária do programa matinal, voltada para o preparo de massas, estreou na segunda-feira (29) com seis participantes, a cada dia um foi eliminado e os dois finalistas, Helena e Matheus, se enfrentarão na próxima segunda-feira (5). A avaliação dos pratos é feita às cegas por dois chefs fixos, Roberto Ravioli e Luciano Boseggia, e um convidado diferente em cada prova. O trio experimenta e dá nota sem saber quem preparou cada prato. Só que os chefs renomados começaram exagerando na rigidez das críticas e extrapolando no “sincericídio”, deixando os competidores constrangidos diante das câmeras. Acontece que não se trata de uma disputa entre amadores, são todos cozinheiros profissionais que vivem e sobrevivem da gastronomia, portanto estão comprometendo seus próprios negócios ao se exporem na televisão.

Diante dessa situação, na quinta-feira (31), Ana Maria deu aos quatro restantes a oportunidade de falarem o que quisessem para ela sobre as avaliações, já que não tinham como rebater na hora às críticas, justamente por serem feitas “às cegas”. Piero foi diplomata e só falou sobre não achar que queijo ralado seja sinônimo de molho de tomate, enquanto Matheus foi direto e lembrou que os jurados deveriam tratá-los como profissionais e não como amadores, tendo o apoio de Giancarlo, que ressaltou o fato de que é diferente eles estarem cozinhando longe de suas cozinhas e de suas equipes e que a exposição os leva a erros que eles não cometeriam nos seus cotidianos: “Não é reclamação, é um pouco de compaixão para a galera que está aqui na pressão”, pediu o mais jovem do grupo, formado em gastronomia e que trabalha no restaurante de sua família.

Mesmo que não tenha acontecido de forma proposital, essa abertura para os participantes do “Fecha a Conta” manifestarem seus sentimentos pode ser encarada como uma “cutucada” da apresentadora no “MasterChef Brasil”. Afinal, ela aconteceu dois dias após Caroline, ex-participante da competição culinária da Band, ter se rebelado diante das avaliações feitas pelos chefs Paola Carosella, Henrique Fogaça e Érick Jacquin e até insinuado manipulação nos resultados durante a prova de repescagem. A postura da cozinheira amadora foi condenada por muitos, mas talvez tivesse acontecido de outra forma se os jurados não fossem tratados como deuses que podem tudo, inclusive humilhar os participantes.

Voltando ao “Fecha a Conta”, a diplomacia surtiu efeito e a partir do desabafo de Piero, Matheus e Giancarlo, tanto Ravioli e Boseggia quanto os chefs convidados mantiveram o rigor nas avaliações, mas passaram a ser menos agressivos na forma de manifestarem suas críticas. Por não se darem bem nas provas seguintes, Piero foi eliminado no desafio do nhoque e Giancarlo no preparo de massa colorida com tinta de lula. Matheus e Helena ficaram para disputar a final. Matheus, que no desabafo sobre os jurados falou: “Eu acho que os jurados têm que tratar a gente como profissionais e não como amadores”. E Helena, que na ocasião não quis se comprometer e não se manifestou. Será que essa postura poderá beneficiá-la junto aos jurados na final? Tomara que não, pois o que se espera de grandes chefs quando compõem o júri de competições de culinária, seja em que emissora for, são avaliações e posturas competentes e imparciais. E seriedade nada tem a ver com agressividade. Assim como arrogância não é sinônimo de elegância.


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quinta-feira, 1 de junho de 2017

“MasterChef Brasil”: Caroline diz que repescagem é palhaçada, insinua que há favoritismo e levanta discussão sobre limite de respeito entre jurados e cozinheiros


Caroline Martins, a paulista PhD em física que sonha ter um bistrô, chegou ao episódio dessa terça-feira (30) do “MasterChef Brasil”, na Band, com a fórmula pronta para causar uma verdadeira ebulição na cozinha. A pesquisadora de energia nuclear virou destaque da noite ao jogar uma bomba para os jurados, Paola Carossela, Érick Jacquin e Henrique Fogaça, ao chamar de “palhaçada” a repescagem que estava acontecendo entre os nove primeiros eliminados do programa. Após receber críticas por ter servido um porco caramelizado considerado muito doce pelos chefs e em seguida ver Paola rasgar elogios ao prato de Nayane, Caroline cochichou com os demais participantes ironizando que sua “teoria” estava certa, insinuando que as cartas estavam marcadas sobre quem seria “repescado”. Foi quando os chefs resolveram enquadrar a cozinheira, convidando-a a se retirar quando ela disse que não queria ter voltado. “Você quer ir embora? Demorou! Pode ir. Um, dois, três, vaza!”, gritou Fogaça. Paola, por sua vez, fez seu discurso, lembrando que ninguém é obrigado a se inscrever. Mas soou como uma espécie de defesa quando a chef argentina disse: “Nenhum de nós vai colocar a credibilidade em jogo”. Ou seja, ela estava entendendo muito bem onde a candidata queria chegar com aquele tipo de comportamento. E se para o público mais atento é perceptível que acontece, sim, favorecimento a alguns nas avaliações dos pratos, imaginem para quem está lá dentro vendo tudo o que acontece por trás das câmeras?

Sem querer fazer papel de advogada do diabo, até porque esse não é o “Hell’s Kitchen”, mas assim como Caroline pode ter ultrapassado o limite do respeito com seu comportamento inadequado, o mesmo pode-se dizer de Paola e Fogaça nos momentos em que assumem posturas que os colocam em um patamar de superioridade exagerada na forma como criticam o trabalho de alguns cozinheiros. Fogaça adora chamar os pratos que não gosta de “toscos”. A própria Paola comparou o ouriço feito por Mirian na semana passada com uma barata amassada. Sem falar que desde o início dessa temporada a chef argentina tem gerado polêmicas nas redes sociais, chegou a bater boca pela internet com seus próprios seguidores que não concordaram com a forma como ela tratava Abel antes da eliminação do designer, segundo ela o “chinês paraguaio”, e como humilhou Yuko com um comentário sarcástico sobre a simpatia e o carisma da tailandesa.

Afinal, será que os jurados podem tudo por serem profissionais? Será que os participantes realmente devem sempre abaixar a cabeça quando são diminuídos publicamente pelos chefs? A deselegância na forma de criticar também não é uma “pequena falta de respeito” com quem está ali correndo atrás de um sonho?

O primeiro sinal de insatisfação de Caroline foi quando ela recusou provar o caldo do seu prato que Fogaça tentou lhe dar na boca com a colher. Gesto, aliás, que ele costuma repetir quando quer fazer o candidato certificar-se de que o gosto não está bom, e que coloca o outro em uma posição de inferioridade diante de um tratamento quase infantil. “Não, obrigada. Já provei. Tá uma delícia”, respondeu Caroline. A resposta do chef, berrando, foi: “Tá doce da porra!”. A partir daí ela não disfarçou mais sua indignação com as críticas severas demais para uns e os elogios fáceis para outros, e Fogaça foi mais uma vez agressivo ao perguntar se Caroline estava “à vontade psicologicamente”. Afinal, qual foi sua intenção ou o que ele quis dizer com essa dúvida sobre as condições psicológicas dela?

Coube a Ana Paula Padrão, como apresentadora, mediar a situação, deixando Caroline decidir se sairia na mesma hora ou ficaria até o fim do episódio. Ela ficou apenas para constatar o desenrolar das suas previsões que, diga-se de passagem, surtiram algum efeito. Na hora de avaliar Abel, Paola foi mais suave nas críticas e até deixou o designer surpreso com um elogio inesperado. Já Nayane continuou confirmando a teoria de que havia uma intenção velada de que ela fosse “a menina que voltou duas vezes”, segundo Caroline, “para dar mais emoção”. A jovem, que foi a última eliminada, já começou sendo beneficiada ao ser a primeira a pegar o corte de porco na prova de repescagem, quando o justo seria que Bruno, o primeiro eliminado, fosse o primeiro a escolher. Resolveram inverter a ordem sem qualquer justificativa. Assim, Vitor B., o penúltimo eliminado, teve o privilégio de ser o segundo a pegar sua peça.

Coincidentemente, ou não, Vitor e Nayane foram os dois “repescados”, enquanto Ana Paula tentava bancar a cupido chamando os dois de “casal” e fazendo gesto de coração com as mãos. Mas na prova definitiva que daria para um deles o avental de volta, Nayane se deu mal ao desafiar Taíse e ter que replicar o medalhão com béarnaise que garantiu a entrada da outra no programa. Jacquin não só começou a fazer perguntas para Taíse sobre a receita do molho para que a outra escutasse como chegou ao cúmulo de avisar Nayane de que ela deveria tirar o plástico que tinha amarrado no medalhão na hora de fritar. Mesmo assim ela perdeu para Taíse, e Vitor não conseguiu fazer a caldeirada de Fabrizio. Já na briga derradeira em que o “casal” deveria fazer um espaguete à carbonara, ficou muito evidente que os jurados ao verem que a jovem não conhecia a receita começaram a falar de longe, mas em alto e bom tom, o passo a passo do preparo para que ela ouvisse. Até no mezanino os demais participantes perceberam as dicas dadas pelos chefs de forma muito mal disfarçada.

A pergunta que não quer calar é: será que todo o clima pesado promovido por Caroline na cozinha no começo do episódio não acabou interferindo no resultado final? Será que a escolha não teria sido inversa, com Nayane mais uma vez sendo repescada, caso a pesquisadora de energia nuclear não tivesse enfrentado os chefs insinuando no ar uma possível fórmula secreta de “cartas marcadas” que ela farejou nos bastidores?


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sábado, 27 de maio de 2017

“MasterChef Brasil”: Paola Carosella dá bronca em Mirian e compara prato com barata morta em noite que Nayane erra feio mais uma vez e não escapa da eliminação


Não chegou a ser uma surpresa a eliminação de Nayane no “MasterChef Brasil” que foi ao ar na terça-feira (23) na Band e nessa sexta-feira (26) no Discovery Channel. Não apenas porque a notícia de sua saída havia vasado na web na semana anterior, mas porque a advogada de Brasília realmente não chegou a ter uma performance que a colocasse entre os mais fortes da competição. Podia até não ser uma das piores, mas era estranho o tratamento diferenciado que sempre recebeu dos três chefs, Paola Carosella, Érick Jacquin e Henrique Fogaça. Mesmo quando recebia críticas por ter errado a mão na receita, as broncas soavam mais como apenas um puxão de orelha que os filhos recebem dos pais, sabendo que não serão castigados de verdade. Talvez seu jeito de menina tenha conquistado a todos, inclusive os demais competidores. Só que a competição não é de simpatia nem de carisma, é de culinária.

Nayane se deu bem muitas vezes, escapando das Provas de Eliminação por fazer parte dos times vencedores nos desafios em equipe. Em grupo mostrou que é participativa. Mas individualmente não mostrava segurança e cometeu erros imperdoáveis em um “MasterChef”, como servir uma quiche de sardinha enlatada com massa crua na semana passada. Nessa, a falha crucial que levou à sua eliminação foi servir tomates com gosto amargo porque haviam queimado no cozimento, na prova em que o desafio era transformar drinks em pratos. Ela pediu e ganhou a chance de fazer uma versão sólida do Blood Mary, e no mercado não sabia nem qual era o tomate italiano. Para piorar, ao ver que havia queimado, colocou açúcar para tentar disfarçar o amargo e serviu o talo. Ou seja, não tinha como ser salva pelos jurados mais uma vez.

Na verdade, o histórico de Nayane foi duvidoso desde a estreia, quando ela foi a única a não ser vista entre os 75 que disputava o avental para entrar no programa. Até hoje o público não sabe qual foi o primeiro prato individual que Nayane preparou para os três chefs. A jovem apareceu já entre os 40 primeiros selecionados. E na prova para ficar entre os 20 que realmente ficariam na cozinha ela não foi aprovada. Só conseguiu voltar graças a uma repescagem entre os três menos piores. Só falta agora ter a mesma “sorte” e retornar mais uma vez na nova repescagem que terá no próximo episódio.

Além da eliminação, um dos pontos alto do episódio doze foi a bronca que Paola Carosella deu em Mirian na Prova da Caixa Misteriosa em que o ingrediente era ouriço do mar. Ao utilizar a carcaça como suporte do ouriço com creme de ovos, a dentista teve a infeliz ideia de forrar a mesma com papel para evitar que sua água molhasse o prato. Ao virar a carcaça, a chef argentina ficou indignada: “Isso é nojento! Eu nunca usei essa palavra no MasterChef, mas isso (o papel) não é comida, então eu posso falar”, afirmou Paola. O constrangimento foi geral, tanto para Mirian quanto para os demais cozinheiros, que ficaram visivelmente chocados. Mas, apesar de toda a antipatia que a dentista vem despertando em todos, a forma como a chef argentina se expressou foi contraditória, afinal a primeira coisa que ela falou quando viu o prato com o ouriço com molho de ovos sobre a carcaça foi: “Parece uma barata! Você nunca esmagou uma barata? Sai um creme branco de dentro que é assim e as patinhas ficam desse jeito”, comparou Paola, fazendo cara de nojo e imitando o inseto morto com os braços curvados para os lados. Ora, comparar comida com uma barata morta é tão, ou mais, repugnante do que usar a palavra “nojento” para definir o papel usado indevidamente no prato. A não ser que a chef argentina já tenha comido barata amassada, com aquele “creme branco” que sai de dentro...


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quinta-feira, 25 de maio de 2017

“Power Couple Brasil”: Fase da repescagem começa com mulher de Sylvinho alertando sobre manipulação que protege Rafael Ilha


Nem mesmo a antecipação da repescagem no “Power Couple Brasil” parece salvar a disputa entre casais de celebridades da Record, que desde o início carece de artistas realmente famosos. Até mesmo na segunda chance para as primeiras quatro duplas eliminadas, que começou no episódio dessa terça-feira (23), de novo os primeiros a caírem foram os mais conhecidos do grupo: Andressa e Nasser, ex-participantes do “Big Brother Brasil 13”, da Rede Globo. Daí já se pode avaliar o grau de fama dos outros. Enquanto isso, entre os remanescentes da casa Rafael Ilha continua sendo a aposta da emissora como o personagem que mais causa polêmica e que, consequentemente, pode dar mais audiência. Correndo por fora, a mulher do cantor Sylvinho Blau Blau vem ganhando espaço graças a seu desafeto com o ex-Polegar. Ana Paula tem se mostrado não apenas grande jogadora como esperta ao perceber o tratamento diferenciado dado a Rafael.

Foi sutil, mas perceptível, a insinuação que Ana Paula fez de que Rafael Ilha recebe proteção no programa. Nesse último episódio, durante uma conversa com Regiane, mulher do ator Fábio Villa Verde, e a atriz Suyane Moreira, a mulher de Sylvinho foi clara no alerta para as duas: “Coincidentemente vocês estão votando igual, e como houve essa ‘manipulação’, entendeu? E todo esse falatório... Tomem cuidado”, afirma Ana Paula. No momento em que Ana Paula falou em “manipulação”, fazendo um gesto com a mão na mesa em formato de círculo, ou panelinha, Suyane fez um gesto afirmativo com a cabeça, mostrando que tinha entendido o que a outra queria dizer. Afinal de contas, Marcely e Frank, quando tiveram o Poder Especial na DR em que estavam Rafael e Aline, Nayara e Cairo, demonstraram que a escolha seria pela opção de tirar dinheiro de um casal na próxima prova, mas na hora da decisão final escolheram suspender a eliminação, beneficiando Rafael Ilha, que seria eliminado naquela noite. Ou seja, não foi apenas o público que percebeu a manipulação, os participantes também notaram. E, coincidência ou não, Thaíde voltou para a repescagem querendo treta com Rafael. Será que o rapper percebeu que é bom colar em quem está sendo o centro das atenções da produção?



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sábado, 20 de maio de 2017

“MasterChef Brasil”: Vitor é eliminado em episódio morno, enquanto notícia de que Ana cozinha profissionalmente agita web


Depois do emocionante episódio da semana passada, o “MasterChef Brasil” que foi ao ar na terça-feira (16) na Band e nessa sexta-feira (19) no Discovery Channel não despertou muita empolgação. E não foi apenas por causa da eliminação de Douglas, justamente o cozinheiro responsável por toda a adrenalina do programa anterior quando sofreu um acidente, saiu e voltou para a disputa, mas por que realmente tudo transcorreu sem qualquer novidade. Talvez por isso o assunto que esteja mais agitando as redes sociais seja a informação publicada no portal R7 de que Ana Luiza será eliminada em breve, pois durante as gravações descobriu-se que ela já trabalhou como profissional em um restaurante de Chapecó, no interior de Santa Catarina, onde mora. Como a competição é apenas para amadores, ninguém que já tenha atuado profissionalmente pode se inscrever. A estudante de zootecnia, no entanto, disse que a notícia não tem fundamento, embora não tenha dado qualquer explicação sobre tal inverdade.   

Voltando ao último episódio exibido, a prova em equipe em que Leonardo liderou o time Vermelho e Victor, o Azul, transcorreu na maior normalidade. O desafio era servir dois cardápios para 60 lutadores, um de baixa caloria para atletas que precisam perder peso e outro para os que precisam ganhar. Nas duas cozinhas, montadas em dois ringues, todos trabalharam em sintonia. Até mesmo Mirian, que costuma encrencar, trabalhou quietinha e acatou as ordens do capitão, que soube ser incisivo e impor sua vontade quando a dentista quis fazer o frango à maneira dela: “Tem hora pra ser democrático e tem pra ser tirano”, afirmou Leo. Já Victor não convence como líder e mais uma vez ficou buscando apoio em Deborah, que sempre se mostra segura nos trabalhos em grupo. O time Vermelho de Leonardo venceu, mas com uma diferença pequena de pontos.

A Prova de Eliminação, em que o ingrediente foi sardinha, fresca ou em lata, também transcorreu sem grandes destaques. Yuko e Vitor fizeram os pratos considerados os piores, mas a tailandesa conseguiu se salvar. Apenas ficou evidente mais uma vez que os jurados Érick Jacquin, Henrique Fogaça e Paola Carosella dispensam um tratamento especial para Nayane. Ao lado de Fabrizio, o prato da advogada de Brasília ficou entre os considerados medianos, mesmo sua quiche estando com a massa crua e ela ter colocado queijo sobre a sardinha. Ora, os chefs já deram broncas homéricas em vários participantes desde a primeira temporada do “MasterChef Brasil” dizendo que não aceitam o uso de queijo com peixes. Aí Nayane se salva com uma quiche de sardinha enlatada por que usou sua “memória afetiva”? Ou por que disse que estava com TPM?

Além de Nayane, Ana Luiza também tem ocupado o posto de “queridinhas da edição”. Em todos os episódios as duas são as que mais aparecem em imagens de depoimentos gravados que “costuram” as provas. Nesse último, Nayane apareceu mais de dez vezes e Ana Luiza teve cerca de vinte inserções. De qualquer forma, sendo verdade ou não que Ana Luiza mentiu sobre nunca ter trabalhado em restaurante, as duas devem ser as próximas eliminadas nos próximos episódios. E espera-se que a competição volte a ter repercussão por motivos mais nobres do que boatos e fofocas de bastidores.


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sexta-feira, 19 de maio de 2017

“Power Couple Brasil”: Rafael Ilha tem ataque de fúria, quebra cenário e produção promove festas para amenizar clima tenso


Após ter permanecido no “Power Couple Brasil” graças a um cancelamento suspeito de sua eliminação, Rafael Ilha voltou a ter um tratamento por parte da produção do programa da Record que reforça mais uma vez a ideia de que existe uma clara intenção de mantê-lo no ar para dar audiência. Nessa quinta semana o maior antagonista da competição sem protagonista extrapolou ao provocar de forma desrespeitosa os demais participantes como ainda teve um ataque de fúria e quebrou o cenário do quarto que ocupa com a mulher. No programa de terça-feira (16) foram mostradas imagens da bagunça total no aposento, furos feitos nas paredes, talvez a chutes e murros, e objetos quebrados. Como parte do jogo de cena, o ex-Polegar chegou a fechar a porta na cara do câmera para impedir o registro de mais imagens. O ataque de fúria aconteceu após Rafael dizer que haviam riscado a foto dele e da mulher que fica colada na porta, como tem nos quartos de todos os casais. Segundo ele, o risco teria sido feito com a unha ou algum objeto e representava uma ameaça a ele. O participante se comportou como se estivesse confinado numa penitenciária, cercado por bandidos, e não em um programa de televisão. Pior que mesmo diante do quadro assustador, a produção não tomou nenhuma providência. Por que o apresentador Roberto Justus não buscou esclarecer o caso diante de todos, assim como fez quando o ex-Polegar acusou Diego e Lorena de ser um casal fake? Por que não foi mostrado quem realmente riscou a foto, se é que não o autor não foi o próprio Rafael?  

Para aliviar, ou despistar, o episódio dessa quinta-feira (18) teve saída dos homens para cortar o cabelo, com direito videogame, sinuca e chope, baldes de cerveja e vinho para “alegrar” as mulheres que ficaram na casa, além de churrasco com pagode e caipirinha no almoço e festinha de gala à noite regada a muitos drinques. Ou seja, muita bebida para tentar amenizar clima pesado provocado pelo excesso de estresse causado pelo protegido do jogo. Mais pareciam festas estranhas com gente esquisita. E para encerrar, uma DR em que Andressa e Nasser deixaram a competição, enquanto Marcelly e Frank foram salvos. Curioso é que entre os internautas a maioria torcia para que a MC e seu empresário fossem eliminados como castigo por terem escolhido suspender a eliminação da semana anterior, salvando Rafael e Aline. Afinal, se o casal tivesse deixado o envelope com a opção de cancelar aquela DR, o mesmo poderia estar na bancada nessa ocasião em que os dois estavam na berlinda e salvá-los caso fossem o menos votado. Tiveram sorte ou foram premiados por terem sido tão “bonzinhos”?

De qualquer forma, como ficou evidente desde que Rafael teve a "ajuda" para ficar, a repescagem que seria feita com os primeiros cinco casais eliminados, como estava sendo anunciado até então, acontecerá na próxima rodada entre os quatro que já saíram. Certamente qualquer um que vença e volte para a disputa fará a diferença no elenco, que está cada vez mais fraco do que já era no início. Sem falar que há informações de que Marcelo Ié Ié e sua mulher Júlia deixarão a competição antes de serem eliminados, devido a problemas de saúde que o humorista teve durante as gravações do programa. Ou seja, essa segunda temporada está bem problemática.


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segunda-feira, 15 de maio de 2017

“MasterChef Brasil”: Acidente grave de Vitor aflige, Douglas é eliminado e Ana vence usando bacon como estrela de prato em que vísceras deveriam ser protagonistas


Acidente grave na cozinha, emoção com doses de nacionalismo e uma avaliação controversa dos jurados marcaram do “MasterChef Brasil” que foi ao ar na Band na terça-feira (9) e no Discovery Channel na quinta-feira (11). Não foi à toa que esse décimo episódio teve mais de duas horas de duração. O ponto alto, sem dúvida, foi finalmente ter acontecido o corte de dedo grave e em torno do qual vinha sendo criado suspense desde a estreia do programa, com imagens apenas da mão ensanguentada, sem mostrar quem era o cozinheiro. O acidentado foi Vitor, que desestabilizou a todos ao ser forçado a abandonar a Prova de Eliminação para levar pontos no polegar esquerdo. A dúvida sobre o destino do participante foi mantido até o final, quando ele voltou à competição, cozinhou sozinho sob os olhares e torcida de todos e conseguiu se salvar. O eliminado da vez acabou sendo Douglas que, juntamente com Mirian, fez um dos dois piores pratos da noite.

O clima de emoção estava dominando a cozinha desde que o desafio de preparar um prato utilizando ingredientes de Belém do Pará foi apresentado pelo chef convidado Thiago Castanho. Após um discurso de Paola Carosella sobre a riqueza de alimentos que há no Brasil, baixou um espírito patriota nos cozinheiros. Mas Douglas não acertou ao fazer uma sobremesa com tucupi e bacuri. E o designer, que sempre se sobressaiu em confeitaria, errou a mão justamente fazendo um doce. Aliás, essa temporada está sendo de várias surpresas em relação a quem é mais ou menos forte candidato ao título de MasterChef. De repente quem parece dominar menos a culinária acaba se sobressaindo, enquanto quem aparentemente prometia grandes resultados acaba decepcionando por detalhes.

Alguns participantes, no entanto, estão sendo mais agraciados do que outros com o que poderia se chamar de “sorte”. É o caso de Ana Luiza e Nayane, que até agora vinham escapando das Provas de Eliminação por estarem juntas nas equipes vencedoras dos serviços em grupo. Dessa vez Ana não apenas escapou como ainda foi declarada vencedora na Prova da Caixa Misteriosa, que continha vísceras como cérebro, fígado, rim, pênis, testículos, bucho e tripa de boi. Curioso é que os jurados ressaltaram mais de uma vez que a proteína escolhida deveria ser a estrela da receita. “Tem que ser o protagonista do prato”, gritou Henrique Fogaça. E quando Ana fez um patê de fígado escondido em fatias de bacon, até o chef paulista observou: “Na verdade o bacon deu uma mascarada no sabor dos miúdos”. Paola concordou: “O bacon ocupa muito espaço”. E Érick Jacquin nem falou sobre o patê, só destacou o bacon e o tomate. Ora, se o protagonismo deveria ser atribuído às vísceras, como o prato de Ana Luiza foi escolhido como o grande vitorioso? Até Douglas ironizou em seu depoimento, depois de reclamarem do “protagonista” do prato dele, cérebro frito: “Se eu soubesse que podia fazer uma comida de gato, um patê...”, alfinetou o designer.



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sábado, 13 de maio de 2017

“Power Couple Brasil”: Saída de Rafael Ilha é evitada numa jogada dissimulada para evitar que encrenqueiro deixe a competição


Em sua quarta semana no ar, o “Power Couple Brasil”, da Record, já apresenta um desgaste em termos de criatividade nas provas e no comportamento dos oito casais que continuam na competição. Foram nojentos e repetitivos os desafios, tanto na terça-feira (9) quanto na terça-feira (11), em que todos tiveram que encarar baratas, sapos, cobras, entre outros bichos, coisa que já foi vista e revista em outros realities. Mas o que ficou mais feio foi a manipulação dissimulada que houve para que Rafael Ilha e sua mulher, Aline, não fossem eliminados, mesmo tendo sido essa a vontade da maioria na votação. Na hora do Poder Especial tirado por Frank e Marcelly, os dois deixaram claro que escolheriam a opção de retirar R$ 10 mil de um casal concorrente na próxima prova. Mas, quando voltaram para a sala, inexplicavelmente optaram por cancelar a eliminação daquela noite. Ficou claro que nos bastidores eles foram orientados a ficar com a segunda opção. A explicação dada depois por Frank para tentar justificar a mudança de envelope virou uma espécie de emenda pior do que o soneto. Não precisava, afinal é evidente que a saída de Rafael deixaria o programa ainda mais sem atrativo, pois o que o público desse tipo de jogo quer ver são as desavenças. Nisso o ex-Polegar é craque (sem trocadilhos), só que nem os internautas gostaram da permanência do encrenqueiro.

O que parece é que os responsáveis pelo programa ficaram abalados com a eliminação na semana anterior de Diego e Lorena, o terceiro casal a deixar a competição. O próprio Roberto Justus na ocasião se esqueceu da imparcialidade que deve ter como apresentador e manifestou sua decepção ao anunciar a saída dos dois. Diante de todos, ele puxou uma salva de palmas para o casal e depois, em off no encerramento, enfatizou que Diego e Lorena podem voltar na repescagem que haverá entre os cinco primeiros casais eliminados. Curiosamente, no fim do último programa, além de ter cobrado uma comemoração por parte de Rafael, que se mantinha indignado com a votação, Justus ainda encerrou dizendo: “O Poder Especial cancelou a DR, mas os outros casais eliminados voltarão numa repescagem que vai surpreender todo mundo”. Ou seja, dessa vez o apresentador não frisou que a repescagem aconteceria com os "cinco" primeiros casais a deixarem a casa. Será que vão antecipar essa repescagem para tentar trazer de volta Diego, o competidor que mais batia de frente com Rafael?


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domingo, 7 de maio de 2017

“Conversa Com Bial”: Jornalista se reinventa em programa com formato que se diferencia por investir mais no talk do que no show


Quem assistiu à apresentação especial de “Conversa Com Bial” na segunda-feira (1), deve ter se precavido de cair na tentação de fazer uma avaliação precipitada logo após a estreia do programa na noite seguinte. É um talk-show semelhante a tantos outros? Sim. Mas traz também elementos e movimentos novos. Logo na primeira semana mostrou que o formato não está engessado, que as entrevistas podem ser feitas dentro ou fora do estúdio, que o apresentador Pedro Bial pode estar atrás da bancada ou sentado no mesmo sofá dos convidados, que pode ter ou não músicos fazendo o som incidental no palco. E mostra também um Pedro Bial mais uma vez se reinventando. Mesmo após 15 anos apresentando 16 edições do “Big Brother Brasil” e sofrendo todo tipo de crítica por isso, Bial não perde a verve jornalística, sabe não apenas perguntar como também ouvir a resposta do entrevistado. O que faz toda a diferença.

A escolha diversificada de convidados para a semana inaugural foi acertada. A primeira entrevista foi com a ministra Carmen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, que foi ao ar justamente no dia em que o STF concedeu habeas corpus para o ex-ministro José Dirceu cumprir prisão domiciliar. Coincidente ou intencionalmente, já que existe uma frente de entrevista gravadas e prontas para serem exibidas, a pauta foi providencial e a informalidade da conversa, que contou ainda com a participação da atriz Fernanda Torres, caiu bem para uma estreia.

Na segunda noite, como era de se esperar, Rita Lee lavou a alma com aquela irreverência que o tempo tratou de adoçar, mas sem perder a postura rock’n’roll. Na terceira, a história da ex-ginasta Laís Souza, que perdeu os movimentos após sofrer um acidente durante treinos de esqui aéreo, foi tratada sem drama, e a presença do cientista Miguel Nicolelis, um dos 20 mais influentes do mundo, enriqueceu a conversa que foi de superação emocional a ciência e tecnologia. Na quarta noite, sexta-feira (5), Bial encerrou a primeira semana com uma reportagem especial feita com o ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica. A entrevista, gravada no rancho onde o político mora, foi exibida no telão e comentada pelo apresentador junto com dois convidados no estúdio: a correspondente internacional Adriana Carranca e o escritor e músico Vitor Ramil, que é filho de uruguaio e já morou em Montevidéu.

Sem entrar no mérito sobre posicionamentos políticos, religiosos ou filosóficos dos convidados, o que vale é Bial saber manter sua função de repórter. Algo que alguns jornalistas esquecem quando se sentem “promovidos” ao posto de apresentador. E deixar que o telespectador faça seu próprio juízo de valor a respeito das opiniões manifestadas. É um programa que se diferencia apenas por investir mais no talk do que no show.


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sábado, 6 de maio de 2017

“MasterChef Brasil”: Na disputa de capitães entre a arrogante Mirian e o inseguro Victor, a maior vencedora é a estrategista Deborah


Como previsto, Mirian foi o grande destaque no episódio do “MasterChef Brasil”, que foi ao ar na terça-feira (2) na Band e nessa sexta-feira (5) no Discovery Channel, ao ser capitã de um dos dois times em mais uma prova em equipe. Desde que a indicação da dentista ao posto, feita por Deborah, foi antecipada na semana anterior, cresceu a expectativa de ver como se sairia a cozinheira de temperamento difícil e que não sabe trabalhar em grupo sendo a grande responsável pela realização de um cardápio. O resultado não foi diferente: o time Vermelho liderado por ela perdeu de lavada para o Azul, capitaneado por Victor. E Mirian não teve nem a opção de se salvar ou livrar algum dos seus liderados da Prova de Eliminação.

A prova em equipe consistia em preparar um prato principal e uma sobremesa utilizando ingredientes típicos do Centro-Oeste do país. Quatro chefs renomados, representando Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, deram exemplos de receitas da culinária de sua região. Mirian já saiu dando uma bola fora ao decidir replicar um dos pratos, sendo que seu criador, um dos quatro chefs convidados, seria um dos jurados. O prato principal ficou longe do original, assim como a sobremesa deixou a desejar. Além de ter sido deselegante e desnecessária a birra que ela pegou com Fabrizio, um dos que, aparentemente, mais trabalhou na prova.

Mas esse nono episódio teve outros pontos questionáveis também da parte da produção que permitiu que a cenografia montasse a cozinha debaixo de sol, sabendo que um dos ingredientes principais era peixe. E mesmo Mirian sendo a perseguida da vez, Victor, capitão do time azul, não foi nenhum exemplo de capitão. Afinal, por que apenas ele cozinhou usando óculos escuros? Foi uma desculpa esfarrapada ele dizer que nunca foi ao Centro-Oeste para justificar não saber usar aqueles ingredientes típicos. Será preciso ter ido ao Japão para fazer um yakisoba? E já que gosta tanto de exaltar que mora na China, por que não ficou nem entre os melhores na prova do Lamén no episódio anterior? Mas pior foi Victor, após ter levado uma bronca por seu time ter servido um prato com inseto e outro com cabelo, mandar Douglas e sua franja volumosa inspecionar os pratos.

Lamentável que dos sete cozinheiros escolhidos por Mirian, ela tenha ficado justamente com cinco que estão entre os que têm se mostrado melhores, como Leonardo, Aderlize, Michele, Fabrizio e Yuko. Taíse está entre os medianos, assim como Caroline, que acabou sendo eliminada. Ou seja, a dentista acabou colocando em risco justamente os mais fortes, permitindo que cozinheiros que ainda não disseram a que vieram como Nayane, Ana Luiza, Vitor, Fernando e Douglas escapassem de mais uma Prova de Eliminação. Nayane chegou ao cúmulo de dizer que o arroz doce de pequi sugerido por ela era “um prato autoral”, como se nunca ninguém tivesse feito antes. É só jogar no Google que aparecem milhares de receitas que existem há anos.

Enfim, no duelo entre os times de Mirian e de Victor, a maior vencedora mesmo foi Deborah, a assessora de investimentos que soube fazer a escolha certa de capitães.


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quarta-feira, 3 de maio de 2017

“Power Couple Brasil”: Segunda temporada traz elenco fraco, discussões teatrais e marido de celebridade humilhando a mulher


Com um elenco fraco e a apresentação artificial de Roberto Justus, a segunda temporada do “Power Couple Brasil” já está no ar há duas semanas na Record sem despertar muito interesse nem gerar grandes repercussões na web. Baseado em um formato israelense, o programa reúne um grupo de celebridades e seus respectivos pares para serem testados não apenas através da convivência como encarando desafios radicais. A ideia não é ruim. O problema é a seleção dos tais famosos. A primeira temporada até conseguiu chamar alguma atenção por ter entre os participantes alguns nomes conhecidos como Gretchen, Simony, Túlio Maravilha e Popó. Já dessa vez os mais populares são Rafael Ilha, o ex-Polegar invariavelmente associado a confusões e envolvimento com drogas, e o cantor Sylvinho, lembrado apenas pela música do Ursinho Blau-Blau, sucesso nos anos 80. Os demais são mais artistas de terceiro escalão igualmente com pouca vocação para assumirem algum papel de protagonista.

Os modelos Lorena Bueri e Diego Cristo, que iniciaram um relacionamento há três anos quando participaram do reality “A Fazenda 7” na mesma emissora, até se esforçam para ser o novo Casal Power. Mas são pouco originais e copiam muitos comportamentos de Laura Keller e Jorge, vencedores da primeira temporada. Andressa e Nasser parece terem saído diretamente do “Big Brother Brasil 13”, da Rede Globo, onde se conheceram. Na lista de celebridades que continuam no jogo estão ainda os atores Fábio Villa Verde, Maurício Ribeiro e Nayara Justino, a MC Marcelly e o humorista Marcelo Ieié. O rapper Thaide e sua mulher, Ana, e a modelo Carol Narizinho e seu companheiro, Matheus, foram os primeiros casais eliminados. Não reconheceu os nomes? Não se preocupe, muitas vezes faltam legendas para que a maioria dos telespectadores também saiba quem é quem no vídeo.

A locação continua sendo a mesma: uma mansão em São Paulo que poderia ser valorizada se contasse com uma cenografia com um estilo mais definido e que não misturasse tantos elementos. Dá a impressão de que os cenários foram feitos com a xepa do acervo. A direção de arte peca ao fazer uma decoração cafona, de gosto duvidoso, apesar de até combinar com o figurino usado pelos participantes, que também revelam um gosto pessoal bem duvidoso. Em relação à dinâmica, as provas são pouco originais e repetitivas do que já foi visto na primeira temporada. Sem falar que é irritante o suspense que Justus tenta criar para revelar para o marido quanto a mulher apostou nele, e vice versa. A demora é desnecessária, pois o público já sabe desde o começo o valor. E deveria preocupar a direção do programa a falta de proteção dos participantes em provas de esforço físico, como joelheiras quando todos precisam se arrastar no chão de terra e luvas em desafios como aquele em que as mulheres tiveram que se apoiar em uma estrutura de ferro que estava quente por causa do sol.

No programa dessa terça-feira (2) decidiram investir na treta entre Diego e Rafael Ilha, e foi constrangedor ver como o cantor tem um gestual forçado, meio mecânico, quando está longe do desafeto e dissimulado quando está na frente do mesmo. Além do mais, a briga entre os dois foi muito roteirizada, com acusações e pedidos de desculpas pouco convincentes. Péssima interpretação e texto precário. Mas o que mais causa estranheza é a forma agressiva como Frank trata a própria mulher, a MC Marcelly, de quem também é empresário. Desde a estreia do programa é visível a forma como ele age, deixando-a constrangida e acuada. O pior é que  o destempero e a agressividade dele estão aumentando a cada episódio, como nesse último em que até Andressa foi intervir na discussão dele com a mulher, que ouve sempre tudo calada. Marcelly, aceitando tudo, está passando a imagem da mulher amedrontada, dependente e doutrinada pelo homem a ser sua escrava e não sua parceira. Se diante de câmeras ele a trata assim, é melhor nem imaginar o que não deve fazer entre quatro paredes. É até temeroso tentar prever o fim desse jogo.


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sexta-feira, 28 de abril de 2017

“MasterChef Brasil”: Anúncio de Miriam como líder no próximo episódio acaba com o baixo astral no jogo após saída de Abel


O descumprimento de uma regra que causou a saída de Abel do “MasterChef Brasil” no episódio que foi ao ar na terça-feira (25) na Band, e no Discovery Channel nessa sexta-feira (28), deixou o clima da competição pesado. Ninguém esperava que o diretor de marketing, que é paraguaio e de origem chinesa, fosse ser eliminado em uma prova que consistia em preparar um lámen, alimento japonês também originário da China. Em meio à falta de concentração, de foco e de garra, Abel se perdeu no tempo e conseguiu montar apenas um prato, quando o pedido era servir dois, um para os três jurados e outro para os dois chefs convidados, Margarida Havaguchi e Sergio Ouba. Foi constrangedor, pois mãe e filho haviam dado uma bela aula de como preparar o lámen tradicional servido no restaurante japonês que eles têm em São Paulo, e não puderam provar o prato do competidor, pois o único servido deveria ficar para avaliação final de Érick Jacquin, Henrique Fogaça e Paola Carosella.

Apesar da polêmica levantada na web se a eliminação foi justa ou injusta, regras foram feitas para serem cumpridas. Se abrirem exceção para um, estarão abrindo precedente e chegará um momento em que nenhum argumento será válido para que os fins justifiquem o meio. Cada um tem sua percepção sobre como a justiça acontece em uma cozinha. Ou todo mundo acredita piamente que Ana Luiza, Vitor e Nayane realmente formam o trio de melhores cozinheiros e mereciam estar no mezanino assistindo a Prova de Eliminação? Aí entra a torcida ou o ponto de vista de cada um. Curiosamente, Fabrizio e Michele, que são considerados fortes concorrentes por terem apresentado mais acertos do que erros até então, estavam entre os três piores pratos. Fernando só perdeu o posto de terceiro pior para Taíse, apesar de ter recebido mais críticas na hora da avaliação. Os dois apresentaram uma massa grossa, cortada na faca, e crua, a diferença ficou por conta do caldo, o dele faltou tempero, mas o dela apesar de Paola dizer que estava gostoso, Jacquin achou cítrico.

De qualquer forma, todos os piores se salvaram, mas ninguém comemorou. O clima de velório quase acabou com a noite. Felizmente, graças às cenas do Próximo Programa a competição voltou a ter o alto astral de antes, principalmente pela surpresa anunciada por Ana Paula Padrão. A apresentadora antecipou uma nova regra criada para ser uma importante estratégia de jogo na próxima prova em equipe: Deborah, vencedora da última prova, deve indicar quais serão os capitães dos dois times. E ela escolhe Victor e Miriam. O que só desperta a curiosidade de todos, afinal, a dentista é a que cria mais caso nas provas em grupo, por ter um temperamento difícil para trabalhar em equipe. O próximo episódio promete!


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terça-feira, 25 de abril de 2017

“Os Dias Eram Assim”: Série se perde ao misturar título e imagens de cunho político e buscar a saída descompromissada de só estar contando mais uma ‘história de amor’


Desde “Anos Rebeldes” é quase impossível contar uma histórica romântica ambientada nos tempos da ditadura sem correr o risco de que a mesma seja submetida a comparações com a minissérie, escrita por Gilberto Braga, que marcou a teledramaturgia no início dos anos 90. Por isso a sensação inevitável de déjà vu causada por “Os Dias Eram Assim”, série que estreou segunda-feira (17) na Rede Globo, assinada por Ângela Chaves e Alessandra Poggi, que já foram colaboradoras de Gilberto Braga e estão estreando como autoras titulares. Apesar da quantidade de imagens de arquivo lembrando as turbulências dos anos 60 com o golpe militar, até chegar em 1970, quando se passa a trama, a preocupação maior no primeiro capítulo foi de criar um clima nostálgico com uma trilha sonora recheada de sucessos de ídolos como Elis Regina, Roberto Carlos e de Ney Matogrosso, na época vocalista do Secos & Molhados. A estreia ficou vazia de texto, com alguns diálogos pontuados por frases feitas e sem grande impacto. Tudo muito previsível. Em um período tão conturbado, apenas dois garotos jogando uma granada na porta de uma empresa soou um tanto pobre para desencadear toda a história.

De qualquer forma, a série começou a se tornar mais atraente a partir do segundo capítulo, principalmente pelo apelo forte causado pelo amor proibido entre Alice e Renato, o casal protagonista que está sendo interpretado de forma apaixonante por Sophie Charlotte e Renato Góes. A sintonia e a empatia dos dois atores brilham no vídeo e seguram a audiência.
Embora pareça uma novela já assistida, sempre tem chance de funcionar a ideia do romance improvável entre a filha de um poderoso empresário da construção civil, metido em negociatas com o governo, e um jovem médico residente, classe média, que defende os mesmos ideais libertários do irmão mais novo. Tirando as liberdades poéticas e guardando as devidas proporções, os dias atuais não estão muito longe da ficção. Talvez até facilite o laboratório de alguns atores como Antônio Calloni, que está fazendo uma participação especial como o inescrupuloso empreiteiro Arnaldo Sampaio, e Marco Ricca, muito à vontade no papel do delegado torturador Olavo.

No elenco feminino, como era de se esperar, Susana Vieira se impõe em cena como Cora Dumonte, a rica de fachada que investe no casamento de seu filho, Vitor (Daniel Oliveira), com Alice, para manter a vida de luxo. Assim como Cássia Kis Magro que, por mais personagens semelhantes que caiam em suas mãos, consegue sempre dar alma nova a cada um, como está fazendo com Vera, a dona de uma biblioteca, mãe de Renato. Mas o destaque maior é de Natália do Vale, que está retratando de forma impecável as mulheres submissas e infelizes daqueles e de outros tempos através de Quitéria, a esposa de Arnaldo e mãe de Alice.  

Vale ressaltar ainda a competente direção artística de Carlos Araújo, que também a assina a direção geral. Tirando um ou outro detalhe, como o andaime moderno demais usado na cena em que Alice fugiu de casa no dia do jogo em que o Brasil conquistou o tricampeonato na Copa do Mundo, cenários, figurinos e caracterizações estão retratando bem aquela época. A pergunta que fica no ar é: se o foco não é político, como as autoras afirmam, por que um título que reproduz a frase da música “Aos Nossos Filhos”, composta por Ivan Lins e Vitor Martins em 1984, que remete tanto aos tempos da ditadura?