terça-feira, 17 de outubro de 2017

“Cidade Proibida”: Ambientada nos anos 50, série cria atmosfera de thriller, com elenco, fotografia e caracterização impecáveis


A mistura bem dosada do glamour da elite carioca com o estilo malandramente boêmio do Rio Antigo nos anos 50 é um dos grandes trunfos de “Cidade Proibida”, série semanal da Rede Globo que estreou dia 26 de setembro e terá 12 episódios. Baseada no livro “O Corno Que Sabia Demais”, de Wander Antunes, as aventuras do detetive Zózimo Barbosa (Vladimir Brichta), especializado em casos de adultério, ganharam a mesma linguagem de história em quadrinho do original na adaptada para televisão feita por Mauro Wilson, com um texto pontuado por uma ironia com sotaque de malandragem da época. As tramas, sempre envolvendo maridos desconfiados de estarem sendo traídos por suas mulheres, são simples, mas coerentes e com um humor leve, sútil e inteligente. A narrativa feita pelo próprio Brichta traz um clima meio Nelson Rodrigues, inclusive pelos inserts do imaginário do detetive, que se vê sempre seduzindo as esposas que investiga por suspeita de adultério. Também tem um quê de “Os Intocáveis” (seriado que fez sucesso na TV nos anos 60, 70), pontuando alguns momentos históricos da política, como o suicídio de Getúlio Vargas, mencionado no terceiro episódio, que foi ao ar nessa terça-feira (17).

A direção geral e artística de Maurício Farias valorizou ainda mais a série com uma caracterização clássica e requintada no universo da alta sociedade, e de uma simplicidade de extremo bom gosto nos ambientes onde realmente vivem Zózimo e seus três fiéis escudeiros: a prostituta Marli (Regiane Alves), o delegado Paranhos (Aílton Graça) e o malandro Bonitão (José Loreto). A sintonia entre o quarteto de protagonistas é latente na troca de olhares e nos gestuais. Depois de viver um cantor meio canastrão na novela “Rock Story”, Vladimir Brichta está conseguindo se redimir através de um personagem que realmente lhe permite uma interpretação mais convincente. E Regiane Alves acompanha o parceiro à altura, com suas caras e bocas de mulher romanticamente safada. Assim como Aílton Graça e Jorge Loreto deixam transparecer que estão se deliciando nesse trabalho.

Além do elenco fixo, a série ainda traz participações especiais a cada episódio, que sempre leva o nome da mulher que está no foco do detetive. O primeiro foi “Lídia”, a ex de Zózimo que virou criminosa tentando ficar rica vivida por Claudia Abreu; o segundo foi “Laura”, em que Mariana Lima fez a esposa infiel que acaba morta por um psicopata interpretado por Thiago Lacerda; e esse terceiro, “Paula”, que teve Giovanna Antonelli fazendo a carola que quase perde o marido, papel de José de Abreu, que deseja que ela volte a se comportar como a prostituta que era antes do casamento. Essas participações especiais sempre traem um novo realce a cada história. As próximas serão dos atores Mariana Ximenes, Fabíula Nascimento, Miguel Falabella e Lorena Comparato.



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sábado, 14 de outubro de 2017

“MasterChef Profissionais”: Chef japonês não recebe de jurados tratamento à altura de seu prestígio ao participar de prova


O tratamento dado no “MasterChef Profissionais” a um dos sushimen mais renomado do Brasil, Jun Sakamoto, no programa que foi ao ar terça-feira (10) na Band, foi de deixar constrangido até quem estava assistindo em casa. Convidado a auxiliar na prova que consistia em limpar, cortar e preparar três tipos de peixes, o prestigiado chef japonês passou por duas situações bastante deselegantes criadas pelos jurados Érick Jacquin, Henrique Fogaça e Paola Carosella. A primeira delas partiu de Jacquin logo após Juan ter elogiado o salmão preparado pelo trio Pablo, Ravi e Raissa, apesar do corte fora do padrão. “Vocês não tinham tempo, começou errado, teve que improvisar... Talvez o Jacquin ache cru demais em cima, mas eu trabalho com peixe cru então gostei. Está ótimo!”, afirmou o convidado. Imediatamente, o chef francês, antes mesmo de experimentar o peixe, retrucou: “Esse prato está errado. O salmão unilateral a gente faz com a parte mais alta do salmão. Isso aqui é para enganar o cliente, pra não dizer que a gente errou. Coisa boa é a perfeição”, decretou, para depois de comer admitir que estava bom. “Mas é muito mais gostoso o das meninas”, acrescentou Jacquin, para não dar o braço a torcer, referindo-se ao prato feito por Lubyanka, Monique e Angélica. Ora, se Sakamoto quis valorizar mais seu próprio paladar, que, diga-se de passagem, é bastante requintado, caberia ao jurado respeitá-lo.

A segunda indelicadeza aconteceu no momento em que houve um empate nessa mesma quarta e última etapa da prova, em que Sakamoto e Jacquin elegeram o salmão das três cozinheiras o mais saboroso, enquanto Fogaça e Paola votaram no preparado pelo trio de Clésio. Ora, nesse caso o mínimo que se esperava da direção do programa e dos três jurados anfitriões é que o “voto de minerva” fosse dado pelo chef convidado. Aí veio uma explicação sem sentido dada pela apresentadora Ana Paula Padrão, dizendo que cada um dos dois trios ganharia um ponto e que, portanto, na soma total Clésio, Francisco e Irina eram os vencedores. Foi o mesmo que dizer que a prova tinha sido anulada, ou que tinha sido em vão, já que dar ou não dar o ponto não alteraria o resultado. Na verdade, essa decisão fez a diferença para Angélica, que estava no trio das “meninas” e acabou deixando a competição por não conseguir superar os outros concorrentes na Prova de Eliminação cujo desafio era preparar uma receita original com um determinado tipo de especiaria. Ou seja, mais uma vez ficou no ar a sensação de que existe uma condução dissimulada da direção do programa, em comum acordo com os três jurados, para que a competição tome o rumo desejado por eles para levar determinados cozinheiros até a final.


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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

“A Fazenda”: Justus interfere no jogo ao incentivar Marcelo a formar casal com Flávia e é criticado por dar conselho machista


Roberto Justus está se superando e cada vez mais merecendo ganhar o título de “pior apresentador de reality show do ano” à frente do “A Fazenda – Nova Chance”, da Record.  E olha que Thiago Leifert não ficou muito atrás quando comando o “Big Brother Brasil” na Rede Globo. Mas Justus realmente ultrapassou todos os limites na noite dessa quinta-feira (5), em que André Arruda foi eliminado enquanto Marcelo Ié Ié garantiu sua permanência com 83,03% dos votos do público. Ao cumprimentar o humorista e pedir que ele se encaminhasse de volta à sede, o apresentador foi totalmente infeliz ao dizer: “Oh, só uma coisinha rápida, uma opinião de homem, hein: não dá muito mole para mulher porque aí você não conquista. Dá um pouco mais duro que você vai ver onde você vai chegar...”. Ironicamente, o apresentador que tem uma dificuldade extrema em interagir naturalmente com os peões, quando tentou ser mais espontâneo foi imediatamente criticado nas redes sociais pelos internautas, que consideraram machista a recomendação dada por ele para o outro conquistar a modelo Flávia.

Além da forma deselegante ao se referir a uma mulher, com essa postura Roberto Justus acabou incorrendo em outro erro grave, que foi o de interferir na dinâmica do jogo. Como apresentador, ele pode (e deve) comentar com os peões sobre o que se passa na fazenda, mas jamais dar dicas de como devem se comportar em seus relacionamentos interpessoais lá dentro. De forma escancarada, ficou para Marcelo que é interessante para o programa ter casais se formando no jogo. Ou seja, Justus se comportou como um diretor de atores que estão ali para seguir um roteiro. E, o que é pior, fez ao vivo, o que tira ainda mais o pouco da credibilidade de um reality show.

Mas, tirando esse tiro no pé, seria interessante que Roberto Justus começasse a fazer o dever de casa e se inteirasse mais sobre o que realmente acontece no dia a dia dos peões e que fosse colocado mais na prova de fogo de interagir diretamente com os confinados. O próprio Fábio Arruda ao participar do “Hoje Em Dia” dessa sexta-feira (6), após ter sido eliminado na noite anterior, deu um toque sobre uma das piores falhas dessa edição, que é a falta de contato visual com o apresentador. “Quando pedi que me colocassem na roça era pra eu poder participar da prova (do fazendeiro). Eu até brinquei com o Roberto quando falei: ‘Eu quero te ver, Justus. Eu só te vi na entrada, não te vejo mais’.”, contou o consultor de etiqueta. E acrescentou: “É gostoso se sentir participante do jogo, sentir que faz parte, e não que você está apenas enfeitando um programa”. Ou seja, a falta de interatividade do apresentador com os peões está incomodando tanto o público quanto os próprios participantes.


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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

“MasterChef Profissionais”: Histórias tristes de Mirna não garantem sua permanência e máscaras de Francisco e Clécio incomodam


A saída de Mirna no quinto episódio do “MasterChef Profissionais” que foi ao ar nessa terça-feira (3), na Band, emocionou tanto os demais concorrentes que torciam por ela do mezanino quanto os jurados, Paola Carosella, Érick Jacquin e Henrique Fogaça. A decisão dos três chefs, no entanto, foi justa já que a pernambucana apresentou o pior resultado na Prova de Eliminação que pedia uma sobremesa com esculturas de chocolate. É preciso lembrar que a competição é de culinária e não uma disputa de quem tem uma história pessoal mais comovente. Desde a estreia do programa Mirna sempre aproveitou cada momento em que as câmeras estavam focadas nela para se colocar como aquela pessoa que já sofreu muito, mas só pensa em “acarinhar” o próximo. Era uma bondade exacerbada que beirava a vitimização.

Mas as lágrimas dos demais participantes também foi porque Mirna perdeu ao ficar entre os piores justamente ao lado de Francisco e Clécio. A postura da dupla não vem despertando muita simpatia dos demais na disputa. Clécio por sua já conhecida mania de interpretar o personagem do mineirinho com sotaque caipira, que agora resolveu também trocar a letra erre pelo “ele”. É tão visível que é proposital o erro que ele repetiu sete vezes “tlêis” quando queria dizer que tinha usado três quilos de feijão. Curioso que só agora ele começou a fazer essa troca de letras. Deve estar aperfeiçoando o personagem criado para chamar a atenção. Seu parceiro, o “Paizão”, não fica atrás. Na primeira prova em equipe da temporada em que foi capitão do time Vermelho, Francisco escolheu Raissa para liderar o Azul, crente que sua vitória seria certa diante da inexperiência da jovem. Não foi o que aconteceu. Pelo contrário, ele perdeu de lavada e ainda tentou fazer média com os jurados, parabenizando os adversários após todos terem subido para o mezanino. Raissa e Irina logo perceberam o jogo de cena do participante.

Também não passaram despercebidas duas situações em que Francisco agiu de forma dissimulada. Primeiro quando ele se esqueceu de servir o vinagrete na Prova da Comida de Boteco e disse que tinha decidido não soltar o molho porque os cortes estavam grandes. Angélica, que tinha feito o preparo com Lubyanka, não teve coragem de desmascará-lo diante de todos, mas falou para a câmera que o veterano tinha mentido. A segunda situação foi na Prova de Eliminação, quando o cozinheiro fingiu não ouvir a sugestão dada por Pablo do mezanino para que ele usasse um spray na luva para não grudar o chocolate e afirmou ter desistido de usar o molde. Francisco disfarçou e logo depois aplicou a dica, dizendo que a ideia tinha sido sua. Continuou não funcionando, mas serviu para mostrar a falta de transparência do participante. Resta aguardar para ver até onde a dupla vai avançar na competição. E até quando vão permitir que o mezanino continue ajudando Lubyanka a se salvar nas Provas de Eliminação...


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“Filhos da Pátria”: Série brinca com origem histórica do caos brasileiro com um texto inteligente e concatenando todas as épocas


Em um desses casos raros que acontecem a cada década na televisão brasileira, o roteiro é a grande estrela de “Filhos da Pátria”, seriado na Rede Globo que brinca com a História do Brasil para falar sobre bizarrices comuns aos brasileiros de qualquer época. Exibido semanalmente às terças-feiras, após a estreia no dia 19 de setembro, a cada episódio fica ainda mais realçado o humor inteligentemente irônico de Bruno Mazzeo, criador, roteirista e narrador do programa. O marco no tempo é 8 de setembro de 1822, um dia após a Proclamação da Independência do Brasil. Deixando de lado personagens históricos, os protagonistas são pessoas comuns que não passariam de meros figurantes em um documentário baseado em fatos reais. E é aí que a licença poética e a liberdade de criação permitem uma identificação instantânea entre mazelas passadas e contemporâneas. Não deixa de ser uma forma bem humorada de tentar buscar a origem do caos em situações aparentemente triviais, como aquela do aumento do preço da cocada, sinalizando a inflação subindo; propinas chamadas de “regalo”; o desabamento do palanque da festa de coroação de Dom Pedro I após o superfaturamento do projeto da obra; além de detalhes sutis como o uso do gentílico “carioca” quando o Rio ainda era apenas uma província, e por aí vai.

É claro que o texto perderia sua excelência se não ganhasse do elenco uma interpretação à altura. Nesse ponto, Alexandre Nero é o grande condutor da trama com seu Geraldo Bulhosa, um réles e atrapalhado funcionário público que sucumbi às propinas oferecidas por Pacheco, o grande mentor dos esquemas de corrupção do governo interpretado com maestria por Matheus Nachtergaele. Ninguém melhor também do Fernanda Torres para ser Maria Teresa Bulhosa, a mulher de Geraldo que não se conforma com a pobreza e faz de tudo para galgar uma posição entre a nobreza. A atriz está à vontade no papel, embora repita expressões e trejeitos que remetem a Vani, sua personagem em “Os Normais”. Enquanto Johnny Massaro está surpreendendo como Geraldinho Bulhosa, um playboy de época tão atrapalhado e canastrão quanto o pai. Destaque ainda para Jéssica Ellen, intérprete da escrava que guarda dinheiro para comprar sua alforria e que ironicamente se chama Lucélia, nome da atriz, Lucélia Santos, que através da novela “A Escrava Isaura” imortalizou a heroína do romance de Bernardo Guimarães. Sem falar que o tema que abre e encerra os episódios é nada menos do que “Quando o Morcego Doar Sangue”, na voz de Bezerra da Silva. É entretenimento de qualidade e na medida certa.


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terça-feira, 3 de outubro de 2017

“Tempo de Amar”: Com direção artística deslumbrante, texto irretocável e elenco estelar, novela traz padrão de horário nobre


“Tempo de Amar” completa uma semana no ar mostrando que tem tudo para entrar para a galeria de tramas de época com alto padrão de qualidade, apresentando uma história simples, porém envolvente, interpretações irretocáveis e uma fotografia deslumbrante. Com uma textura cinematográfica, a novela das seis da Rede Globo que estreou na terça-feira (26 de setembro) traz a marca registrada da direção artística de Jayme Monjardim através da suavidade na luz obtida através de filtros devidamente dosados e da leveza de cada movimento de câmara. E essa linguagem visual veste perfeitamente a história de autoria de Alcides Nogueira, que tem todos os ingredientes dos bons e autênticos folhetins, como amores proibidos, traições, personagens marcados por tragédias ou por segredos do passado, discursos políticos, religiosidade e a disparidade entre classes sociais. A sucessão de acontecimentos dá agilidade e reforça as tramas dramáticas, assim como o texto pausado valoriza e dá força aos diálogos.

Ambientada em 1927 e baseada no livro “Amor e Morte”, de Rubem Fonseca, e tem como eixo principal a história de amor de Maria Vitória (Vitória Strada) e Inácio (Bruno Cabrerizo), que vivem em Portugal. Ela é a menina rica, órfã de mãe e filha do rico produtor de uvas José Augusto (Tony Ramos), que se revolta ao saber que ela está esperando um filho rapaz, morador de um vilarejo, que partiu para Brasil em busca de novas oportunidades no Rio de Janeiro, sem saber da gravidez da amada. E aí começa os desencontros do casal. A aposta em dois atores praticamente desconhecidos do grande público para protagonizarem o casal romântico da novela foi um acerto, pois dá um frescor novo aos personagens. Gaúcha, Vitória, de 20 anos, está estreando em televisão, enquanto Bruno, de 38, é um ex-jogador de futebol carioca que desistiu do esporte e foi para a Itália trabalhar como modelo, ator e apresentador de TV. A sintonia entre os dois no vídeo foi imediata, não permitindo nem que a diferença de idade fosse percebida.

Com um elenco de primeira grandeza, nesses sete primeiros capítulos Marisa Orth foi um dos destaques interpretando a fadista Celeste Hermínia, mulher correta, mas que se submete há 30 anos à condição de amante do Conselheiro Francisco Alcino (Werner Schünemann), que vive preso ao compromisso de cuidar da esposa doente. Marcada mais por personagens com perfil cômico, a atriz vem surpreendendo com um trabalho emocionalmente dramático. Ocupando a posição hors concour está Regina Duarte, emprestando todo seu talento, experiência e versatilidade a Madame Lucerne, a cafetina francesa que brilha no palco e circula com desenvoltura pelo salão da sua Maison Dorée. Mas ela também guarda segredos não confessados nem nas visitas que faz à igreja camuflada de viúva. Sem dúvida, a atriz brilhando nos cenários do Rio Antigo e Tony Ramos nas locações que representam a cidade fictícia de Portugal contribuem para tornar nobre o elenco do horário.






sábado, 30 de setembro de 2017

“MasterChef Profissionais”: Nova polêmica sobre uso de animais em estúdio e outra eliminação por erro amador de cozinheiro


Mais uma vez a falta de profissionalismo foi uma das características mais marcante do “MasterChef profissionais”, da Band, que chegou a seu quarto episódio na terça-feira (26). Depois da saída de Berta por sua falta de familiaridade em preparar feijão, e de William, que cometeu o erro crasso de apresentar no prato um camarão sujo, dessa vez foi a vez de Guilherme ser eliminado após servir bife de fígado cru, simplesmente porque “é o ponto que ele gosta de comer”. Ora, onde foi parar toda aquela experiência que a maioria dos participantes exalta ter adquirido em restaurantes estrelados e escolas renomadas, todos conhecidos internacionalmente? Não é o que se tem visto no ar, pelo contrário, os sinais de amadorismo só se agravam a cada semana. Como pode Clécio, o mineiro que força no sotaque e na bajulação dos jurados, dizer que nunca mexeu com uma panela de pressão? A mesma revelação repercutiu nas redes sociais quando foi feita no programa por Deborah Werneck, uma das finalistas do último “MasterChef Brasil”. E olha que se tratava de uma cozinheira amadora.

Fora o despreparo dos profissionais, o que realmente tem movimentado a web são as discussões provocadas pelo fato de animais estarem sendo usados de forma um tanto apelativa no programa. Primeiro foram carcaças de leitões penduradas em ganchos de açougue, agora foi uma vaca que adentrou o estúdio puxada por seu criador. A encenação fazia parte da Prova de Eliminação em que mais uma vez repetiram um leilão de cortes, já realizado em outra temporada, cuja moeda de lance dos participantes era o desconto no tempo de cozimento. E Paola Carosella aproveitou para se posicionar quem critica o consumo de carne. “Quando a gente cozinha frango, o impacto não é tão grande. Mas quando a gente tem do lado um bicho desses, de 800 quilos, com essa carinha, esses olhos, a gente se horroriza. Quem está em casa começa a falar mal e, enquanto isso come a pizza com uma fatia de linguiça ou tem um sapatinho de couro”, ironizou a chef argentina. “Sim, eu me considero uma pessoa cruel, eu como carne. Mas assumo a minha responsabilidade. A segunda responsabilidade é estar ciente da carne que come, pesquisar quem está por trás do bicho e como esse bicho foi criado. A terceira é tomar cuidado ao cozinhar. Temos de saber aproveitar o boi, do rabo ao nariz, e respeitar muito bem cada pequenininho pedaço de carne que ele nos dá”, afirmou a jurada. E concluiu: “É difícil, mas é a realidade, não vamos ser hipócritas!”. Enquanto os dois outros jurados, Érick Jacquin e Henrique Fogaça, igualmente carnívoros, permaneceram calados.

É uma questão a ser analisada com cuidado, pois a razão não está cem por cento de nenhum lado. Primeiro porque se trata de uma competição de culinária que não tem em seu formato qualquer comprometimento em atender quem segue um ou outro tipo de dieta. Segundo porque não é feita para fazer apologia se o melhor para o ser humano é ser carnívoro, herbívoro ou onívoro. O que interessa para o público é ver quem se porta melhor em uma cozinha e, por dedução, torcer por quem cozinha melhor. Agora, cabe ao programa também respeitar alguns limites e não forçar tanto a barra ao expor semanalmente animais como está fazendo apenas para tentar conquistar audiência criando polêmica. Não se combate uma hipocrisia com outra.



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“Dancing Brasil”: Competição chega ao fim com vitória justa de Yudi, um somatório de acertos e terceira temporada confirmada


A vitória de Yudi Tamashiro na final da segunda temporada de “Dancing Brasil”, que foi ao ar na Record na segunda-feira (25), não foi apenas merecida como mostrou que há competições em que, apesar dos interesses dos realizadores, ainda é possível respeitar a vontade popular. Sem dúvida, o apresentador foi o candidato que mais se destacou desde a estreia do programa, assim como as outras duas finalistas, Suzana Alves e Lexa, igualmente mostraram garra e muita evolução ao longo da competição. Claro, que a seriedade e a avaliação criteriosa dos jurados, Fernanda Chamma, Jaime Arôxa e Paulo Goulart Filho, tiveram um peso significativo para que fossem os três na final. O público apenas deu seu aval, lembrando que a emissora tem sido uma das únicas a dizer no ar a empresa de auditoria que fiscaliza a votação feita através da internet.

Mesmo tendo praticamente emendado a segunda temporada na primeira, o programa não chegou a cair na mesmice justamente por seu formato ágil. Diferentemente de outras competições do gênero que apostam em um único ritmo para todos os participantes por episódio, no “Dancing” cada dupla tem o seu próprio desafio e essa variedade dá mais agilidade ao programa. Contribui para dificultar e valorizar a disputa o fato de a coreografia ser feita em cima de músicas que não necessariamente correspondem ao ritmo dançado e são interpretadas ao vivo no palco. E ainda há a participação de todo o elenco em números musicais variados e até mesmo surpreendentes a cada noite.

A própria final abriu com uma coreografia que reuniu a apresentadora Xuxa e seu assistente Sérgio Marone, os três jurados e todas as 12 duplas que participaram da competição. A apresentação misturou vários ritmos e mais uma vez transformou o estúdio em uma verdadeira casa de espetáculos. Apesar de não ter sido um grande sucesso de audiência, “Dancing Brasil” foi a melhor aposta da Record em 2017. E acertadamente já tem confirmada a terceira temporada para o ano que vem.


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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

“MasterChef Profissionais”: Episódio repete prova, chefs não mudam discursos nas críticas, cozinheiros cometem mesmos erros e competição culinária perde audiência


A queda na audiência e a falta de repercussões mais acaloradas na web sobre o “MasterChef Profissionais” podem estar sinalizando que está faltando novos “tômperos” nessa segunda temporada do reality de culinária da Band. Ou pode não ter sido uma boa ideia colocar no ar com um espaço de tempo tão curto uma versão que muda apenas no nome, mas que traz exatamente os mesmos ingredientes da anterior com amadores. Nas duas categorias, os cozinheiros repetem os mesmos erros, as mesmas inseguranças e até alguns perfis que beiram a interpretação de personagens roteirizados. Tanto que a eliminação de Berta, semana passada, e a de William, nessa terça-feira (19), não causaram maiores repercussões. Os dois episódios foram como pratos servidos mornos, preparados com técnicas manjadas e sem sabor. Falta o toque “masterchef” que realmente surpreendesse e agradasse o paladar do público, que a cada “serviço” fica mais exigente.

O cardápio se repete. No segundo episódio, a Caixa Misteriosa para se preparar um menu vegetariano até foi interessante, o desafio de cortar um frango em partes perfeitas na Prova de Eliminação foi exatamente igual a feita no “MasterChef Brasil” do ano passado, em que a chef argentina deu uma aula para os cozinheiros amadores de como destrinchar a ave e até mostrou exatamente o que é e onde está localizada a famosa “ostra”, desconhecida da maioria dos profissionais. Aliás, outra cena da temporada anterior se repetiu nessa: ao criticar o prato de Berta, a profissional eliminada no primeiro episódio, Paola comparou seu frango a um “sapo amassado na estrada” e imitou a pose do bicho morto. Exatamente como fez na competição entre amadores ao dizer que o ouriço preparado por Mirian tinha “cara de barata amassada”. A jurada gosta desse tipo de encenação, pois sabe que pode render memes na internet e torná-la mais popular.

Nesse segundo episódio houve uma pequena mudança na primeira Prova em Equipe, que foi os participantes não terem sido divididos em dois grupos, até porque deveriam preparar mil pratos para 250 convidados de uma festa de casamento. A vitória de Ravi foi justa, pois incontestavelmente seu desempenho foi o melhor. Enquanto o veterano Francisco só tem pose de “papai sabe tudo”, na prática só deu bola fora e foi o responsável pelo pior resultado. Pablo não fica atrás, ficou claro que a demora no cozimento do peixe foi porque ele não colocou no forno na hora que tinha sido sugerida por Monique mais de uma vez. No entanto, como ele já trabalhou com Érick Jacquin e talvez para agradar o chef francês, Mirna usou seu poder de líder para salvá-lo da prova de eliminação. Quem acabou saindo por fazer o pior prato com frutos do mar, inclusive com camarão sujo, foi William, apesar de todas as dicas que recebeu do mezanino. Esse tipo de ajuda não deveria ser permitido, mas pelo que deu para perceber pelas imagens, acontece livremente no momento em que os jurados, Paola, Jacquin e Henrique Fogaça, não estão acompanhando in loco a gravação da prova. O auxílio até foi citado de forma evasiva por Fogaça na hora da avaliação do prato, dito em tom de quem ouviu falar, mas não testemunhou o fato. A produção deve contar depois tudo o que rolou durante as provas para os três chefs e a apresentadora Ana Paula Padrão fingirem que estavam na cozinha o tempo todo.

Em relação aos participantes, contrapondo a pose de Francisco, que faz lembrar a postura que beirava ao pedantismo de Ivo na primeira temporada de profissionais, dessa vez o que começa a incomodar é a humildade que beira a vitimização de Mirna. Está ficando chato a edição estar dando destaque para o apelo da baiana para seus dramas familiares, como se o critério principal da competição fosse a história pessoal e não os dotes culinários. No primeiro episódio ela usou seu clipe para contar que era filha de pais alcóolatras, o pai batia na mãe, a mãe batia nela, e mesmo assim ela dedica sua vida a acarinhar as pessoas com massagens e através da cozinha. Aí no segundo, após não se dar bem como chef de equipe, Mirna voltou a apelar para o emocional para tentar justificar seu desempenho mediano: “Depois do dia da perda da minha mãe, é mais um dia que estou tendo que conter a minha emoção para segurar a onda de outras pessoas. Isso é desesperador”, afirmou ela. Repetir depoimentos dramáticos não tem a ver com a proposta da competição, portanto a falha maior é da direção do programa que permite dar destaque a esse tipo de desabafo na edição.

Da mesma forma está ficando forçado o personagem de mineirinho caipira encarnado por Clécio. No começo foi até vista com bom humor sua idolatria pelos jurados, em especial por Paola, mas virou uma bajulação repetitiva e inconveniente. Perdeu a graça também porque deu para perceber que ele só carrega no sotaque mineiro quando está diante de Paola, Érick e Fogaça ou nos depoimentos gravados para serem inseridos na edição. Quando está conversando informalmente com os demais concorrentes parece outra pessoa se expressando. Mas ao que tudo indica por enquanto apenas Irina e Ravi se tocaram que Clécio não é tão ingênuo e amiguinho de todos como tenta parecer. Pelo contrário, “ele é estrategista”, como observou o gaúcho.
A falta da mesma empolgação de antes manifestada pela audiência pode ser ainda por que ele sabe que não adianta torcer por um ou outro concorrente durante a temporada. A opinião e o voto do público só vão valer na final, quando restarem apenas os dois cozinheiros que os jurados escolherem e que, certamente, deve corresponder aos interesses dos realizadores do programa. E até nesse ponto não existe mais a expectativa de antes, pois mal começou e os spoilers de quem são os dois finalistas já estão sendo divulgados na internet.



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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

“A Fazenda”: Falhas da direção e falta de versatilidade de Justus como apresentador prejudica votação para formar primeira Roça


A formação da primeira Roça de “A Fazenda – Nova Chance”, nessa terça-feira (19), tinha tudo para ser uma noite em que a Record poderia conquistar maior audiência, não fossem os erros crassos da direção ao não saber conduzir a edição das imagens gravadas e a total falta de versatilidade e carisma do apresentador Roberto Justus. Por mais que se questione o nível de categoria na escalação dos participantes, até agora todos estão cumprindo exatamente o papel já previsto de quem se propõe a entrar nesse tipo de reality. E como o público que acompanha esse tipo de atração espera, na hora da votação não faltou confusão. Teve peão não cumprindo o combinado e votando em membros do próprio grupo, teve troca de acusações e até bate-boca com direito a palavrões, ao vivo, principalmente entre Dinei e Ana Paula Minerato. A modelo acabou levando dez votos e foi para a Roça ao lado de Monick Camargo, indicada por Flávia Viana, a Fazendeira da semana, e de Nicole Bahls, escolhida pela própria Ana. Foi boa a ideia de surpreender com uma Prova do Fazendeiro entre as três roceiras imediatamente após a votação, dentro da proposta de desestabilizar aqueles que acham saber tudo que vai acontecer por já serem veteranos em realities. Melhor ainda foi justamente a mais votada, Ana Paula, ter vencido o desafio e voltado para a sede como Fazendeira.

Lamentavelmente, Roberto Justus não tem o menor traquejo para conduzir esse tipo de programa. Para começar, é ridículo um ao vivo em que os participantes apenas ouvem a voz do apresentador. Ele poderia ao menos ser visto através de um telão. Para piorar, o problema técnico de áudio, que se verifica desde a estreia, dificultou ainda mais a comunicação entre eles. Talvez por falta de retorno, Justus não parava de falar, ignorando as manifestações dos peões. Discussões e troca de farpas rolando no palco da votação e o apresentador sempre sorrindo e seguindo seu texto no teleprompter, completamente alheio ao que estava acontecendo. E mesmo quando tomava conhecimento, não ousava sair do roteiro previamente estabelecido. Deu até vontade de parar de assistir a Prova do Fazendeiro, pois Justus atrapalhou as roceiras com suas interferências inconvenientes quando as três precisavam de concentração.

Mas a falha mais grave da noite foi cometida pela direção, assinada por Rodrigo Carelli, que está cometendo o mesmo erro de repetir as mesmas informações e imagens de forma seguida em uma mesma edição. No programa gravado de sexta-feira (15), por volta dos cinco minutos, Roberto Justus apareceu dizendo; “Ontem foi dia de prova, valendo um carro zero... E o assunto deu o que falar depois”, aí entrou quase cinco minutos de imagens com os peões falando mal de Ana Paula em diversas situações. Terminado o bloco, apareceu exatamente a mesma “cabeça” de antes com o Justus dizendo: “Ontem foi dia de prova...”, e aí sim entraram algumas imagens dos comentários sobre o sorteio do carro zero para, em seguida, Ana Paula voltar a ser assunto antes de várias sequências da lida com os animais. No fim, a única chamada gravada pelo apresentador para um episódio de quase uma hora de duração, foi repetida duas vezes e não correspondiam exatamente às situações mostradas. Ah, ele também gravou um “A Fazenda Nova Chance volta já”, para chamar os comerciais. E voltou a aparecer na Prova da Chave, que também estava gravada.

Já nessa terça-feira foi a vez de Justus chamar uma matéria e colocarem no ar a mesma sequência de imagens que já havia sido mostrada no bloco anterior, sobre outro assunto, claro. Como estava ao vivo, foi interrompida e o apresentador entrou para avisar que “agora sim”, iriam mostrar as imagens corretas. Será que não existe uma equipe de redação trabalhando em conjunto com os editores? E o que faz a direção que não revisa o material antes de jogar no ar? Ou seja, qualquer resultado negativo em relação a essa temporada não deverá ser atribuído tão somente aos peões escolhidos, mas principalmente à falta de profissionalismo dos realizadores e a incompetência Roberto Justus para comandar uma atração em que descontração, sagacidade e inteligência são fundamentais para acontecer uma devida interatividade entre apresentador e confinados.


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terça-feira, 19 de setembro de 2017

“Dancing Brasil”: Jaime Arôxa rebate vaia impondo seu papel como jurado técnico e Milene sofre queda no palco na semifinal


Depois de escapar da zona de risco durante toda a segunda temporada do “Dancing Brasil”, Milene Domingues não conseguiu se salvar da eliminação justamente na semifinal, nessa segunda-feira (18), na Record. Pela votação do público, a atleta Jaque Carvalho também deixou a competição, enquanto a funkeira Lexa foi salva e disputará a final com Yuri Tamashiro e Suzana Alves. A eliminação de Milene, no entanto, não surpreendeu tanto, já que seu desempenho nunca foi dos melhores. E logo na sua primeira apresentação da noite, ela acabou levando um tombo feio enquanto dançava samba com seu coreógrafo, Rafael. Aparentemente, a falha foi mais dele, que segurou apenas as pernas da parceira, deixando o corpo dela solto no ar. A questão não foi tratada pelos jurados, Jaime Arôxa, Fernanda Chamma e Paulo Goulart Filho. Talvez como consolo, na segunda apresentação a dupla ganhou o primeiro dez de sua trajetória, dado por Arôxa, dançando cha cha cha.

Se com Milene o jurado foi generoso, o mesmo não aconteceu quando Suzana Alves se apresentou dançando salsa com seu coreógrafo, Tutu. Quando Arôxa começou a falar que esperava mais do número, a plateia não se conformou e começou a vaiar. Mas ele não se intimidou e rebateu dizendo que não estava ali para bater palma para todo mundo. “Estou aqui para fazer meu trabalho e dizer que tem que ser bem feito. O programa só é bom por causa da gente (os jurados) também. Sabia disso?”, afirmou ele, enquanto Xuxa tentou cortar o assunto chamando a outra jurada, mas se tocou que Arôxa ainda não tinha concluído seu julgamento, pediu desculpa e o deixou prosseguir. Não é a primeira vez, porém, que a apresentadora discorda claramente das opiniões do jurado. Para amenizar o clima, Fernanda e Paulo foram só elogios e deram dez para Suzana, o que acabou ajudando a livrá-la da zona de risco.

A postura de Arôxa não foi apenas um momento isolado no “Dancing Brasil” como também reflete uma questão que tem sido levantada ultimamente, que é a função que jurados devem desempenhar em qualquer tipo de competição. Papel esse que vem perdendo seu real valor em função de nem todos os programas terem a preocupação de convidar profissionais gabaritados para fazerem avaliações consistentes e imparciais. Há pouco tempo tivemos duas situações constrangedoras em duas atrações da Rede Globo: no “Dança dos Famosos” e no “Popstar”. No quadro do “Domingão do Faustão”, a atriz e bailarina clássica Carolina Kasting foi agredida nas redes sociais simplesmente por ter dado uma nota 9 após ter elogiado uma participante. Duas semanas depois, Carolina voltou a ser alvo de piada no próprio programa, com a conivência do apresentador Fausto Silva. Ora, se não há cuidado na seleção de jurados, não pode haver patrulha sobre o julgamento dos mesmos. Mas deve haver, sim, responsabilidade de quem comanda o programa de não deixar que a plateia constranja quem está com a palavra. Como aconteceu no episódio do “Popstar” em que Mônica Iozzi foi vaiada apenas por não ter apertado o botão para Alex Escobar que, diga-se de passagem, era um dos participantes mais limitados como cantor. E Fernanda Lima, como apresentadora, apenas achou graça da situação e nada fez em defesa do direito de a jurada ter opinião própria. Graças a seu jogo de cintura, Mônica não se intimidou e encarou a plateia de frente. Como fez Arôxa agora.

Ou seja, primeiro é preciso mais responsabilidade dos realizadores de competições na hora de convidar profissionais que realmente tenham aval para serem jurados conforme a área de atuação que esteja sendo alvo da disputa. E segundo, que os critérios desses profissionais sejam respeitados tanto pela plateia quanto pelos apresentadores.


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Sobre Mônica Iozzi no "Popstar" em:
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Sobre Carolina Kasting no "Dança dos Famosos" em:
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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

“A Fazenda”: Após falhas na estreia, peões desperdiçam nova chance repetindo alguns comportamentos já condenados pelo público


O acréscimo de “Nova Chance” no nome da temporada nove de “A Fazenda” parece ainda não ter sido entendido nem pelos realizadores, nem pelos participantes do reality rural da Record. Afinal, para todos deveria valer a máxima de que não se deve desperdiçar a nova oportunidade de fazer o certo e não repetir erros passados. Logo na estreia na terça-feira (12), no entanto, a direção, produção e técnicos do programa foram os primeiros a cometerem falhas de principiantes. Preocuparam-se em abrir usando efeitos tecnológicos dando um tom futurista e pecaram nos recursos técnicos básicos como áudio e edição de imagens. O problema no som prejudicou não apenas a comunicação entre Roberto Justus e os peões no ao vivo como também a inserção das partes gravadas previamente. Já a insegurança do apresentador foi responsabilidade apenas dele. Justus estava perdido no roteiro e inseguro ao interagir com participantes que são tarimbados em realities. Como um apresentador entra no ar sem ter feito o dever de casa de pesquisar antes o perfil dos participantes? Não é culpa da produção se ele não sabia nem o nome de todos os peões.

A ideia de modernizar a nova locação, que saiu de Itú, no interior paulista, e foi para Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, não agradou. Tirou a rusticidade que dava o toque de campo no ambiente interno da sede. Além da redução dos espaços, parece que diminuiu o número de câmeras, ou está faltando agilidade na movimentação das existentes. O ponto positivo é a emissora ter disponibilizado a transmissão ao vivo da rotina dos confinados 24 horas por dia através da internet. Por isso mesmo já foi possível constatar que a maioria dos atuais peões não está sabendo aproveitar a nova chance e está repetindo os mesmos erros que cometeram quando foram confinados em outros realities. Como é o caso de Conrado, ex-Power Couple, e Dinei, ex-Fazenda, que assumiram mais uma vez o posto de articuladores, falsos e fofoqueiros, ganhando agora o reforço de Nahim, ex-Aprendiz. O marido de Andrea Sorvetão continua até mesmo com a mania de fazer sempre deitado seus conchavos pelas costas dos seus alvos: ou é na cama do quarto ou na casa da árvore.

Rita Cadillac, ex-Fazenda, chegou dizendo querer fazer diferente, mas continua usando a idade como argumento para tudo. Adriana Bombom, ex-Fazenda, repete a linha pobrezinha com cara de metida: “Minha mãe é empregada doméstica, dorme no emprego. Meus filhos preferem ficar na Barra da Tijuca”, contou ela na cozinha. Fábio Arruda, ex-Fazenda, repaginou as sobrancelhas e assumiu um ar enfadonho de quem entrou no jogo por falta de opção. Só falta pedir para sair como fez em 2009. Assim como Marcelo Iê Iê, que abandonou o “Power Couple” por problemas de saúde e tenta socializar, mas parece deslocado sem a mulher do lado, que era quem o dirigia na competição entre casais. São novos peões que podem dar ao reserva Rafael Ilha a chance de entrar no jogo.           

Já Yuri, ex-BBB, de novo deu a largada para formar casal logo no segundo dia, tendo como alvo Monick, ex-Casa. A moça deve estar deslumbrada por sair de um confinamento com 99 anônimos para dividir os holofotes com outras 15 “celebridades”.  Nas redes sociais os internautas não gostaram e reagiram lembrando que em 2014 Yuri foi preso por agredir sua namorada. De qualquer forma, Matheus, ex-BBB, tenta fazer o mesmo cercando Ana Paula Minerato, vice-campeã da “Fazenda 8”. Diferente de Marcos, ex-BBB, que parece ter entrado no programa para aproveitar qualquer conversa em que possa discursar contra sua expulsão do reality da Rede Globo. Por isso seu áudio já foi cortado mais de uma vez no ao vivo da internet. Outras duas ex-BBB, Flávia Viana e Monique Amin tentam recuperar o tempo em que ficaram fora do ar e caíram no esquecimento do grande público. Flávia teve a sorte de ser a primeira líder, enquanto Monique vai ter que se esforçar muito para não passar em branco. Nicole Bahls voltou para a baia de suas cabras e parece nunca ter saído da “Fazenda 5”. Aritana, por sua vez, está usando seus dotes culinários de ex-MasterChef e com isso pode se tornar uma das maiores jogadoras dessa edição. Afinal, é na cozinha que acontecem os encontros mais acalorados.


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terça-feira, 12 de setembro de 2017

“Dancing Brasil”: Voto popular elimina Carla Prata e salva Milene Domingues, que fica pela sexta vez entre as piores notas da noite


A eliminação de Carla Prata do “Dancing Brasil” nessa segunda-feira (11), na Record, não causou tanta reação na web quanto o fato de Milene Domingues ter sido salva mais uma vez pela votação feita através do site do programa. É uma situação curiosa, pois faz uma divisão dentro do conceito de público, colocando telespectadores de um lado e internautas do outro. Nas redes sociais, muitos reclamam o fato de a rainha das embaixadinhas ter conseguido escapar da eliminação pela sexta vez, enquanto participantes com melhor desempenho e melhores notas dos jurados deixam a competição. Realmente, a culpa não é do júri, formado por Fernanda Chamma, Jaime Arôxa e Paulo Goulart Filho, que tem sido rigoroso em suas avaliações desde a estreia. Em nenhuma semana Milene conseguiu escapar da Zona de Risco, etapa em que os três piores disputam a permanência na disputa.

Vale lembrar ainda que na novidade da noite, a Batalha de Duplas, em que os jurados comandaram os ensaios dos concorrentes e seus professores, Milene enfrentou Carla dançando Zouk, com coreografia criada por Jaime Arôxa. E na hora da apresentação, Arôxa, Fernanda e Paulo elegeram como melhor apresentação a da modelo e seu instrutor, Bruno. Justamente a dupla que foi eliminada na votação popular. Ou seja, não é à toa que alguns internautas estejam afirmando que se na decisão final prevalecer o voto do público, a ex-mulher de Ronaldinho deverá levar o título de campeã. Yudi Tamashiro é outro que tem sido visto como queridinho do programa, só que seu desempenho está sempre os melhores. Tem ainda a jogadora de vôlei Jaque Carvalho, a funkeira Lexa e a ex-Tiazinha Suzana Alves, com seus respectivos bailarinos, correndo por fora. Na próxima segunda-feira, duas duplas serão eliminadas e três disputarão a final na semana seguinte.


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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

“Dança dos Famosos”: Ausente, Carolina Kasting é desrespeitada ao ser alvo de piada e deboche em quadro do ‘Domingão'


Deselegante e desnecessária a forma como foi tratada no “Dança dos Famosos” desse domingo (10), na Rede Globo, a nota 9 dada por Carolina Kasting para Mariana Xavier, há duas semanas quando ela participou como jurada técnica no quadro do “Domingão do Faustão”. A polêmica, que estava quieta e Fausto Silva incentivou que fosse reativada hoje, surgiu quando após rasgar elogios à performance de Mariana no forró, Carolina não deu a nota máxima esperada por ela. No ato, a atriz avaliada fez uma cara de espanto que acabou gerando memes na internet. Só que o que deveria ser apenas uma brincadeira tomou outras proporções e Carolina, que tem formação de bailarina clássica e por isso foi convidada a ser jurada técnica, passou a ser alvo de haters e a sofrer ameaças pelas redes sociais. Em um primeiro momento, Mariana saiu em defesa da outra atriz, mas, inexplicavelmente, mudou de postura e passou a instigar as manifestações contra a tal nota 9.

O absurdo começa pelo fato de alguém sentir-se tão incomodado com o fato de não receber uma nota máxima. É o cúmulo do ego inflamado. E esse absurdo toma proporção maior quando o próprio apresentador do programa resolve dar espaço para que o assunto volte à tona de uma forma debochada, grosseira e constrangedora. No vídeo em que são mostrados os ensaios dos participantes, Mariana apareceu nessa semana dizendo para seu professor, sem citar o nome de Carolina, que o caso poderia render um “processo por dano moral por quebra de expectativa”. E ainda soltou um palavrão ao responder a quem pediu para ela maneirar na demonstração de insatisfação: “Disfarça o cacete. Não sei ser assim”, afirmou ela de forma ensaiada e em um tom disfarçado de ameaça, enquanto seu coreógrafo apenas ouvia. Ficou feio, pois Carolina Kasting não estava no programa, logo foi um deboche feito pelas costas da atriz.

Para piorar, Dan Stulbach, colega de elenco de Mariana em “A Força do Querer” que estava como jurado artístico do ritmo funk, fez piada ao largar um “Você é um monstro, menina”, repetindo as palavras de Carolina, dando risada, para depois dar nota dez. O ator parecia até estar tentado reviver seus tempos de apresentador engraçadinho do “CQC”, da Band. E teve apoio da atriz Fernanda Souza, que também estava na bancada, pegou carona e disse que pretendia fazer a mesma brincadeira se fosse chamada antes, para depois dar dez. Nego do Borel, o terceiro jurado artístico, não se meteu e apenas repetiu a mesma nota máxima que já estava dando para todas as participantes. Na parte técnica, a bailarina e ex-assistente de palco de Faustão, Carol Nakamura, também deu dez, afinal ela agora está investindo na carreira de atriz e não quer queimar seu filme. O único que realmente levou a sério a sua função de analisar a parte técnica das apresentações foi o coreógrafo Octávio Nassur, que deu nota 9,7 para Mariana.

A ideia de contar com três artistas e dois bailarinos profissionais na bancada de jurados gera controvérsias no “Dança dos Famosos” desde a estreia do quadro, há 12 anos. Principalmente porque o júri artístico está mais preocupado em não criar animosidade com seus colegas e acaba achando tudo sempre lindo e maravilhoso. O que ainda salvava em anos anteriores eram os jurados técnicos. Mas nessa décima quarta edição da competição, o programa perdeu coreógrafos de peso na bancada, como Jaime Arôxa e Fernanda Chamma que estão fixos no “Dancing Brasil” da Record, e resolveu misturar profissionais renomados a atrizes contratadas da casa que também têm formação de bailarinas. Só que não tem como atrizes como Claudia Raia e Carolina Kasting fazerem um julgamento cem por cento isento de qualquer tipo de relacionamento profissional com seus colegas atores que estão dançando. Deu até pena ver Carol Nakamura cair de paraquedas na bancada, pois estava visivelmente despreparada para tecer qualquer comentário realmente técnico ou assumir a responsabilidade de dar nota a concorrentes mais tarimbadas em um meio onde ela está apenas engatinhando.

De qualquer forma, enquanto episódios constrangedores como o vivido por Carolina Kasting forem tratados com a falta de profissionalismo e a total indelicadeza como foi por parte da direção e do apresentador do “Domingão do Faustão”, cada vez mais a bancada de jurados do quadro perderá credibilidade. E menos profissionais realmente sérios vão aceitar qualquer convite para fazer parte do júri técnico.



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