domingo, 13 de novembro de 2016

“Fantástico”: Programa ignora importância mundial de eleição presidencial americana e o cunho jornalístico e ético da informação


Domingo, 13 de novembro, está no ar o “Fantástico”. Há anos atrás esta chamada era apenas a abertura da primeira página de uma revista eletrônica que tinha o compromisso de oferecer aos telespectadores o que tinha acontecido de mais relevante para o país e para o mundo durante a semana. Era a hora de se sentar diante da televisão e aguardar por reportagens jornalísticas cuidadosamente apuradas e esmiuçadas em todos os cantos do planeta. Era. Não é mais. Em plena semana em que o mundo assistiu a Donald Trump ser anunciado como novo Presidente dos Estados Unidos na terça-feira (8), o “Fantástico” deste domingo (13), cinco dias após a eleição, começa exibindo pautas que nada trazem de muito atual e somente depois mais de uma hora de programa no ar finalmente toca no assunto. E apresenta uma reportagem com um perfil repetitivo do candidato eleito, mostrando mais do mesmo. Não houve um trabalho mais profundo sobre tudo que envolveu o sistema eleitoral, ou seja, riqueza de detalhes sobre o antes o durante e o depois do pleito. Não tinham equipes mobilizadas lá para isso? O próprio editor-chefe do "Jornal Nacional", William Bonner, não viajou até lá para fazer uma cobertura à altura do seu profissionalismo?

Não teve nem a busca de especialistas que analisassem o que tal resultado pode representar efetivamente para a economia mundial, já que a grande preocupação dos brasileiros é com a crise do Brasil. A única preocupação foi em mostrar as ameaças de Trump de deportar imigrantes que estejam de forma ilegal no país e que tenham antecedentes criminais.

Mas o que mais chamou a atenção na reportagem foi a forma como não houve ali nenhuma preocupação de respeitar a imparcialidade que deve reger o jornalismo e oferecer ao telespectador elementos que permitissem a ele fazer juízo de valor sobre o que acha certo ou errado. Nada foi mostrado sobre a outra candidata, Hillary Clinton, e sobre os prováveis motivos para sua derrota. Houve uma pressa constrangedora em registrar a notícia. A matéria começou a ser exibida falando sobre uma provável perseguição de Trump a imigrantes, negros e muçulmanos e terminou emendando de forma abrupta com uma matéria sobre o lançamento de “Elis”, filme que está chegando aos cinemas contando a história da trajetória de Elis Regina.

E o que teve mais no “Fantástico”?

Bom, melhor nem falar...


 

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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

“Jogo de Panelas”: Quadro brinca com problema de dicção e mostra descuido ao não investigar alergia alimentar de inscritos


A vigésima edição do “Jogo de Panelas” do “Mais Você”, da Rede Globo, pode ser o que reuniu o grupo de participantes mais improvável de dar certo. Não apenas pelo perfil completamente peculiar de cada um como também porque à primeira vista eles não teriam quase nada que contribuísse para tornar o quadro atraente. Para agravar o improvável sucesso, teve uma participante com um problema sério de dicção e uma outra com uma alergia alimentar que poderia acarretar em grave consequência. Mas tudo foi levado na brincadeira pela apresentadora do programa, Ana Maria Braga.

O jogo consiste em selecionar cinco pessoas de da capital de um estado, dessa vez foi Goiânia, em Goiás, e a cada noite uma delas recebe as outras para um jantar temático em sua casa. Conta ponto a comida, a decoração e o figurino. Vence quem somar a melhor nota. E o ingrediente que prevaleceu nessa edição foi a discórdia, que começou com pitadas de provocação no primeiro jantar, segunda-feira (7), e caprichou na dose no último, nessa sexta-feira (11). Será que a escolha foi intencional, levando em conta que o ponto alto da edição anterior, feita no Rio de Janeiro, foi justamente as provocações de um dos candidatos, o artista plástico paranaense Anderson, que sentia verdadeiro prazer em alfinetar os outros concorrentes?

O que ficou claro é que a equipe responsável pela seleção dos participantes quis reunir perfis muitos distintos e já visando que entre eles houvesse aqueles que poderiam entrar em conflito. Na ala moderada entrou Iza, que se manteve neutra fazendo o politicamente correto o tempo todo, confessou no ao vivo que nunca entra em uma cozinha e caprichou ao se fazer de vítima para ganhar voto em seu jantar, no qual até a lasanha despencou da forma. Enquanto o sommelier Daniel e a DJ Amanda foram os mais autênticos e mantiveram o controle enquanto puderam, até não aguentarem mais e decidirem se posicionar diante das polêmicas suscitadas entre o moto-táxi Wesley e o publicitário Raimundo. Os dois não se toleraram desde o começo e a intolerância se manifestou de ambas as partes.  

Já Ana Maria Braga foi um sexto elemento no clima de discórdia. Ao receber Daniel para apresentar o primeiro jantar, com o tema Sete Pecados escolhido por ele, a apresentadora foi pouco elegante na forma de falar que Wesley desconhecia o significado de Luxúria ao ter se vestido de Faraó, pelo luxo da vestimenta. Ana Maria, achando graça de tudo, levou o troco quando ele, ao vivo, explicou no ar que tinha pesquisado sobre Luxúria na internet e escolheu a fantasia pela definição dada pelo Google. “Eu não sabia que tinha essa outra definição bíblica”, esclareceu o participante. O que serviu de lição para geral.

A apresentadora também pisou na bola e errou feio ao levar na brincadeira um problema de dicção de Amanda, que não consegue soletrar a letra erre na primeira sílaba das palavras por ter a língua presa. Foi constrangedor ver tanto Ana Maria quanto o boneco Louro José imitando a participante, quando deveriam na verdade, fazer desse caso pauta para uma reportagem que ajudasse pessoas que, como Amanda, sofrem de sigmatismo. “É uma ga-ra-cinha. Eu acho muito lindo!”, repetia a apresentadora.

Foi muito sério o descaso como foi tratado o caso de dicção de Amanda que, diga-se de passagem, tem cura e não deveria ser motivo de chacota. Mas é estranho igualmente que uma competição centrada na culinária aceite a inscrição de quem simplesmente não tem nenhuma relação com a cozinha, como foi o caso de Iza que, para piorar, revelou que corria o risco de ter a glote fechada se comesse o abacaxi servido em um jantar. Como a direção do programa não cobra da produção que na seleção dos participantes seja feita uma investigação sobre problemas de alergia ou intolerância a determinados alimentos, ingredientes ou temperos?

O nome do campeão será anunciado na segunda-feira (14) com os cinco participantes reunidos no programa ao vivo. Independentemente do resultado, seria interessante que para as próximas edições do quadro, caso aconteça, que a direção e a produção sejam mais cuidadosas na seleção. E que a apresentadora também se informe melhor sobre cada um dos participantes antes de recebê-los no programa. Ao vivo ninguém engana.


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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

“The Voice Brasil”: Ivete Sangalo ganha título de Supertécnica mas tem função inferior a assistentes de edições passadas


Para quem foi anunciada como grande novidade na atual temporada do “The Voice Brasil”, da Rede Globo, Ivete Sangalo não teve nessa quarta-feira (9) uma estreia à altura do superlativo que vem à frente do título do cargo que lhe deram. De Supertécnica não teve nada. Muito antes pelo contrário. Pelo menos nessa sua primeira aparição, a cantora teve uma atuação até menos expressiva do que tinham os chamados “assistentes” nas temporadas anteriores. Entre os que ocuparam aquela função estão Luiza Possi, Rogério Flausino, Ed Motta, Maria Gadú, e até Di Ferrero, hoje jurado do “X Factor Brasil” na Band. E eles apareciam não apenas nos ensaios como se faziam presentes assistindo junto aos técnicos a cada apresentação dos candidatos. Um detalhe que faz, sim, toda a diferença.

O que fica parecendo é que o convite a Ivete aconteceu muito mais para criar factoides em torno de uma possível rivalidade entre ela e Claudia Leitte, que pertence ao corpo de técnicos ao lado de Lulu Santos, Carlinhos Brown e Michel Teló. Se a ideia foi fazer lobby e fornecer material para a mídia sensacionalista, até nisso o tiro saiu pela culatra. O assunto já se esgotou em si. E nem forçando a barra comentários sobre a plástica de cada uma rende algum tipo de explanação que valha a pena repercutir.

E por que não teve bastidor para a escolha da dupla de Michel Teló para a Batalha quando quem não foi escolhido não foi salvo pelos outros? Nem para as duas que cantaram samba no time do Carlinhos Brown e que também a que não foi escolhida pelo técnico não foi salva. E também não teve para uma das duplas de Lulu. Apenas as duas duplas de Claudia Leite apareceram com a Supertécnica, mesmo uma delas não tendo sido salva.

Fazendo um aparte, o que é o Tiago Leifert fazendo merchandising de um banco no meio do programa? Se bobear daqui a pouco Titi vai estar anunciando o Cogumelo do Sol...

Aí entra Ivete para fazer o show de encerramento do programa com Tiago anunciando que a baiana vai cantar a música que ela escolheu para o carnaval de 2017. Ou seja, mais um merchan básico e escancarado.



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“MasterChef Profissionais”: Somente no sexto episódio jurados eliminam a candidata mais despreparada de toda a competição


Precisou passar cinco semanas desde a estreia do “MasterChef Profissionais”, da Band, para os jurados perceberem que para ganhar o título máximo da competição o candidato deve realmente ter o talento e a postura de um grande cozinheiro. “Não sei se somente cozinhar bem ajuda. Essa pessoa tem que começar a brilhar” afirmou Paola Carossella no programa dessa terça-feira (8), quando ela, Henrique Fogaça e Érick Jacquin decidiram pela eliminação de Priscylla, que não conseguiu fazer um caramelo nem uma torta de limão desconstruída.

Ou seja, foi preciso que sete cozinheiros fossem eliminados antes para que os jurados finalmente percebessem que a jovem candidata de 27 anos era a menos preparada dos 14 selecionados. Na verdade, ela chegou até essa altura da competição graças à boa vontade de seus colegas, que estavam sempre prontos para ajudá-la dando dicas sobre as receitas, emprestando ingredientes para seus pratos ou até mesmo com ensinamentos básicos sobre como manusear uma batedeira ou ligar e controlar a temperatura de um forno. Será que só os telespectadores percebiam a extrema falta de profissionalismo da candidata? Onde eles estavam quando Dayse deu o que sobrou do seu caramelo a Priscila para terem que ainda perguntar se ela tinha feito a calda? E o pior é que a candidata ainda gaguejou e tentou enrolar antes de confessar que não tinha feito. Sorrindo, claro! Uma marca registrada que só depõe contra ela própria, pois denota uma falta de interesse sobre tudo. É como se nada realmente importasse para ela, dando certo ou errado, estava sempre mostrando os dentes.

Com a saída de Priscylla, as atenções vão se concentrar muito mais no pedantismo de João e no autoritarismo e machismo de Ivo. O cozinheiro veterano não disfarça a raiva quando perde alguma prova, principalmente se a vencedora for Dayse, sua ex-ajudante. E o jovem professor está se especializando cada vez mais como julgador do trabalho dos demais concorrentes e na bajulação. Ele chegou a dizer que tinha feito uma clave de sol sobre um piano de caramelo em homenagem a Fogaça, que tem uma banda. Jacquin até ironizou, porque o tipo de som do outro nada tem a ver com esse instrumento.

Apesar de que o mezanino tem incentivado os candidatos a revelarem outras características. Como Marcelo que, após vencer a prova de serviço ao lado de João e Fádia, ficou mais opinativo enquanto observavam lá de cima os demais na prova de eliminação. Só que ele muda de opinião conforme os jurados fazem uma avaliação diferente da dele. Apesar de que foi sincero quando o prato de Priscylla foi criticado: “Só por um milagre de Deus ela está aqui até agora”, admitiu Marcelo.

Mas algumas tiradas da concorrente até faziam rir, como quando ela foi direto para a prova de eliminação e disse, no mezanino, ter certeza de que se sairia bem na prova de equipe da qual ficou de fora. Sendo que quando participou de uma, há algumas semanas, foi a que se saiu pior e mais prejudicou sua equipe. E quando Fogaça perguntou se estavam desanimados, antes de começar a prova de eliminação, foi a única que respondeu: “Sim, chef!”. Foi tão surreal que até Dayse, ao lado dela, não se segurou e riu. Isso depois de já ter largado um “Odeio caramelo”, um “Odeio releitura” e um “Odeio torta de limão”. E mais tarde deixou o programa, com seu indefectível sorriso, dizendo: “Saio feliz por ser sobremesa”. Oi?

A sensação que fica é de que Priscylla estava muito mais interessada na vitrine do programa, já que se acha a mais linda de todas em qualquer lugar. Deveria se inscrever em um concurso de beleza se este é o forte dela. “Ela está falando que vai sair desde o primeiro episódio”, lembrou Fádia, que percebeu a estratégia da outra. “A Priscylla nas provas mostra muito negativismo, parece que é para a gente deixar ela de canto, pra não ser a pessoa mais importante naquele momento. Então sempre fica aquela dúvida na hora da prova: será que ela não sabe mesmo ou está inventando pra gente cair no lero dela”, completou Marcelo.

Priscylla só precisa assistir à gravação desse programa e prestar atenção no que lhe foi dito na hora da sua despedida dos jurados, pois na saída, ela falou para a apresentadora Ana Paula Padrão que Jacquin a convidou para trabalhar com ele. E o que o chef na verdade afirmou foi: “Se você quer um lugar para aprender eu te arrumo. Para aprender a fazer confeitaria”. É bem diferente de “Vem aprender comigo”. Ou, Priscylla usou o mesmo artifício de quando fez a torta de limão desconstruía com massa crua e disse na cara dura: “Quem sabe cola?”. Ou quando ao esperar a avaliação de seu prato e filosofou: “Joguei para o universo. Vamos ver o que vai voltar para mim”. Como diz a Paola, com seu sotaque argentino, foi de cair o “quejo”...




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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

“Haja Coração”: Mariana Ximenes brilha em último capítulo morno em que nem fim do suspense sobre casal romântico empolga


Na tentativa de ter uma identidade própria e fugir do final óbvio de Tancinha (Mariana Ximenes) com Beto (João Baldesserini), como aconteceu em “Sassaricando”, o último capítulo de “Haja Coração”, novela das sete da Rede Globo, que foi ao ar nessa terça-feira (8), mostrou a feirante optando pelo amor de Apolo (Malvino Salvador). Na história de Silvio de Abreu exibida há 28 anos e que inspirou a trama atual, escrita por Daniel Ortiz, o escolhido da mocinha foi o publicitário, que na nova versão se deu muito bem com a entrada em cena de Paloma Oliveira, fazendo uma participação inesperada e exuberante para ser o novo alvo do eterno conquistador. Foi a sequência mais legal do capítulo, já que a cena do casamento de Tancinha e Apolo, que coube num porta retrato, deixou o final bem sem graça. Além de ter contrariado o resultado de várias enquetes nas quais a maioria do público manifestou preferir que o eleito fosse Beto e não o piloto.

Ao longo de cinco meses no ar, “Haja Coração” passou por altos e baixos. Começou muito preocupada em não ser vista como um remake e, com isso, no meio do caminho quase se perdeu na tentativa de contar uma história que não tinha mais como ser cem por cento original. Na reta final tentou fazer um bom acabamento para esconder os pontos fracos da fase de alinhavo, mas extrapolou em algumas saídas encontradas. Um dos pontos que não funcionaram no arremate foi a ideia de transformar quase todos os malvados em bonzinhos arrependidos. Foi bem rasa a justificativa de que Carmela (Chandelli Braz) maltratava Shirley (Sabrina Petraglia) por se sentir responsável pelo defeito na perna da irmã. Assim como ficou vaga a regeneração dos ambiciosos, como Leonardo (Gabriel Godoy), Gigi (Marcelo Médici) e Aparício (Alexandre Borges). O que salvou mesmo foi tudo ter sido feito em tom de comédia.

Já o núcleo envolvendo Malu Mader, Carolina Ferraz e Ellen Roche parecia pertencer a outra novela. Por mais que as atrizes se esforçassem, era como se suas personagens tivessem caído de paraquedas na novela e não se ajustaram às situações criadas para justificar estarem ali. Outra trama obsoleta girou em torno do triângulo amoroso formado por Giovanni (Jayme Matarazzo), Bruna (Fernanda Vasconcelos) e Camila (Agatha Moreira). Insosso, não empolgou nem mesmo com o surto de loucura de Bruna no final, torturando o ex-amado em cenas que abusaram nos requintes de crueldade claramente inspiradas em filmes como “Encaixotando Helena” e “Louca Obsessão”. Felizmente o horário da novela não permitiu chegar ao auge do terror visto no cinema.    

É preciso destacar, no entanto, algumas interpretações que fizeram toda a diferença e realmente deram um fôlego extra à novela. Na frente da lista está Mariana Ximenes que, apesar do cansativo “mi” eu isso, “mi” eu aquilo de Tancinha, deu um brilho todo próprio à feirante que mereceu reinar como protagonista absoluta. A seu lado, o ator João Baldasserini também se sobressaiu e caiu no gosto do público, suplantando com seu talento a pose de galã já ultrapassada de Malvino Salvador. Não há como não citar ainda Grace Gianoukas, que fez até Fedora “ressuscitar” na trama e ainda ganhar a companhia de Cristina Pereira, em uma bela homenagem à intérprete da mesma personagem em “Sassaricando”. E, para concluir, o casal revelação da novela, Shirley e Felipe, que literalmente “shipparam” como Shirlipe e conquistaram a torcida do público graças à entrega de seus intérpretes, Sabrina Petraglia e Marcos Pitombo. Se tivessem guardado o casamento de Shirlipe para o último capítulo, o final poderia ter sido mais animado.


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terça-feira, 8 de novembro de 2016

“X Factor Brasil”: Noite Retrô é marcada por candidatos sem cultura musical e jurados não honrando a função de mentores


Em clima Retrô, a apresentação do Top 8 do “X Factor Brasil” nessa segunda-feira (7), na Band, teve mais deslizes de candidatos e de jurados do que propriamente a nostalgia que o tema sugeria. A expectativa de ver os candidatos empolgados em fazerem uma viagem no túnel do tempo interpretando sucessos dos anos 70, 80 e 90 naufragou diante da falta de cultura musical da maioria. E o que restou aos jurados foi se digladiarem entre si, um criticando o outro em uma discussão que só levantou um questionamento sobre qual é realmente o papel de mentor no programa. Será que é tão somente escolher o repertório de seus pupilos?

A primeira saia-justa começou com Di Ferrero errando o nome de “Against All Oldds”, de Phil Collins, que Miguel iria cantar. O vocalista do NX Zero disse “Take a Look at Me Now”, citando a frase mais forte da letra da música. E ficou pior ainda quando o candidato confessou não conhecer a canção e de ter apenas ouvido falar em Genesis. Foi um prato cheio para Rick Bonadio lhe dar uma lição ao vivo: “Isso é uma coisa muito ruim para o artista. Para o público tudo bem, mas pra quem vai trabalhar com música, pra quem vai cantar, precisa conhecer os grandes ícones da música mundial.”, disse o jurado, com propriedade. Só ficou estranho esse mesmo critério não ter sido lembrado quando as meninas do Ravena disseram desconhecer Frenéticas ao saberem que iriam cantar “Dancing Days”, música que foi até tema de abertura de uma das novelas de maior sucesso da televisão brasileira que tem o mesmo título. Terá sido uma espécie de proteção ao grupo, o único ainda sob a batuta de Paulo Miklos?

O foco se concentrou na bancada quando, acostumada em sua zona de conforto, Alinne Moraes acabou na mira dos outros três jurados. Até mesmo de seu amiguinho, Rick Bonadio. A cantora ficou visivelmente incomodada quando eles foram unânimes em dizer que Jenni tinha sido prejudicada pela escolha de “Mr. Jones”, de Adam Duritz. Realmente, é uma música ótima para se ouvir em qualquer outra situação, menos sentada em uma plateia assistindo a uma competição. Rick até tentou ser cavalheiro dizendo que todos estão sendo sempre testados, eles como mentores e os candidatos como artistas. Mas Alinne foi ainda mais infeliz com sua desculpa: “Nem só de música boa a gente vive. O artista tem que se adaptar. Isso é só um teste”, defendeu-se a jurada. Como uma mentora expõe seu candidato a esse tipo de teste nessa altura da competição?

Para piorar, Alinne remexeu no assunto ao tentar dar o troco, usando o mesmo argumento para criticar a interpretação de Diego, do time de Di Ferrero, para “Baby One More Time”, de Max Martin. Tentou brincar, mas soou apenas como uma revanche deselegante. Enquanto Rick abusou na grosseria ao dizer que nunca tinha acontecido no programa de alguém não saber cantar. “Eu não sei mais o que falar. É surreal o que eu estou vivendo aqui”, afirmou ironicamente. E Di rebateu: “O fone que ele está ouvindo não deve estar bom”. Será que foi por isso que quando Ravena cantou, logo em seguida, Rick achou tudo lindo e maravilhoso? A avaliação dele foi surreal também. As Frenéticas, 40 anos depois, teriam mais fôlego do que as meninas do grupo mostraram.

Não é à toa que no balanço da noite a melhor performance tenha ficado mesmo por conta de Cristopher, de 37 anos, o mais velho da competição, cantando “Somebody To Love”, de Freddie Mercury.


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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

“The Voice Brasil”: Fase das audições termina sem inovações, com excesso de lágrimas e maioria de vozes femininas


Assim como aconteceu na estreia, a última noite de audições às cegas do “The Voice Brasil”, nessa quinta-feira (3), na Rede Globo, investiu na emoção. Se na primeira semana Lulu Santos foi às lágrimas com o candidato que cantou uma música de Tim Maia, nessa quinta quem desabou foi a candidata Laura, de 17 anos, que não controlou o choro ao ver a cadeira de Carlinhos Brown virar para ela. E teve ainda a emoção de Carol, que após ter três cadeiras viradas, contou que seu sogro tinha falecido e o marido precisou voltar para o interior de Minas Gerais. Já o momento “desnecessário” foi quando Elian, de 16 anos, fez cara de decepção ao não ser classificada e Lulu, Brow, Claudia Leitte e Michel Teló fizeram de tudo para confortá-la. Não precisava tanto, afinal a menina cantou mal e desafinou a canção inteira.

Com as quatro equipes formadas pelos técnicos, cada uma com 12 candidatos, o que chama a atenção é que as vozes femininas predominam nessa temporada. Dos 48 candidatos, 33 são mulheres. Brown tem apenas dois homens em sua equipe, Lulu tem 3 e Claudinha e Teló, 5. Mas foi uma voz masculina, ou melhor, o visual masculino de Gabriel, o último aprovado para o time de Teló, que mais mexeu com as redes sociais. Agora vai ter que ter aulas também de como não se deslumbrar com a fama virtual instantânea de subcelebridade.

Aliás, o time do cantor sertanejo tem outra integrante que causou estranheza ao ser selecionada por ele na semana passada. Justamente ele, que costuma ser sempre o que mais demora a virar a cadeira, apertou o botão poucos segundos após Amanda ter começado a cantar. Nenhum dos outros três viraram. E quando ela terminou de cantar, aliás a música foi bem curta, Teló a “reconheceu” imediatamente: “Ela já deu canja no meu show”, entregou o técnico. A pedido de Brown, os dois até fizeram um dueto no palco. Definitivamente, não colou a tal “coincidência”, justamente no último número da noite.

Mas no geral essa fase das Audições não trouxe qualquer inovação. A primeira novidade dessa quinta temporada só acontecerá mesmo a partir da próxima semana, quando Ivete Sangalo, estreando na função de Supertécnica, aparecerá ajudando os técnicos a treinarem os participantes para a fase das Batalhas. É esperar para conferir se a baiana morena, autêntica de Juazeiro, vai chegar para apimentar o bobó da competição, que já conta com uma baiana loira, de Niterói. E também para ver se a atriz Mariana Rios finalmente terá sua participação justificada. Até agora a atriz fez apenas algumas aparições esporádicas na coxia das apresentações ao lado dos familiares dos candidatos, sem nem ter seu nome citado.


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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

“X Factor Brasil”: Programa arrastado mostra candidato sair por falta de votos do público e eliminação é criticada na internet


Em termos de programa de televisão, a noite de eliminação do “X Factor Brasil” nessa quarta-feira (2), na Band, foi chato, sem ritmo, sem empolgação e nenhuma criatividade. A abertura até prometia, com a apresentação reunindo os Top 10. Mas depois foi uma verdadeira enrolação para preencher o tempo até o anúncio dos dois eliminados da noite: Rafael, do time de Rick Bonadio, e a dupla Valter Jr e Vinícius, do time de Paulo Miklos. Curioso o produtor musical se despedir de seu pupilo dizendo que “não entende a votação do público”. Basta Rick fazer um mea culpa e admitir que sua postura como jurado, fazendo climinha de briga e menosprezando os cantores preparados pelos outros jurados, pode, sim, ter contribuído para que a antipatia por ele tenha refletido na falta de votos para seus candidatos. Mais contraditório ainda foi a saída de Rafael ter sido considerada a mais injusta nas redes sociais, quando na verdade ele foi o primeiro eliminado por ter ficado em último lugar na votação pela internet e por SMS.

E até chegar na decisão final, o público teve que ter muita paciência. Nos primeiros 40 minutos de programa, preencheram o máximo de tempo fazendo uma retrospectiva da apresentação de cada um dos dez artistas na noite de Halloween, para no fim do bloco entrar Paula Fernandes, a convidada da noite, cantando duas músicas. E a apresentadora Fernanda Paes Leme repetindo com toda calma do mundo a relação de números de cada um dos dez participantes para votação do público. Os jurados só abriram a boca no primeiro bloco para dar boa noite quando chegaram. E, na falta de assunto e do que fazer, ficaram nos seus celulares.  Dizem eles que estavam votando em seus candidatos. Será mesmo?

No segundo bloco, de apenas seis minutos, Fê chama Maurício Meireles que, sem ter a menor ideia do que perguntar para os candidatos nos bastidores, solta um “bafão” e se mostra surpreso com ele mesmo: “Descobri esse termo: bafão!”. Como assim? E ao correr para entrevistar a plateia, chega lá mais sem noção ainda. “Fale um pouco sobre esse momento...”, diz ele, dando o microfone para alguém da torcida. Realmente, não foi boa a ideia de quem resolveu tentar fazê-lo reviver os tempos de repórter bobo do “CQC”.

Não bastasse já terem exibido um clipe de todos na segunda-feira (31), no terceiro bloco voltaram a mostrar imagens daquela noite, agora com cenas de bastidores feitas de forma totalmente caseira e depoimentos com um áudio péssimo. Aí vem a relação dos sete salvos pelo público e a explicação de que o menos votado é eliminado na hora, os outros dois com menos votos têm uma segunda chance, se apresentam novamente e um é salvo pelos jurados. Foi quando sobraram três no palco e só se ouvia os gritos da plateia pelo nome de Rafael. Justamente o menos votado e primeiro eliminado.

Na disputa pela oitava vaga no Top 8 entre Diego e Valter Jr e Vinícius é claro que cada jurado defendeu seu pupilo, portanto Miklos mandou Diego para casa e Di mandou Valter Jr e Vinícius. Só que Alinne e Rick também dividiram votos e o desempate ficou por conta de qual dos dois receberam menos votos do público, o que garantiu a permanência de Diego. Só não entendi por que Valter Jr e Vinícius tiveram direito a imagens mostrando sua trajetória no programa, enquanto Rafael se despediu no bloco anterior sem ganhar nenhuma retrospectiva.

E a noite terminou com show do... NX Zero. Fiquei pensando que avaliação Rick faria da apresentação de Di Ferrero no palco. Apesar de que, dá para imaginar, já que pouco antes o produtor musical tinha definido o que é o X Factor para ele: “Esse programa se trata de encontrar o artista que tem o maior potencial de fazer sucesso no mercado, de vender discos, de tocar no rádio, de se apresentar na televisão e de fazer shows”, disse o jurado.



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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

“MasterChef Profissionais”: Duelo de fortes na eliminação marca episódio em que João e Priscylla voltam a causar na internet


Desde a estreia do “MasterChef Profissionais”, na Band, a eliminação mais dramática aconteceu no quinto episódio, que foi ao ar nessa terça-feira (1), entre os dois concorrentes mais jovens da competição: Luiz Filipe, de 25 anos, e Dário, de 28. O que pesou, no entanto, não foi a questão da idade, mas sim o fato de serem dois cozinheiros que já mostraram talento. No desafio de prepararem ostras em 15 minutos, Dário optou pela simplicidade, mas sem deixar de ser criativo, e fez um vinagrete de manga. Já Luiz assustou até os jurados quando resolveu fazer uma receita com vários ingredientes e técnicas, mas acabou surpreendendo no excelente resultado.

Os chefs Érick Jacquin, Paola Carosella e Henrique Fogaça ficaram tão emocionados que, após se reunirem para discutir sobre os dois pratos, resolveram decidir o veredicto na frente dos dois. Jacquin votou em Luiz, Paola em Dário e Fogaça deu seu voto de desempate por um detalhe: “Eu sou tropical”, optando pela ostra com manga. A observação do chef foi ao encontro de um comentário feito por Fádia durante a primeira prova de que Luiz justificava seus pratos sempre mencionando as cozinhas internacionais por onde ele passou e nas quais se inspira. “Não precisa, né?”, disse a concorrente. Faltou só os jurados citarem também que havia alguns farelos de casca na ostra do eliminado.

Aliás, a abertura do programa já foi bem interessante com a primeira prova sendo realizada no MAC (Museu de Arte Contemporânea de São Paulo) e com a presença de nove artistas plásticos renomados para avaliarem os oito competidores. Os desafios geralmente ganham um charme maior quando saem da cozinha do estúdio e acontecem em ambientes externos. E foi bem criativo pedir que os cozinheiros, divididos em quatro duplas, reproduzissem uma obra de arte desenhando sobre telas brancas utilizando comida. A expectativa sobre a criatividade visual de cada dupla deu um colorido ao programa. Marcelo e Fádia ganharam pela estética, João e Dayse pelo critério sabor, e os quatro foram para o mezanino.

Como nos episódios anteriores, o professor João voltou a aloprar com os seus comentários presunçosos. Entre suas muitas tiradas, a mais esnobe foi quando disse que Luiz era seu oponente mais forte: “Se ele sair, o mais forte serei eu”, afirmou com toda convicção. Para completar, ainda quis imitar Ivo na bajulação dos jurados: “Nossa, ela é fina até comendo ostra”, disse ele referindo-se a Paola. E, como já era de se esperar, Priscylla mais uma vez fez por merecer ganhar o título de a profissional mais amadora do programa. Na prova em dupla, ela foi na aba do seu parceiro dizendo na cara dura que preferia ficar mais como assistente porque Luiz Filipe tem dez anos de experiência, enquanto ela, a metade desse tempo. Pode uma desculpa dessa nessa altura da competição?

Até Ana Paula Padrão ironizou quando começou a primeira prova de eliminação e ela ficou desesperada dizendo que não sabia fazer rã: “A Priscylla já está preocupada, já está conversando com o mezanino...”, repreendeu a apresentadora. Curioso é que a cozinheira que sorri o tempo todo, esteja triste ou alegre, tranquila ou preocupada, sempre encontra alguma alma boa para ajudá-la. Do mezanino, Fádia explicou que todos acabam incentivando Priscylla “porque ela tem o emocional mais fraco”. Os competidores estão se esquecendo de que estão em um jogo e que cada um deles pode ser o próximo a ser eliminado, enquanto a “emocionalmente fraca” continua rumo à reta final.

Como aconteceu no duelo com Luiz Filipe, quando Priscylla mais uma vez reconheceu que o outro era melhor, dizendo, sempre sorrindo: “Vou ser eliminada com classe, por um grande cozinheiro”. E não é que ela subiu para o mezanino e Luiz teve que encarar o último desafio com Dário? Assim, comendo pelas beiradas, a insegura participante vai ficando. E alguns dos seus “anjos da guarda” vão saindo. Ela própria pareceu estar se dando conta disso quando, ao ver Luiz perder para Dário, afirmou no mezanino: “Cara, sinto que eliminei a pessoa que eu mais gostava do jogo”.

Não é à toa que Priscylla e João são os participantes que têm os nomes mais citados pelos internautas nas redes sociais. Enquanto ele é considerado o mais chato por unanimidade, ela ainda consegue ter alguns admiradores. Mas, como a competição é de culinária e não de simpatia ou beleza, só resta esperar até onde eles chegarão.


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terça-feira, 1 de novembro de 2016

“X Factor Brasil”: Sem eliminação, show compensa pelo cuidado na produção e edição em noite temática de Halloween


Em clima de Halloween, a terceira noite ao vivo do “X Factor Brasil” dessa segunda-feira (31), na Band, atraiu mesmo foi pelo capricho na produção temática da primeira apresentação dos Top 10 selecionados nas duas edições anteriores, já que nessa noite não houve eliminação. O trabalho de cenografia estava inspirado, a luz dessa vez mostrou equilíbrio e a coreografia também aparou arestas, tirando o excesso de bailarinos dançando em volta dos candidatos. Vale destacar ainda a agilidade da edição, que produziu a toque de caixa o clipe que encerrou o programa com um mix de cada um dos dez artistas que tinham acabado de cantar ao vivo. Foi uma boa maneira de indicar os números para o público votar pelo Twitter ou por SMS e salvar os seus preferidos da eliminação dupla que haverá nessa quarta-feira (2).

Dos dez, o destaque da noite ficou por conta de Heloá Holanda, do time de Alinne Rosa, que surpreendeu ao cantar “Sweet Dreams”, de Eurythmics, com o tom dark de Marilyn Manson e a inesperada inserção da música “É O Poder” da rapper brasileira Karol Conka. Foi aplaudida de pé por todos e eleita por Rick Bonadio, Di Ferrero e Paulo Miklos, como a melhor da noite. Muito embora Naomi e Rafael Oliveira também tenham recebido muitos elogios dos quatro jurados.

E como as tretas entre Rick, Di e Miklos renderam comentários nas redes sociais, os três resolveram manter o clima de alfinetadas. Assumindo o posto do mais rabugento da bancada, Rick não poupou Walter Jr. E Vinícius, a dupla sertaneja orientada pelo ex-Titãs, e encerrou suas críticas de forma totalmente ameaçadora: “Ou deslancha ou para!”. E quando Di Ferrero disse ter achado Christopher exagerado em sua entonação, o produtor musical logo rebateu: “É melhor pecar pelo excesso de talento do que pela limitação”, mais uma vez dando indiretas para Diego, pupilo do vocalista do NX Zero e alvo das alfinetadas de Rick desde sua primeira performance.

Enquanto isso, Alinne Moraes continua na sua zona de conforto, não querendo se indispor com os colegas, mas ao mesmo tempo puxando a brasa para a sardinha de Bonadio. Fica claro que ela está jogando, para angariar a simpatia do produtor para as candidatas do time dela. Alinne só não pode esquecer que a partir de agora quem decide os candidatos que são eliminados e os que continuam na competição não são os jurados. E a antipatia de Rick já se refletiu na eliminação de dois candidatos fortes do time dele através da votação do público.



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sábado, 29 de outubro de 2016

“Estrelas”: Angélica é deselegante com Wanessa em brincadeira que deixa cantora constrangida após cozinhar no programa


Angélica errou a mão na pitada de deselegância com Wanessa Camargo, convidada do “Sabores”, quadro do “Estrelas” em que um artista é convidado a preparar uma receita diante das câmaras, que foi ao ar nesse sábado (29), na Rede Globo. Na hora que a cantora foi servir o Arroz do Serrado, prato preferido de Zezé Di Camargo e que ela fez em homenagem ao pai, que também estava à mesa, chegou um entregador de pizza. Diante dos convidados absurdamente perplexos, a apresentadora disse que fez a encomenda como garantia, caso a comida ficasse muito ruim. Mas o que estragou mesmo foi o clima. Wanessa estava visivelmente decepcionada e Zezé tentando amenizar o constrangimento da filha. A intenção de Angélica de fazer uma brincadeira não funcionou. Pelo contrário, foi grosseira e não teve a menor graça.

Se tudo estava armado entre os três e as reações foram encenações, no ar o resultado foi desastroso. Até porque, como estavam todos descontraídos até então, foi uma quebra de clima total. Como já aconteceu com muitos outros famosos, Wanessa foi sincera ao admitir desde o início que culinária não é seu forte, e Zezé também chegou dizendo que a filha não sabia fazer nem um ovo frito. Mas os dois estavam animados com o desafio. Enquanto Angélica já se mostrava inconveniente ao se meter o tempo todo no preparo, não apenas como assistente como sempre faz, mas quase tomando para si o domínio sobre a panela. Como se ela própria soubesse cozinhar... Não pensou que se desse errado a culpa seria dela também.

Desde quando estreou junto com o “Estrela”, há dez anos, o “Sabores” é um quadro que nunca teve um comprometimento realmente fiel aos princípios que regem, ou deveriam reger, as atrações de culinária. Claro que é um atrativo ver famosos se arriscando na cozinha, uns totalmente principiantes, outros mais curiosos e alguns quase amadores nos tratos com as panelas. Mas um senão difícil de, literalmente, digerir, é o fato de Angélica não comer as refeições preparadas com tanta dedicação pelos convidados quando a estrela do prato é uma proteína de carne ou frango. Se a apresentadora é vegetariana e tem restrições em relações a determinados ingredientes e temperos, então porque não faz um quadro destinado apenas a “naturalistas” como ela?

Mas, independentemente disse, dessa vez ela extrapolou na falta de tato ao tratar um convidado. Não importa se profissional, amador ou totalmente leigo, qualquer pessoa mais sensível sabe que carinho e amor são os principais ingredientes de qualquer receita e o retorno de quem recebe é muito importante para quem preparou a refeição. Portanto, ficando bom ou não o resultado, um pouquinho de delicadeza da parte de quem experimenta não faz mal a ninguém...


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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

“X Factor Brasil”: Jurados trocam farpas e comentários de Rick Bonadio prejudicam candidata ao ganhar antipatia do público


Se na primeira noite da fase de Shows Ao Vivo do “X Factor Brasil”, na Band, a expectativa era em torno das apresentações sem os cortes das edições dos programas gravados, nessa quarta-feira (26) o foco se voltou para as alfinetadas entre os jurados. Em especial entre o produtor musical Rick Bonadio e o ex-vocalista do Titãs Paulo Miklos e Di Ferrero, vocalista do NX Zero. Enquanto a cantora Alinne Rosa fez o meio de campo, assumindo o posto de apaziguadora. O maior instigador das saias justa foi Rick, que não foi nada sutil ao tentar diminuir os candidatos das equipes treinadas pelos outros dois jurados.

Entre muitas diretas e indiretas, o ponto alto das desavenças foi quando Rick chamou de desastrosa a performance do TropeirÁfrica, formado por angolanos e brasileiros, e Miklos, mentor do grupo, rebateu: “Desastre é a dívida que a gente tem com a África por conta da escravidão no Brasil”. O produtor voltou ao assunto ao avaliar a apresentação de Diego, do time de Di Ferrero: “Eu não estou aqui para julgar a História do Brasil, nem a opção sexual, nem as diferenças das pessoas. Aqui não é um show de calouros”, disparou Rick. O comentário soou tão desnecessário, deselegante e fora de contexto que até a plateia ensaiou um começo de vaia para o jurado.

E ele voltou a provocar quando ao anunciar Prih, na hora da repescagem, disse: “Vou chamar uma cantora que canta bem e tem voz. O Brasil precisa entender que a qualidade tem que subir”, desmerecendo mais uma vez o TropeirÁfrica e Diego, que tinham acabado de se apresentar. Rick nem parece um produtor experiente, deveria se tocar de que sua postura prejudicaria sua própria candidata já que estava despertando a antipatia do público, que é quem decide o artista que permanece na competição. Não deu outra, Prih foi eliminada. E o salvo da noite foi Diego, dando a deixa para Di Ferrero cutucar o outro jurado: “X Factor não é só cantar, é performance, é atitude, é alegria, é muito mais!”.

Apesar de Rick Bonadio ter afirmado que não estão em um show de calouros, essas briguinhas entre jurados não é nenhuma inovação na televisão. É um tipo de artifício antigo para ter audiência que ficou conhecido nos anos 70 justamente em concursos populares como “Buzina do Chacrinha”, “Clube do Bolinha” e o “Show de Calouros”, comandado por Silvio Santos. As novas gerações, se nunca ouviram falar, deveriam pesquisar sobre jurados mal-humorados como o sisudo maestro José Fernandes, a rabugenta Aracy de Almeida e o histriônico Pedro de Lara. E a máxima do Velho Guerreiro continua valendo: na TV nada se cria, tudo se copia. Ou alguém acredita que essas “briguinhas” não fazem parte do show para tentar fazer a audiência subir?



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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

“MasterChef Profissionais”: Perfis individuais e relacionamento entre cozinheiros se sobrepõem a expertise anunciada no título


Errou de restaurante quem esperava que o “MasterChef Profissionais” seria um duelo de titãs transformando a cozinha em um palco de pratos surpreendentes e desempenhos irretocáveis. Os ingredientes dessa competição de culinária da Band, a primeira que reúne apenas cozinheiros com formação e experiência comprovadas, vem se assemelhando com os que se destacavam nas temporadas com amadores, nas quais as relações interpessoais e os temperamentos individuais dos participantes serviam como principais temperos para a edição.

No episódio dessa terça-feira (25), a cereja do bolo, literalmente, ficou por conta da emoção de Marcelo, que dedicou sua vitória na prova de eliminação, a primeira de confeitaria do programa, ao pai que estaria de aniversário e faleceu há quatro anos. A emoção do cozinheiro contagiou a todos, levando às lágrimas até mesmo os jurados. É claro que a edição se preparou para esse momento, já que antes das avaliações foi exibido um clipe de Marcelo em casa, ao lado da mãe, contando um pouco sobre sua trajetória e sobre a perda do pai, que não aprovava sua ideia de estudar gastronomia.

Tirando as lágrimas do último bloco, Ivo e João foram os que ganharam mais holofote na noite. E não é por menos. Em quatro episódios, Ivo conseguiu dividir opiniões entre os que o defendem por ser o mais experiente do grupo e os que o detestam por algumas atitudes consideradas machistas e prepotentes. João, por sua vez, está se tornando cada vez mais um personagem dele próprio, com sua extrema falta de modéstia e um senso crítico feroz em relação aos demais.

Com certeza os defensores de Ivo ficaram sem argumento quando ele se saiu muito mal na primeira prova, na qual os candidatos eram obrigados a usar pelo menos três ingredientes da Caixa Misteriosa que continha uma verdadeira xepa de feira, com restos de alimentos não usados, como pé e pescoço de galinha, cabeça de peixe, osso com tutano, cascas e folhas de legumes e verduras. Ivo fez um cozido que visualmente percebia-se estar muito gorduroso. E ainda foi dizer para Paola Carossela que costumava usar aquele tipo de insumos para distribuir refeições nas noites frias. Até Érick Jacquin notou a lorota e afirmou na cara dele: “Eu não acredito que você falou isso... Que gosta de trabalhar com esses ingredientes”. Para amenizar, o chef francês, que sabe ser elegante nas suas indiretas, concluiu: “Está dizendo isso para conquistar a Paola”. Enquanto Henrique Fogaça, com sua peculiar sutileza, largou na cara do candidato que a comida parecia um vômito. Mas o que deixa Ivo mais indignado e vermelho de raiva é ver os outros se saindo melhor do que ele, principalmente se for a Dayse, sua ex-funcionária. Só fica satisfeito mesmo, não escondendo o sorriso sarcástico, quando vê quem ele acha forte se dando mal nas provas.

Personificando um outro tipo de vilão da história está João, que faz lembrar um personagem de tirinha. Seus depoimentos gravados à parte são até engraçados, tamanha a falta de modéstia com que sempre diz que foi injustiçado porque, segundo ele, seus pratos sempre merecem estar entre os melhores. Invariavelmente, no começo de cada prova faz questão de lembrar que é professor: “Eu já dei aula sobre produtos sustentáveis”, “Eu já dei aula de confeiteiro”. Curiosamente em sua ficha consta que já foi chef de confeitaria em restaurantes, porém não surpreendeu na prova do Opéra. Sem falar que é mestre em dar pitacos sobre os pratos dos outros, com pose de jurado. E para chamar a atenção sobre si, pegou carona na homenagem que Marcelo fez ao pai falecido. Chorando e se vitimando, lembrou que entende o outro pois também está longe de casa. Como assim? Seus familiares estão vivos em Recife. Parece até piada.

Correndo por fora, entre os outros sete competidores, ainda tem Dário, o jovem que vem se mostrando competente, concentrado e bom companheiro. Mas já deixou claro que também é competitivo ao revelar querer ir para a final com Ivo, para lutar contra um forte. E Fádia, aparentemente insegura, que vem comendo pelas beiradas e enganando com a falsa impressão de estar entre os mais fracos. Foi a vencedora da prova da Caixa Misteriosa.

Vale falar ainda sobre Priscylla, que faz a linha "uma estranha no ninho". Desde a estreia ela não consegue fazer nada sozinha, está sempre pedindo socorro aos colegas para tarefas básicas, como ligar uma batedeira, regular um forno. Pede dicas o tempo todo sobre as receitas e nas provas de eliminação não consegue se virar sem o auxílio de quem está no mezanino. Quando alguém não ajuda, faz cara de vítima, como se não soubesse que em uma disputa é cada um por si. Chega ser irritante ela ficar chorosa durante toda a execução dos pratos repetindo que não vai dar certo, mas sempre com um sorriso que não dá para entender se é de nervosa ou de quem já se conformou com o destino.

Ou seja, o que não falta nessa edição de Profissionais são personagens com perfis que se encaixam em todos os gêneros. Talvez tenha sido intencional selecionarem candidatos levando em conta mais as histórias pessoais e o temperamento de cada um do que exatamente um currículo que realmente comprovasse o profissionalismo de cada um. Até porque, torna um pouco menos difícil a posição dos chefs jurados na hora de julgar outros “profissionais”.


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terça-feira, 25 de outubro de 2016

“X Factor Brasil”: Competição ganha mais ritmo com apresentações ao vivo, mas peca em detalhes na direção geral dos shows


A exibição do “X Factor Brasil” ao vivo, que começou nessa segunda-feira (24) na Band, já fez muito a diferença em relação às etapas anteriores da competição musical, que eram gravadas. Saindo da zona de conforto da possibilidade de qualquer falha muito grave ser corrigida na mesa de edição, é visível que todos estão muito mais empenhados em fazer diante da câmera. E isso vale não apenas para os cantores que estão na disputa, como também para os jurados, os músicos Alinne Santos, Di Ferrero e Paulo Miklos e o produtor musical Rick Bonadio, e para a atriz Fernanda Paes Leme, que demonstrou estar bem à vontade no papel de apresentadora.

Com tempo cronometrado, o programa ganhou mais agilidade. Até mesmo as inserções de imagens de bastidores mostrando os participantes que iriam se apresentar recebendo uma repaginada no visual, ganhando novos cortes de cabelo e consultoria de moda na escolha dos figurinos, tiveram um ritmo mais acelerado. O que só contribui, já que público quer mesmo é ouvir música. No palco, a produção caprichou para as apresentações de cada candidato, embora em alguns casos os cenários estivessem escuros demais, com uma iluminação muito difusa que poderia estar funcionando bem para quem estava na plateia, mas não para quem assiste pela televisão em casa. Faltou um olhar mais atento da direção dos shows.

O erro maior foi ter pecado pelo excesso de bailarinos no palco, com coreografias que em várias ocasiões estavam visivelmente atrapalhando o cantor, a cantora ou até mesmo o grupo da vez. Como foi o caso de Cristopher, que, além de estar se esforçando para manter o fôlego com tantos graves e altos, parecia ter ficado tonto com a rodinha que as bailarinas fizeram à volta dele enquanto cantava. Até mesmo a apresentadora percebeu e, quando acabou a música, Fê chegou perguntando se Cristopher estava muito cansado e se tinha sido difícil se concentrar com a mulherada dançando à sua volta. Ele apenas deu uma risadinha. De forma menos escancarada, mas também foi desnecessária a forma como os bailarinos quase abafaram a cantora Naomi em sua apresentação. Tomara que corrijam nos próximos.

Já em relação aos candidatos eliminados, acredito que Eli, apesar de ter evoluído, ainda falta ele se preocupar mais com o lado profissional do que com a ânsia de ser um superstar. Tamires se desmontou ao sair de sua praia que é fazer a Beyoncé e ter que interpretar Ivete Sangalo. Também estava totalmente desconfortável naquele figurino, um vestido curto justíssimo, tipo embutido, e uma estola de pele dava a impressão de estar travando seus movimentos. E o grupo O Clã, depois de cantar uma música comercial que já foi tema de abertura de novela na Globo, teve a infeliz ideia de voltar para a repescagem cantando “uísque, vodca ou água de coco”, do Naldo. Se perderam total no Fator X.


Em tempo, para entender a dinâmica do programa, exibido pela Band nas noites de segunda e quarta-feira:
Dos cem candidatos que passaram nas Audições, 60 foram eliminados na etapa do Centro de Treinamento, quando os aprovados foram divididos em quatro grupos de dez (Homens, Mulheres, Grupos e Adultos acima de 25 anos); desses 40, quatro de cada grupo se classificaram para os Shows Ao Vivo ao passarem no Desafio das Cadeiras. Na abertura da primeira noite ao vivo, os 16 cantaram juntos no palco, mas apenas dois de cada grupo se apresentaram individualmente. Nessa fase, cada jurado pode salvar um integrante de sua equipe, os quatro que sobram cantam mais uma música, dessa vez valendo uma vaga na repescagem, e quem decide quem fica é o público, através de votação via telefone, mensagem de texto e pela internet.

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