sexta-feira, 4 de outubro de 2013

“Amor e Sexo”: Fernanda Lima se perde na tentativa de fazer um discurso politicamente correto em relação à nudez, mas mostrando cena apelativa de nu explícito feita por anônimos que não vivem da própria imagem


Fernanda Lima assumiu uma posição cômoda na estreia da sétima e ultima temporada de “Amor e Sexo”, nessa quinta-feira (3), na Rede Globo, em que o tema era nudez, ao colocar um grupo de homens e mulheres, todos figurantes, completamente nus em cena. “Tira a roupa quem quer!”, repetia ela, como que justificando o fato de ela própria estar vestida, mas tirando proveito da nudez alheia, após ter, mais uma vez, alimentado seu ego cantando e exagerando na pose de starlet no palco.

Aí, em entrevista ao “Vídeo Show” nessa sexta-feira (4), Ricardo Waddington, diretor das duas atrações, afirmou que a cena tinha sido um “ato político, no sentido de as pessoas se assumirem como são”. Como assim? Para se considerar plena e em paz com a própria aparência a pessoa precisa sair por aí tirando a roupa? Se a idéia era discutir a valorização que existe em torno de quem tem “barriga tanquinho”, então por que não se mostrou que pessoas vestidas têm mais valores a mostrar, independentemente da forma física? Por que explorar figurantes que fazem tudo por 5 segundos de fama em troca de um sanduíche e uns trocados?

Não é falso moralismo. Lembrando que falso moralista é quem prega a moral e os bons costumes, mas não pratica isso na sua vida. E falso moralista também é quem posa de “politicamente correto” no pessoal, mas no profissional explora e tira proveito dos “politicamente incorretos”. É o tal “faça o que eu não faço”.

Para completar, ainda teve Otaviano Costa, ator, marido de Flávia Alessandra e repórter do “Vídeo Show”, dar seu showzinho à parte, ensaiando um strip-tease. Esse é o teor de uma discussão sobre o que pode ou não ser exibido na televisão, mesmo que por volta da meia-noite? Sem falar que contou ainda com um advogado na platéia fazendo um discurso defensivo, mas constrangido, dizendo: “Para mim, como tem como título ‘Amor e Sexo’, é claro que a nudez remete à sexualidade”.

A melhor frase da noite foi de Alexandre Nero, que participava como convidado ao lado de José Loreto, Cris Vianna, Paula Burlamaqui e Isadora Ribeiro. “Lembra que eu tinha orgulho de participar do programa? Esquece!”, sentenciou o ator, numa brincadeira visivelmente com fundo de verdade, após ver Otaviano no palco sem roupas.




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“The Voice Brasil”: Nova temporada da competição musical estreia sem novidades, com candidatos de qualidade e ainda dividindo opinião sobre escolha dos cantores que formam o corpo de jurados


A segunda temporada do “The Voice Brasil” estreou nessa quinta-feira (3), na Rede Globo, sem novidades ou mudanças no formato. A única alteração aconteceu mesmo no dia de exibição, deixou as tardes de domingo e ganhou o horário nobre nas quintas-feiras. Em termos de audiência, ocupar a faixa noturna fez a atração ganhar mais audiência. Mas, sem dúvida, é um desfalque que será sentido na programação dominical.

Não faltou na abertura aquele tradicional clipe com os bastidores da competição musical, que é uma versão brasileira do formato original holandês “The Voice of Holland”. Em seguida os mesmos quatro jurados técnicos da edição do ano passado, Lulu Santos, Carlinhos Brown, Claudia Leitte e Daniel, subiram no palco cantando juntos “Já É”, música de Lulu que virou uma espécie de hino de “Malhação” após ficar tempos sendo o tema de abertura da novela.

Já Tiago Leifet, mostrando-se mais à vontade e sem o nervosismo de quando encarou o desafio de apresentar o programa, assumiu o comando, dando início à fase das audições às cegas. É aquela em que os candidatos cantam com os técnicos de costas para o palco, decidindo apenas pela voz se escolhem ou não para fazerem parte de seus times. E é a fase que realmente prende o telespectador, que acaba assumindo em casa também o papel de jurado e torcendo por seus favoritos.

A qualidade vocal dos participantes continua alta. É verdade que, pelas histórias de cada um, deu para perceber que alguns já tiveram contato com o meio artístico da própria emissora, como July, que apareceu em imagens antigas ao lado de Xuxa, e da dupla Angelo e Ângel, que já era conhecida de Daniel. Natural, pois todos eles são profissionais que já atuam na área e estão apenas em busca de melhor oportunidade.

Tem ainda a parte das histórias curiosas, como a de Janaína, secretária do Conselho Tutelar de Criciúma, Santa Catarina, que cantava nas festas da firma. Acabou sendo uma dos três escolhidos por Claudia Leitte, mesmo número chamado por Lulu para seu time. Carlinhos saiu com duas vagas preenchidas, uma delas por uma dupla sertaneja, e Daniel, como sempre, repetiu a linha de mais exigente, como na temporada anterior, e escolheu apenas um para seu time. Só falta daqui a pouco começar de novo a campanha “Bate, Daniel”, para o cantor bater na luz vermelha que indica aprovação de quem está se apresentando no palco.

A única troca na equipe foi no backstage, em que a atriz Dani Suzuky foi substituída por Miá Mello, humorista que já fez participações no “Legendários”, da Record, e no “Casseta e Planeta Vai Fundo”, da Globo. Seu papel continua sendo o mesmo: fazer reportagens com os calouros e seus familiares nos bastidores da competição e interagir com os internautas através do site oficial e das redes.

Vale observar também que, dessa vez e por enquanto, os jurados estão sendo mais cuidadosos em não desanimar os não aprovados com seus comentários. Quem é reprovado nunca vai gostar de ter sido eliminado, mas os argumentos estão sendo bem embasados, principalmente por Lulu e por Brown. “É essa voz humilde de ‘quem sou eu para falar de amor’, alguém que pode aprender, que pode crescer”, afirmou ele ao escolher para seu grupo Simona Talma, de Natal, Rio Grande do Norte, que cantou “Tango de Nancy”, música de autoria de Chico Buarque e Edu Lobo.

O mesmo não se pode dizer de Claudia e Daniel. Ela continua mais preocupada em fazer caras e bocas, interpretando uma personagem. E ele, parece meio perdido, como se estivesse pensando na própria vida enquanto as audições acontecem. De qualquer forma, são essas ausências e essas presenças exageradas que também rendem assunto sobre o programa.



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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

“Sangue Bom”: Isabelle Drummond se revela atriz pronta para encarar desafios e, com Humberto Carrão, chama para si o posto de verdadeira protagonista da história


Isabelle Drummond está dando uma competente volta por cima em “Sangue Bom”, novela das sete da Rede Globo, após ter ficado meio à sombra de Leandra Leal e Taís Araújo com quem formava o trio das Empreguetes, em “Cheias de Charme”, trama exibida no mesmo horário, no ano passado. A atriz conseguiu se despir daquele perfil de mocinha ingênua, bobinha e sem graça que era o da Maria Aparecida, ou Cida, e se jogou, literalmente nas várias nuances da Giane, a garota que se sobressai tanto com seu jeito arrebatador numa partida de futebol quanto mostrando uma sensualidade de modelo com tons que variam do chique ao brejeiro.

Nos capítulos que começaram a ir ao ar essa semana, Giane ganhou destaque de protagonista ao dar corda a um clima de romance com Fabinho, personagem de Humberto Carrão, que também fazia o bom moço em “Cheias de Charme” e agora voltou no papel de um vilão com causa.

Esse envolvimento dos dois está mostrando novas nuances de seus personagens e, ao som de “Philip Philips - Home”, conquistando o público e sendo muito mais atraente do que os supostos pares principais, formados por Bento (Marco Pigossi), Mora (Sophie Charlotte), Malu (Fernanda Vasconcelos) e Maurício (Jayme Matarazzo).

Não foi à toa que o vídeo do primeiro beijo entre Fabinho e Giane, exibido no capítulo de sábado (28), foi o maior sucesso entre os sites de novela da Globo.  Até segunda-feira (30), teve 235 compartilhamentos no Twitter, 22 no Google + e 767 no Facebook. Pelo andar da carruagem, Humberto e Isabelle vão roubar de vez a cena dessa novela.


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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

“Coletivation”: Com Anitta na estreia, atração de Fiuk não chega a ser um produto que mereça marcar nova fase do canal que marcou a história da música na TV


Fiuk conseguiu nessa terça-feira (1) repetir mais uma função das outras que vem herdando de seu pai, o cantor e ator Fábio Jr: o de apresentador. O jovem, que começou gravando CDs e já atuou em novelas da Globo, estreou na MTV à frente da apresentação de “Coletivation”, primeiro programa a ser lançado na chamada Nova MTV, que deixou de ser um canal UHF para ser mais um pago por assinatura. Tal como Fábio Jr. fazia no “Sem Limites Para Sonhar”, da Rede Record, exibido em 1999, em que mesclava entrevistas a músicas, claro, não perdendo a chance de soltar a voz e vender seu peixe.

Para a estreia, ele apostou no “arroz de festa da vez”, Anitta. Não chegou a ser um produto que merecesse marcar a nova fase de um canal que marcou a história da música na TV. Foi mais do mesmo, nada de novo, inclusive com ela repetindo a história escatológica que já tinha contado no “Domingão do Faustão” de que gosta de peidar debaixo do lençol e ficar sentindo o cheiro. E outras histórias sem graça que deixavam o apresentador extasiado, batendo palma e achando tudo o máximo. Despreparado, ou tentando parecer casual, Fiuk dizia desconhecer coisas que até o mais leigo ligado a música sabe, como o que é lambada e o que é vuco.

O cenário é criativo, com destaque para a poltrona do apresentador, embora os outros detalhes não sejam tão originais. O apresentador-assistente, Patrick Maia, é competente, mas seu papel ali está parecendo uma espécie de Mionzinho, sósia de Marcos Mion no “Legendários”, fazendo escada para o galã da atração. Já as “repórteres” correspondentes no Rio e em São Paulo, mostrando celebridades na festa de lançamento da “nova” MTV, pareciam mais participantes do “Big Brother Brasil” chegando na casa na estreia. Muita alegria exagerada, pergunta repetitiva (tipo: “Você está feliz?) e “Uhuuu” gritado a cada resposta nem tão festiva assim dada pelos entrevistados.

Como diz o slogan da nova fase do canal, vamos ficar “prontos para outras atrações”.


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domingo, 29 de setembro de 2013

Análise: Padrão de qualidade tanto alardeado se perdeu de vez. Na briga por audiência, Rede Globo e Record se nivelam com mesmos personagens no domingo



Naldo e Moranguinho no “Domingão do Faustão” foi quase como uma ressaca da Globo nesse domingo (29), um dia após a Record ter mostrado no sábado (28) à noite, uma das participantes do reality show “A Fazenda” ter tirado a roupa e mergulhado pelada na piscina. Está tudo na mesma “vibe”. Fico imaginando o Britto Jr. com uma jaqueta roxa, tipo Barney, como a usada por Fausto Silva.

Perguntar quem é Naldo, quem é Moranguinho,é quase a mesma coisa que perguntar quem é Bárbara Evans, a filha da Monique. Quem é Denise Rocha, a Furacão da CPI. Ou seja, o tal padrão de qualidade tanto alardeado se perdeu de vez. 

Globo e Record, na briga por audiência, estão se nivelando.



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“A Fazenda 6”: Strip-tease em última festa coroa temporada de baixarias em reality com sub-celebridades em que o favoritismo de Bárbara é escancarado pela emissora



A última festa de “A Fazenda 6”, da Record, reunindo participantes eliminados com os três finalistas, Bárbara Evans, Denise Rocha e Marcos Oliver, realizada na noite de sexta-feira (27) e exibida nesse sábado (28), justificou o programa ser chamado de reality show quando o elenco é formado por sub-celebridades. A noite fechou com chave-de-ouro, com direito a strip-tease, uma temporada recheada de baixarias, com gemidos e movimentação de sexo assumido sob o edredom, tratado pela produção apenas como “clima quente”, cusparadas na cara que não configuraram como agressão física e um festival de palavrões de baixíssimo calão.

E, mais uma vez, o favoritismo de Bárbara alimentado desde o início pela emissora ficou claro no “Melhor do Brasil” desse domingo (29), dia da final do programa, em que a filha de Monique Evans foi a figura central na retrospectiva dos três finalistas.  O apresentador Rodrigo Faro chegou ao cúmulo de encerrar a matéria dizendo: “E aí, será que é essa linda peoa com jeitinho sedutor de menina que vai levar os R$ 2 milhões?”.

Sem falar que, no mesmo programa, Monique participava de um quadro em que buscava um namorado, colocado no ar após a estreia de “A Fazenda 6”. A emissora só decidiu dar “uma pausa” no quadro já na reta final do reality, argumentando achar que ele poderia beneficiar Bárbara. Demorou em se dar conta de algo que todos já tinham percebido. A atitude da Record só reforçou a ideia de que ela subestima a inteligência dos seus telespectadores.



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sábado, 28 de setembro de 2013

“Saramandaia”: Remake chega ao fim sem corresponder à expectativa de quem teve contato com a versão original e maculando mais um clássico da nossa teledramaturgia


Já vi remakes que me surpreenderam, como os de “Anjo Mau” e “Pecado Capital”. E há os que, definitivamente, não fazem jus ao original, como aconteceu recentemente com “Gabriela”, que desde o começo não cativou, principalmente pela escolha da protagonista. Por mais que Juliana Paes tenha se esforçado, não superou o fenômeno criado por Sonia Braga. E também por tentar se reinventar demais, como aconteceu agora com “Saramandaia”, que, definitivamente, foi uma outra história que fugiu muito do original de Dias Gomes.

Se for para se elaborar uma nova história, então que seja realmente criada uma outra trama, com novos personagens, nova trilha sonora, nova caracterização. Não entendo por que querer pegar carona no sucesso feito por um riquíssimo trabalho de dramaturgia de décadas atrás para criar uma outra história, mexer e remexer no original, e estraçalhar com as lembranças do telespectador que foi testemunha do original. Os recursos avançados de tecnologia tiraram de vez a leitura poética que havia antes.

Com toda a nova tecnologia de que os realizadores atuais têm em mão, não superaram o original produzido com muito mais competência, embora com recursos escassos, ao traduzir para a telinha a fantasia fantástica criada por Dias Gomes.  É mais uma prova de que não basta ter tecnologia avançada se não tiver mão de obra humanamente criativa.
Agora é esperar que não mexam mais no que já deu certo nem maculem outros clássicos da nossa teledramaturgia. Que tenham realmente ousadia em criar novos sucessos.





Análise: Chiquinha de “Chaves” diz que não guarda mágoas de Bolaños às vésperas de chegar ao Brasil, onde o seriado continua sendo sucesso de audiência no SBT


Fã clube, definitivamente, é uma instituição que surge naturalmente, fortalece suas bases intencionalmente e, caso não haja controle, torna-se uma entidade com fins puramente de fanatismo. Em entrevista a um site de celebridades, Maria Antonieta de Las Nieves, a Chiquinha do seriado mexicano de humor “Chaves”, há anos exibido no Brasil pelo SBT, falou sobre a expectativa para a visita que fará ao Brasil em novembro, com direito a performances nos shows de Annita, e sobre o fim da disputa judicial com Roberto Bolaños, personagem-título do programa, pelos direitos de sua personagem.

Não vou nem entrar na questão “show da Annita”, mas sim na de que Maria Antonieta é, sim, criadora da Chiquinha. Agora, ela teria realmente alcançado o mesmo sucesso  se não tivesse feito parte desse programa que continua tendo audiência, mesmo em reprises, do SBT? Na tal entrevista ela diz que não guarda mágoas do intérprete do protagonista e idealizador do Chaves. E ela poderia fazer diferente já que se tornou realmente conhecida através dessa série? “Sou muito agradecida a ele”, afirmou ela, após vencer uma batalha judicial.

Agiu certo ela ao brigar por seus direitos autorais de criação da personagem. Está sendo coerente ao reconhecer a ajuda que Bolaños deu para impulsionar sua carreira. Está mostrando determinação, humildade, respeito e humildade. Que essa postura da atriz sirva de exemplo a seus fãs, principalmente aos mais exaltados e menos diplomatas.