segunda-feira, 10 de junho de 2013

“Programa Silvio Santos”: SBT lança concurso com dançarinos anônimos aos domingos para cutucar o “Dança dos Famosos”, da Globo, que tem a presença do neto do Dono do Baú na disputa


Silvio Santos não tem qualquer tipo de constrangimento na hora de mostrar que está na pista e não é para brincadeira quando entra em cena no SBT. Nesse domingo (9), ele estreou em seu “Programa Silvio Santos” o quadro “Concurso de Dança”, numa clara tentativa de concorrência com o “Dança dos Famosos” do “Domingão do Faustão”, da Rede Globo. A atração do SBT foi ao ar exatamente na última meia hora do programa de Fausto Silva, quando o time masculino formado por Daniel Boaventura, Adriano Garib, Edílson, Klebber Toledo e Tiago Abravanel (neto de Silvio Santos) se apresentavam na prova em que o ritmo era o forró.

A diferença do concurso do SBT é que não há famosos nem celebridades. Nele, grupos com exatamente dez integrantes devem apresentar uma coreografia ao som de uma música nacional ou internacional escolhida por eles mesmos. Não há limite de idade e nem necessidade de serem dançarinos profissionais, embora esses também possam participar. O prêmio para o grupo que vencer na grande final será de R$ 200 mil, “Sem desconto”, como Silvio faz questão de frisar o tempo todo.

Com seu jeito Silvio Santos de ser, ele só interveio para falar com o responsável pela coreografia de cada grupo, e surpreendeu-se com a origem deles, um de Cascavel, no Paraná, dois de Indaiatuba e outro de Ibitinga, ambas cidades de São Paulo. “Esses conjuntos vieram todos do interior. Ninguém dança na capital?”, questionou o apresentador. Também explicou que serão 20 grupos, que ele chama de conjuntos, a cada semana quatro se apresentam e um é eliminado através de votação do público na internet.

Não é a primeira vez que Silvio Santos cutuca a concorrência com atrações semelhantes, mas com seu toque peculiar. Em 2001, ele pegou todo mundo de surpresa ao estrear o “Casa dos Artistas” na noite de domingo do dia 28 de outubro. O reality show com celebridades tinha formato semelhante ao “Big Brother”, que ainda não tinha ganhado sua versão brasileira com anônimos, o que fez a Globo contestar por ter adquirido anteriormente os direitos sobre o programa holandês. A briga foi parar na Justiça, dando mais ibope e popularidade a Silvio Santos, que apresentava o programa cuja vencedora da primeira edição foi a atriz Bárbara Paz, hoje fazendo parte do elenco de “Amor à Vida”, novela das nove da Globo.

É bem verdade que não é o primeiro concurso de danças no programa. Já teve disputa de dança acrobática, de salão, em grupo, individual e infantil. E dessa vez também é pouco provável que Silvio Santos incomode a concorrência como aconteceu antes. Até porque, agora é ele que aposta em pessoas desconhecidas, enquanto Fausto Silva investe no casting da casa e em artista em evidência em outras áreas, como foi o caso do cantor Gustavo Lima e da modelo Ana Beatriz Barros, que não se saíram bem em suas primeiras apresentações e já foram para a repescagem, prova em que um dos que não superaram um dos desafios tem a chance de voltar à competição. É de fazer pensar se o “Big Brother Brasil” também não teria mais audiência se trocasse anônimos por famosos.


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“Programa do Gugu”: Augusto Liberato, sem demonstrar contrariedade, despede-se da Record dando um “fiquem com Deus” na saída da emissora evangélica que não honrou seu trato firmado há quatro anos


Gugu Liberato, de cabelo levemente pintado de castanho e sem demonstrar qualquer sinal de despedida, manteve a naturalidade durante a última edição do “Programa do Gugu” na Record nesse domingo (9). O apresentador só se manifestou no encerramento da atração, quando fez uma breve despedida exaltando o trabalho de sua equipe, reduzida por contenção nos custos, e agradecendo a Deus os anos em que trabalhou na emissora, braço da igreja Universal do Reino de Deus.

Gugu decidiu pedir a rescisão de seu contrato, quatro anos antes do previsto, por não ter aceitado o corte de verbas de seu programa e a tentativa da direção da emissora do bispo Edir Macedo de reduzir seu salário, de R$ 3,5 milhões, acertado há quatro anos. A Record confirmou oficialmente o fim do contrato com Augusto Liberato na sexta-feira (7) e já no sábado (8), Rodrigo Faro anunciou em seu “Melhor do Brasil” que a partir da próxima semana seu programa irá ocupar as tardes de domingo da emissora. A partir de agora, Faro irá concorrer com o “Domingão do Faustão”, depois de ter várias vezes incomodado a audiência do “Caldeirão do Huck” que, curiosamente, será apresentado por Luciano Huck ao vivo na próxima semana, depois do resultado nada satisfatório no ibope nesse sábado (8).

Só para lembrar, o “Programa do Gugu” estreou na Record em 30 de agosto de 2009, às 20h, ao vivo. Em 30 de maio trocou de horário com o “Domingo Espetacular” e passou a ser exibido das 16h às 20h. Mesclando o entretenimento divertido de auditório com os momentos apelativos de assistencialismo emotivo, a atração tinha quadros como o “De Volta Pro Meu Aconchego” e Sonhar Mais Um Sonho”. Em 2011 ele estreou o “Escolinha do Gugu”, cópia da “Escolinha do Professor Raimundo”, de Chico Anysio. E este ano passou a apresentar o “Quem Quer Viajar Comigo?”, quadro com formato muito parecido ao “Rola ou Enrola” do programa “Eliana”, do SBT, e o “Desafio Musical”, numa clara releitura do “Qual é a Música?” que fez sucesso nos anos 80 e 90, apresentado por seu ex-patrão Silvio Santos, no SBT.

Após quase duas horas de “Desafio Musical”, às 17h50 Gugu anunciou o “De Volta Para o Meu Aconchegou”, gravado, e avisou que após o quadro falaria sobre sua saída da Record. E foi assim que aconteceu. Sem adotar um tom apelativo e totalmente tranqüilo, ele fez sua despedida, sem fazer qualquer menção agressiva aos reais motivos que motivaram sua saída.  “Hoje termina a minha parceria com essa casa. Eu queria agradecer à Record que sempre me proporcionou uma excelente estrutura e a oportunidade de estar junto de vocês todos esses anos, aos colegas com quem convivi e vou, com certeza sentir muitas saudades. Eu também queria agradecer à minha equipe que incansavelmente (mostrando a imagem de todos) trabalhou para realizar as mais loucas ideias que surgiram e agradecer principalmente a vocês do meu auditório, ao público de casa que me conhece e me prestigia há mais de 30 anos. Olha, sem vocês eu não seria nada. Então, fiquem com Deus e uma boa noite. Tchau, gente!”.

Em qualquer emissora que Augusto Liberato se apresente será alvo de críticas por seu estilo almofadinha e ensaiado de ser, mas é preciso reconhecer que o apresentador teve a hombridade de não se submeter às novas regras impostas pela direção da Record que não correspondiam às cláusulas firmadas em seu contrato. Independentemente de audiência, que vale muito no bolso, a balança da Justiça pesa conforme o que foi firmado. É o preto no branco que prevalece e deve prevalecer.

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sexta-feira, 7 de junho de 2013

“A Tarde É Sua”: Sônia Abrão regride ao tratar de celebridades da mídia de forma sensacionalista, faz uma miscelânea com temas policiais e deixa confusa qual a real identidade do programa que apresenta



Sonia Abrão se superou nessa sexta-feira (7), ao fazer o seu “A Tarde É Sua”, na Rede TV!, voltar aos tempos em que a tônica do programa era o sensacionalismo em torno de celebridades, sem o debate policial que adotou a partir da participação do investigador criminal Jorge Lordello, ausente nessa edição.

Para começar, a convidada principal no estúdio era Viviani Brunieri, uma ex-Ronaldinha, anunciada com suspense sob a legenda: “Não vou mentir! Ronaldo terminou comigo quando eu disse que era prostituta”. Num discurso permeado por expressões religiosas, Vivi falou sobre seu relacionamento com o jogador Ronaldo Fenômeno, sua experiência homossexual durante um ano e a dependência de um homem mais velho que a bancava. Segundo ela, num momento de bebedeira, abriu o jogo com Ronaldo Fenômeno e contou sobre seu passado, o que resultou no fim do relacionamento. “Acho que o que mais pesou foi a questão do relacionamento homossexual”, disse ela.

Em meio a muito do mesmo, viu-se que a ex-Ronaldinha estava ali apenas para divulgar seu DVD, que será lançado em um mês, em que conta sobre suas intimidades. E ainda teve espaço para uma psicóloga, produzida como se tivesse ido a uma festa, comentar não só o “drama” de Vivi como também se pronunciar sobre a tentativa de suicídio da filha de Michael Jackson. A profissional, aliás, parecia estar muito mais a fim de se auto-promover no vídeo. Passou mais uma impressão de merchan do que de credibilidade como psicóloga.

Pouco ético também é uma emissora se prestar a falar mal apenas de artistas das concorrentes. A seção “As brigas, escândalos e confusões envolvendo famosos” falaram de Val Machiori, Carlos Alberto de Nòbrega, Malga Di Paula, Sthefany Brito, Betty Faria, Nicole Bahls, Fiuk, Antônia Fontenelle, tudo saído do fundo do baú e com nenhum artista da própria emissora. Ficou feito.

E o pior foi o tom conselheiro de Sônia, analisando a vida alheia, acreditando que sua opinião sobre cada caso é a que deve ser seguida e trocando exterminar por “extirminar”:  “Existe algo muito grave acontecendo com essa jovem Paris ao tentar  “extirminar” com a própria vida”. Para piorar, Sônia completa: “Eu olho para a Paris e vejo como ela muda o visual buscando sua própria identidade...”. É como dizer que alguém que não tem coragem de mudar o visual há anos também tem problemas...

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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Análise: Emissoras desperdiçam faixa com programação que ocupa meia hora anterior ao horário nobre misturando jornalismo sensacionalista com novela mexicana e série enlatada de comédia sem graça


A faixa horária entre 19h e 19h30 na TV aberta tornou-se um filão a ser explorado por quem realmente tiver criatividade para oferecer um produto diferenciado e de qualidade. Quem colocou o controle remoto em prática nessa quinta-feira (6) pode constatar a miscelânea de atrações repetitivas e apelativas nos mais variados gêneros.

Na Globo, o “RJ-TV (jornalístico local que leva o nome conforme a região das filiadas da emissora) e na Band, o “Jornal da Band”, exaltavam notícias policiais como a da adolescente que matou a mãe enforcada, com ajuda do namorado, de olho no seguro de R$ 15 mil, e o enfermeiro que assediou sexualmente pacientes em um hospital, ambas notícias do Rio de Janeiro. Notícias exaustivamente repetidas em todos os telejornais, mas em nenhum trazendo um editorial de contestação contra esses e outros tipos de crimes.

Na Record, Marcelo Rezende, com sua entonação de voz cavernosa, ainda acrescentou no seu “Cidade Alerta” uma matéria com o repórter “exclusivo” acompanhando uma ação policial em São Paulo de bandidos que assaltaram uma agência bancária. Não há qualquer tipo de preocupação nas emissoras em adotar clara e corajosamente um posicionamento de contestação séria, sem apelação e sensacionalismo, e de contribuir por uma cobrança por mais segurança e pelo cumprimento das leis. 

De olho na audiência, apenas divulgar, invariavelmente tom apelativo, em nada ajuda.
Enquanto isso, no mesmo horário, a Rede TV!, em mais uma reprise da novela colombiana “Betty, a Feia”, exibia o capítulo em que Armando declarou que Betty é importante em sua vida após ter tido uma noite de amor com a desengonçada secretária.  E o SBT apresentava mais um episódio da série bobinha “Raven”, que conta a história da adolescente Raven Baxter, personagem da atriz e cantora Raven-Symoné, que tem o dom de prever o futuro.

Está aí meia hora na grade de programação carente de mais cuidado e de uma atenção maior por programas de mais qualidade e criatividade.



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“Amor à Vida”: Danielle Winits aparece na novela das nove como se fosse o fantasma da sua personagem morta há 15 dias em “Malhação”, quando atrizes da própria trama poderiam desempenhar o mesmo papel

A aparição de Danielle Winits no capítulo dessa quarta-feira (5) de “Amor à Vida”, exatamente apenas duas semanas sua personagem ter sido atropelada em “Malhação” soou, no mínimo, estranho. Ficou a impressão de que Marcela, a professora de educação física da novelinha teen, após morrer no hospital, num “efeito ghost”, ressuscitou em outro hospital, dessa vez como a dermatologista Amarilys na novela das 21h da Rede Globo. Não houve nem um cuidado de, no mínimo, mudar o visual da atriz para dar uma caracterização diferenciada. Ela apenas soltou o rabo de cavalo que a personagem anterior costumava usar para dar aulas.

Curiosamente, Danielle chega justamente em um momento em que sobram personagens que entram mudos e saem calados do Hospital San Magno, principal cenário da novela escrita por Walcyr Carrasco e com direção geral de Mauro Mendonça Filho. Tirando a figuração, é lá que trabalham os personagens principais da trama interpretados por Antônio Fagundes, Paolla Oliveira, Mateus Solano, Luís Melo, Júlio Rocha e Ary Fontoura. Mas ainda atuam no mesmo estabelecimento com funções específicas os atores Vanessa Giácomo, Eliane Giardini, Caio Castro, Maria Casadeval, Fabiana Karla, Leona Cavalli , Pierre Baitelli, Rodrigo Andrade, André Garoli, Marcelo Argenta, Celso Bernini, Adriano Toloza...

Com tantas atrizes circulando pelo San Magno, precisava tirar Danielle Winits de “Malhação”, onde desempenhava um papel de destaque na história escrita por Rosane Svartman e Glória Barreto, para ser a melhor amiga da protagonista, Paloma (Paolla Oliveira), de “Amor à Vida”? Por que a médica não poderia estreitar seus laços de amizade com outras funcionárias, como as interpretadas pelas atrizes Renata Castro Barbosa, Cristina Mutareli, Bel Kutner, Camila Chiba, Nathália Rodrigues e Camila Czerkes?

Além de o surgimento da dermatologista não parecer imprescindível para a história nesse exato momento, ainda prejudicou a reta final da outra novela, que teve alterado o destino de vários personagens ligados ao núcleo de Marcela. Não pareceu ser uma decisão eticamente correta.



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segunda-feira, 3 de junho de 2013

“Amor à Vida”: Márcia, ex-chacrete personagem de Elizabeth Savalla, cita a transformista Rogéria de forma pouco elegante na novela de Walcyr Carrasco


Depois da polêmica gerada em torno da citação pejorativa ao Cigano Igor, personagem interpretado por Ricardo Macchi em “Explode Coração”, de Glória Perez de 1994, que Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari iriam fazer na novela das sete, “Sangue Bom”, agora chegou a vez de Walcyr Carrasco, autor de “Amor à Vida”, cutucar outro artista na novela das nove da Rede Globo.

No capítulo dessa segunda-feira (3), a personagem de Elisabeth Savalla, Márcia Espírito Santo, não economiza no preconceito em um diálogo com sua filha, interpretada por Tatá Werneck, em que claramente se refere ao transformista Astolfo Barroso Pinto: “Eu te dei o nome de Valdirene, nome da sua avó, e você preferia ser chamada de Rogéria, nome de um travesti?”, questiona, indignada, a ex-chacrete, que vive incentivando a filha a dar o golpe da barriga em algum famoso.

A personagem já tem sido alvo de queixas de algumas chacretes do tempo do Velho Guerreiro, Abelardo Barbosa, dos anos 50 aos 80, que contestam o fato de a personagem aparecer sob uma fachada aparente de ter sido garota de programa, nivelando todas as dançarinas de “O Cassino do Chacrinha” ou “A Buzina do Chacrinha” no mesmo patamar.

Quem conhece Rogéria sabe que ela está acima de qualquer tipo de comentário sobre sua condição sexual e que supera altivamente qualquer barreira quando pode manifestar seus dotes artísticos. Ano passado brilhou em uma participação especial como Alzira, a mãe da deslumbrada atriz Diva Celeste (Maria Padilha), em “Lado a Lado”, novela de época escrita por João Ximenes Braga e Claudia Lage. Mas ela, que também participou como jurada de muitos programas de Chacrinha, não merecia ter seu nome citado de forma tão preconceituosa por uma personagem que personifica uma ex-chacrete. Foi, no mínimo, pouco elegante.



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